quinta-feira, outubro 25, 2012

Caí de surpresa num Centro Cultural


Passo esbaforido em frente ao Real Gabinete Português de Leitura, não posso deixar dar uma olhadela lá pra dentro  para tentar captar um pouco da paz, da beleza e da cultura dessa jóia. Muitos nem ao certo sabem o que abriga o local e nem tem idéia da sua magnífica história.
Ao invés de seguir pela Praça Tiradentes, e ficar mais uma vez intrigado com a estátua de D. Pedro I lá, vou seguindo outro caminho para chegar no meu destino, o Rio de Janeiro é assim a cada desvio uma surpresa agradável.
Meu destino é uma casa de show famosa entre os turistas o Rio Scenarium, na belíssima Rua do Lavradio, um lugar que permaneceu por anos em total esquecimento, mas que agora é um dos mais badalados da cidade, infelizmente ao lado temos obras belíssimas de cultura e arte num museu a céu aberto, pena que ninguém vê. Ao passar no belo prédio que abriga o Centro Cultural Hélio Oiticica, espremido entre restaurantes populares, puteiros e lojas de importados chineses. Fora de qualquer mapa cultural, esse é mais um dos vários centros culturais municipais que ficam numa área de esquecimento para o grande público, existem espaços de dança, música popular, museus de arte, casas como a de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, museu do bonde, do telefone, do Paço Imperial, todos sem excessão largados as moscas. A comparação com os badalados Centro Cultural Banco do Brasil, Casa França Brasil e dos Correios nos faz pensar muito sobre a gerência pública desses espaços. 
Entro rápido, nem que seja para respirar 5 minutos em uma sala com um ar condicionado, o calor lá fora massacra a minha travessia, ao entrar a mesma sensação de que sou um intruso por chegar sem avisar, o espanto dos funcionários ao me olhar fazem pensar que sou um extra terrestre. Como assim uma pessoa resolve vir a um Centro Cultural em plena hora do almoço ?!?!?!?! Pergunto sobre uma exposição de fotografias que vi num cartaz da porta e enquanto o funcionário encerra rápido a piada que contava, ele aponta para uma escada que leva para o ar refrigerado ... e para a exposição. 
Se trata da exposição de um dos maiores fotógrafos de todos os tempos, Steve Mc Curry, e com certeza você já viu alguma foto dele por aí. 

http://stevemccurry.com/

A exposição Alma Revelada mostra imagens de todo o mundo, povos, paisagens, festas, guerras. Narrativas expressas em um instante de um click. Existe ainda a exposição do mesmo Seteve Mc Curry, chamada de Último rolo de Kodachrome que junta cliques tirados com os últimos dos filmes mitológicos da Kodak, marcando o fim de uma era tecnológica que se abria para a fotografia digital.

 Isso tudo fica escondido bem pertinho de nós, sugiro que se corra pra ver, é logo ali... pintei no mapa porque em muitos mapas não se encontra...



Já que você leu até aqui, caso não conheça a história de Hélio Oiticica, aproveite a pausa ...

http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Oiticica

segunda-feira, outubro 22, 2012

Pérolas aos porcos

Toda prova de amor é falha. Todo desejo é irrealizável, vivemos num mundo de incertezas e toda reciprocidade é duvidosa. 
Quando um amor atinge seu ápice ele esta fadado a morrer, o amor é uma coisa que se constrói no dia a dia, através do diálogo do choro e do sorriso. Amor cura imperfeições, completa o que as provas de amor não dizem. Traz uma única certeza para a nossa vida, a certeza de que amamos, aos outros e quem ama aos outros, ama a si mesmo. 
O amor é uma energia que flui entre as pessoas as quais temos afinidades. Quando essa energia não flui, nem sempre o problema é falta de amor, mas falta de interlocução, uma estagnação. Existe uma quebra de energia e daí fracassam os diálogos, aumentam-se as incertezas e, o que deveria ser uma certeza que nos desse paz no olhar, acaba por corroer tudo de bom que ficou.
Não adianta forçar mais e mais um diálogo que foi quebrado por incertezas de parte a parte, um suspiro de amor não existe aonde não existe energia fluindo, as coisas se tornam estagnadas. O mundo gira, diferente de quando o amor começa, que ele girava sem que notássemos, temos agora, a sensação que ele parou pra nós e que continua girando mais rápido, na verdade nós é que estamos parados, estáticos, apáticos, tontos....
O amor é grande, extenso, profundo. Existem aqueles que entendem que ele seja infinito. Tentar recolocar um movimento natural dessa magnitude novamente nos eixos é uma tarefa árdua e que merece trabalho mútuo. Existem aqueles que não se esforçam para restabelecer um amor, existem os outros que não querem tal esforço, ou que acham que não vale a pena. Passa a ser uma tarefa sem eco, intensões boas sem respaldo ... pérolas para porcos. É como se para dizer tudo o que se ama, qualquer longo tempo, curto sejã. Então concluímos que construímos sonhos em cima de grandes pessoas e com o temp, descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas, pequenas demais para torná-los reais.

Uma calça na contramão do mundo

Você gosta de calça jeans ? Quem não gosta ? Revolucionou o mundo, criou moda e foi a marca de épocas nos seus diferentes estilos. Longe de ser contra o uso delas, temos que procurar alternativas mais baratas e conscientes para nosso modo de vestir. Um mundo que vive a beira de um colapso ecológico não pode deixar de pensar em consumo consciente na hora de avaliar o que comprar, quando comprar e para que comprar, o preço abusivo das grifes, já nos mostram meios errados de optarmos por uma compra, mas existem coisas muito piores por aí !

Hoje boa parte das roupas do mundo passam por processos fabris globalizados, citando somente o caso de uma calça jeans podemos constatar que o cobre dos rebites vem da Austrália, os zippers do Japão, o índigo da Alemanha, o algodão dos Estados Unidos ou Índia, a fabricação e corte são feitos no Egito, Tunísia, China e etc. Além do uso de pesticidas nas culturas de algodão e do trabalho quase escravo em boa parte desses países, o que fica é o grande gasto de transporte de todo esse aparato para de montar uma calça. Da fabricação ao destino final numa loja em São Paulo ou Nova York, uma nova rodada de transporte movimenta esse mercado, ao invés de optarmos por modelos locais, que sairiam bem mais baratos, ficamos de olho nas tendências da moda.

O índigo que da cor a nossa calça possui grandes quantidades de poluentes, assim como os pesticidas das culturas de algodão, você acha que alguém na Tunísia ou no Egito está preocupado com a contaminação dos lençóis freáticos dessas localidades? Ainda mais se o grande chefe da unidade fabril viver a milhares de quilômetros de distância, num loft no centro de Paris.

No entanto a grande novidade da moda é usar uma calça, com o aspecto de velha, ora! Essas calças realmente duram muito, então o melhor a fazer é realmente usar uma calça .... velha! Não ! As fábricas tem cerca de 50 técnicas diferente de descoloração, puimento e etc, para transformar uma calça nova, numa velha. Todas essas técnicas usam processos químicos altamente poluentes para uma calça ficar igual a outra que ocupa espaço num brechó por 1/4 do preço! Sim estamos na contramão da história.

segunda-feira, outubro 15, 2012

Sonhos que viram pesadelos


Devemos sonhar, soltar as amarras da liberdade para nossas loucuras, idealizar, planejar... ir em frente. Mas quando eles morrem ? Quando o que mais sonhamos passa a ser o nosso maior tormento? O que fazer quando nossos planos foram em vão?

A vida me fez cheio de sonhos, planos e realizações, entreguei-me a paixões. Sonhando muito além do que eu podia, me perdi em meus sonhos e não mais voltei para a minha realidade, sonhando demais não temos um porto seguro que nos remeta à realidade. Medo de sonhos e medo de realidades. Viver com medo é viver aprisionado em nós mesmos, portanto para se libertar de sonhos frustrados e medos o melhor é um choque de realidade, doloroso mas que nos coloque em pé novamente, cuidando da nossa vida, refazendo novos sonhos.

Sonhos que podem nos tragar para o inferno acabam no inferno. Sonhos que nos soltam para a vida  acabam por nos levar à realidade e esses são os sonhos bons de serem sonhados. Mudamos de roupa. Mudamos de casa. Mudamos de amizades. De relações. Mudamos tudo que podemos à nossa volta, mas com que atenção mudamos o nosso interior, nossos valores e comportamentos? Mudemos nossos sonhos porque sempre existe tempo para recomeçar!

domingo, outubro 14, 2012

Tomando o rumo da nossa vida.

Tem horas que queremos mais é esquecer da vida e deixar que o vento nos traga bons fluidos para apenas vivê-los sem pensar.
Tem horas que cabe se esconder na escuridão até que uma tempestade mais pesada passe sem que tenhamos que nos curvar.
Tem horas que a alma fica pendurada num varal para que coisas ruins evaporem.


Tem horas que é muito bom viver a vida assim, sem que tomemos posições contraditórias com as nossas idéias ou que tenhamos que brigar por alguma coisa, porém temos que lembrar que o estilo "deixe a vida me levar" nem sempre nos leva para um lugar bom.


Tem horas que temos que tomar as rédeas da nossa vida, temos que ter coragem de escolher, temos que sair da inércia e tomar um rumo. Esse rumo tem que ser bem escolhido e temos que assumir nossas escolhas. O medo de escolher um caminho a seguir pode nos levar a fracassos maiores do que o de simplesmente errar na escolha com convicção


Tem horas que temos que cair na real e perceber que não somos a última Coca Cola do deserto e que não temos o tempo disponível para nós, tempo é volátil, inelástico e cruel, nossa vida passa pelo tempo e achamos que o tempo é que passa para nós. A cada instante a vida nos lembra que a falta de coragem pode nos trazer perdas de oportunidades.

Tem horas que soltar as amarras da vida não é sinonimo de curtir o que ela tem de bom, é uma falta de responsabilidade com o nosso livre arbítrio, é um desamor com nós mesmos e com a nossa capacidade de seguir em frente, nós apenas damos ou recebemos aquilo que temos. Quem ainda não aprendeu a amar a si próprio não pode amar aos outros. 

quinta-feira, outubro 11, 2012

Nostalgia e morte no Centro da Cidade

Paro minha bicicleta no resplandecer de uma linda manhã. Entre os prédios se descortina o impávido Pão de Açúcar e sinto um ar nostálgico que muda o ritmo do meu dia, resolvo tomar um lento café da manhã no que foi um lugar de muitas alegrias pessoais, entro em clima de despedida na antiga Chopperia do Papai.

A Chopperia, para mim, tinha um brilho especial, lá eu vi meu sogro sorrir pela primeira vez, peguei na mão da minha namorada com orgulho e alegria, levei sobrinhas para passear e se orgulhar de sua família, lá me sentia em casa com vários funcionários me paparicando e hoje, eu encontrei a alegria de tempos idos. Um lugar onde reuni amigos, onde eu comemorei meu casamento minutos depois do sim!

Paro num papo furado com uma ex funcionária e enquanto pergunto sobre amenidades da vida vem um estampilho feito choque aos meus ouvidos, de pronto percebi que era um tiro, em questão de segundos vejo o tumulto se formar em frente ao bar, na direção da poça de sangue um jovem de seus 30 anos agonizava até a morte. Em pouco tempo tudo iria voltar ao normal, paguei a conta, dei um último minuto de prosa para a funcionária do bar e segui minha vida.

sábado, outubro 06, 2012

Oração 2

Quando Deus tira algo de seu alcance. Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor.

Que a vontade de Deus sempre me leve para um caminho onde a Sua graça possa me proteger das intempéries da caminhada. Que eu perceba que o andar é muito mais forte que a chegada. Que nessa caminhada eu possa encontrar outros viajantes e com partilhar com eles experiências e sentimentos de afeto e bondade, que nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus... AMEM. 

quarta-feira, outubro 03, 2012

A Síndrome da Excelência no Trabalho

A teoria que se aplica no meio empresarial, de uma empresa "aturar" os defeitos de um prestador de serviços mas ter um nível de exigência extremamente alto quanto a outro prestador que simplesmente não falha, pode ter seu paralelo nas relações trabalhistas. 

Um funcionário que sempre faz seu trabalho de maneira como é esperado, mas que chega tarde todo o dia, tem seu ponto de melhoria a ser trabalhado, mas segue com boa avaliação com seu ponto fraco gerenciável. Outro que atrasa na entrega de seu trabalho apesar de ser extremamente pontual, é tido como um profissional "certinho". Tive casos de excelentes profissionais que faziam muito bem seu trabalho... até que algo desse errado. Ao primeiro momento de caos ele se transformava e simplesmente travava. Para resolver qualquer coisa simples, que durante o período de calma ele resolvia, era simplesmente um parto. Ou seja, ele não sabia trabalhar sob pressão e contra uma forte exigência. Isso é algo plenamente gerenciável quando se tem alguma boa vontade, é só não colocar ele a frente de situações como essa sozinho. Outro caso era um profissional quase irresponsável, que era inteligente mas fazia seu horário e nunca estava disponível de 8:00 as 17:00. Porém a qualquer hora que seu celular tocasse ele resolvia o problema dentro das circunstâncias que fossem. A solução para esse caso foi simples e só exigiu boa vontade e flexibilidade, um passou a trabalhar com o outro. Todos tem defeitos que, se são aparentes podem ser até desconsiderados numa avaliação. 

A grande armadilha esta na síndrome da excelência: o melhor funcionário, aquele que sempre tem ótima entrega de resultado, que se comunica bem, que se vira no inglês, que entrega no prazo, tem entendimento sobre seu trabalho, onde se pode depositar responsabilidades e em quem mais se tem confiança. Em geral ele é mais cobrado do que aquele outro funcionário que sempre falha. É ele que trabalha mais, que é mais acionado e ninguém espera uma falha dele, ao primeiro deslize o teor da comunicação de corredor é: "Ele não é tão bom quanto parece!". É um misto de decepção com inveja. 

A avaliação de um funcionário mediano vai considerar seus pontos fortes apesar dos deslises recorrentes, a avaliação do funcionário excelente tende a igualar ele com o mediano pois o defeito sobressai em relação ao bom desempenho e resultado. Essa é uma armadilha que todo o gerente deve ter atenção. O funcionário deve se blindar contra isso da mesma forma como uma empresa, cuidando do seu relacionamento com o "cliente".  

Em quem um gerente quer depositar suas esperanças e ânsia por sucesso? Obvio que a certeza de sucesso é colocar seu funcionário padrão a frente de todas as frentes de trabalho desafiadoras. E aí mora o perigo de uma decepção, ao se colocar um bom funcionário diante de uma furada, as chances de insucesso aumentam muito, se for tudo bem... já teria sido o esperado, se deu errado o funcionário fica marcado como incapaz por um bom tempo. Isso porque ele aceitou algo que vai além do esperado de um outro funcionário mediano. Pior ainda se diante dessa furada o bom funcionário (que possivelmente tem boa visão das coisas) resolver nem aceitar o dito "desafio". Aí a idéia é de que apesar de ser bom, não enfrenta desafios, não tem ganância, não quer crescer, esta na zona de conforto e não sabe liderar. Às vezes ele sabe isso tudo, às vezes ele pode dar conta disso tudo e ele somente (dentro de seus direitos) não quer, naquele momento de sua vida!

Muitos desses bons profissionais passam por grandes decepções ao longo da sua vida de trabalho, eles são exigentes consigo mesmo e ao menor sinal de falha se cobram, são cobrados e acabam em depressão, vivendo ao lado de uma caixa de Prozac ou tendo que conviver com a gastrite crônica. Por serem bons, acreditam que serão sempre bem avaliados, cobram isso ficam obsessivos e quando isso não ocorre pelos mais variados motivos.... caem a procurar outro trabalho. O desempenho positivo se torna invisível por já ser esperado, simplesmente porque o ser humano se acostuma rapidamente com aquilo que é bom.

A Síndrome da Excelência Empresarial

Esse é um dos cuidados que devemos tomar no meio corporativo, e quem sabe até nos relacionamentos sociais, amorosos e etc. A síndrome da excelência é muito mais ligada com níveis de expectativa criados do que com desempenho em si, numa concorrência empresarial é mais ou menos como pensar que quanto melhor é a empresa, menos seus clientes percebem o valor dos seus serviços prestados e mais atenção tem em relação as suas falhas. 

Clientes de empresas boas ficam extremamente exigentes. Se uma empresa presta serviço para outra, mas aquele nível de serviço é mediano e tem falha esperadas, apesar do vínculo de fidelidade ser fraco, os clientes voltam pois o valor agregado compensa suas possíveis deficiências. Por exemplo uma empresa não presta um bom serviço, aceitável mas com pequenas falhas gerenciáveis, porém seu preço é competitivo. O cliente volta pensando: "eles não são muito bons, mas o preço vale a pena".  

Pensando em outra situação, um gerente de projetos que sempre entrega seus projetos com um pouco de atraso, mas perfeito no escopo e dentro dos custos esperados,  sua avaliação será de um bom profissional e difícilmente ele perderá o emprego por isso. Voltando na analogia empresarial, uma empresa que presta um serviço mais caro que os concorrêntes mas que não peca em falhas no resultado final e não atrasa. é outro exemplo de falhas que não aproximam a execuçãso da perfeição. Todas situações mostram falhas mas em geral seus clientes não as abandonam porque se leva em consideração, de maneira muito clara, os seus pontos fortes. 

No entanto, se a empresa ouo funcionário tem um nível excelente de desempenho, naturalmente sua régua de medida sobe as exigências quanto ao seu resultado. Falhas deixam de ser aceitas e o cliente perde rapidamente a percepção de que esta adquirindo um serviço de qualidade excepcional por um preço justo. O cliente se acostuma com o que é extremamente bom e passa a achar aquilo normal (business as usual). Na primeira grande falha o que em geral ocorre é um rompimento numa relação. A empresa tem ótimo preço, é pontual, o valor que agrega é de ótima qualidade, mas depois de um tempo, o cliente acha que pode achar aquilo em qualquer lugar e vai para a concorrência, talvés porque a empresa não procurou tratar do relacionamento. Pior que isso a qualquer falha e evento fraco passa a ter proporções enormes.
 

domingo, setembro 30, 2012

Repensando a pirataria

Pirataria ou pirataria moderna, como alguns denominam, é a prática de vender ou distribuir produtos sem a expressa autorização dos proprietários de uma marca ou produto. A pirataria é considerada crime contra o direito autoral e movimenta mais dinheiro que o narcotráfico e é o crime que mais se expande no mundo.

Os principais produtos pirateados são roupas, calçados, utensílios domésticos, remédios, livros, softwares e CDs de música. O crime é financiado, em sua maioria, por grandes grupos organizados e máfias internacionais, países como a China tem esse crime dentro de uma grande parcela da economia e combater isso pode comprometer o crescimento econômico e o acesso de milhares de pessoas a bens materiais que não estariam disponíveis a camadas menos abastadas da sociedade.

Além de poder frustrar o consumidor nos quesitos qualidade, durabilidade e eficiência, a pirataria de certos produtos, como remédios, óculos de sol e bebidas, por exemplo, pode representar sérios danos à saúde do consumidor. No âmbito econômico, a pirataria é um grave problema. Em 2001, de acordo com a Business Software Alliance, a prática ilegal custou à economia global mais de US$ 13 bilhões em impostos, valor que beneficiaria toda a sociedade. Além do mais, centenas de milhares de empregos formais deixam de ser criados. Um produto pirata é aquele que foi manufaturado e recebeu o nome ou marca de determinadas companhias sem a autorização das mesmas. Produtos estes que, apesar de guardarem uma certa semelhança para com o original, são de qualidade inferior, o que explica a grande diferença de preço em comparação ao legítimo. 

Para o mercado de programas de computador especificamente, chamamos de cópias de softwares, qualquer tipo de informação digital de piratas, é uma denominação errada. Na verdades estas são cópias não autorizadas e não piratas, pois a cópia é feita a partir do original mantendo, assim, sua integridade. Seriam piratas se fossem criados e depois comercializados em nome de uma determinada empresa de modo extra oficial, recebendo o mesmo nome de um produto oficial previamente lançado. Neste caso não podemos dizer que tal programa ou qualquer informação digital sejam piratas, mas sim o ato de disseminação dos mesmos sem autorização oficial prévia.

A manipulação de hardware a fim de desbloquear arquiteturas proprietárias, não é  considerado pirataria, mesmo porque é o consumidor tem o direito de configurar um equipamento seu do modo que quiser, a Nintendo, por exemplo, resguarda o direito de bloquear o equipamento se notar qualquer alteração de sua configuração, o que denota um crime ao direito do consumidor. 

Ou seja, pirataria é um crime, relativamente novo, polêmico e que tem mecanismos de combate ainda muito ineficazes, o melhor seria conscientização quanto ao uso de emprego não formais, tratamento de resíduos, e investimentos feitos pelas empresas formais as áreas de pesquisa. Toda essa gama de informação pode ser obtida a partir de consumo consciente e disseminação dessas informações para a sociedade a partir de redes sociais na internet. A medida que a sociedade se organize fica mais fácil separar o joio do trigo.

sábado, setembro 29, 2012

Seguir em frente

Mesmo num momento em que a vida parece te massacrar, mesmo quando todas as opções  a sua frente te levam para situações, a princípio, piores que ficar parado.... mesmo quando tudo parece desabar, cabe a nós decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar. O certo da vida é descobrir qual dos caminhos incertos temos que seguir, a caminhada é sempre dura e as decisões tomadas ao logo do caminho tem que ser assumidas com coragem e responsabilidade.O mais importante é decidir, isso se chama livre arbítrio.

Existem as horas de tempestade, as horas em que é bom não enfrentar, as horas de reservar energias para, num momento oportuno, seguirmos com a caminhada. Nas horas em que dá vontade de parar e chorar, o mais importante é darmos uma trégua a nós mesmos, fazermos uma pausa... tomarmos ar. Mas chega um momento em que temos que decidir voltar a ser feliz e retomar toda a caminhada, é quando decidimos ser felizes, daí é estampar um sorriso no rosto e buscar a felicidade onde supõe-se que ela não exista. Abraçar a vida e viver com intensidade, perder com classe e vencer com ousadia, já que todos um dia terão rugas que sejam de tanto sorrir... a vida é muito para ser insignificante. 

Sonhar é fundamental para se reestruturar, por isso parte da tristeza é um sentimento de loucura e catarse, onde saímos um pouco da realidade para divagar entre um mundo utópico de sonhos e oportunidades, é o brainstorm de nossa mente buscando novos angulos de ver nossa realidade. O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos. Ao sonhar e dar tempo de voltarmos a uma realidade melhor temos que definir as metas a perseguir, se cercar de pessoas que vivam os seus sonhos, pessoas que nos fazem bem, pelo simples fato de existirem para a nossa vida, temos que olhar nossa volta para agradecer onde chegamos e principalmente agradecer pelas novas oportunidades que se abrem diante de nós, pelo folego, por nós mesmos.

Enfim, retomar a caminhada, é fazer a eternidade num momento de carinho que temos a nós mesmos, é presentearmos com um novo ciclo de lutas, pronto para conquistas ou derrotas, mas principalmente ... pronto para seguirmos em frente, renascidos, amadurecidos, e vislumbrando um cenário de sonhos que em breve, até poderá ser esquecido, mas que num momento de retomada, são fundamentais para continuarmos. É assim que se processa o sábio ciclo da vida!

quinta-feira, agosto 23, 2012

O poder público e a informática

Acabo de sair de uma reunião para alinhamento de pontos a serem tratados no programa de governo de um candidato a prefeito do Rio. Tudo bem que já estive envolvido em debates sobre o tema na camara dos vereadores, tenho alguns pontos a questionar e propor e tenho um histórico bom do tema. Porém não me considero a pessoa ideal para propor coisa alguma dentro de um programa que é político e não técnico, e me assusta dois candidatos buscarem logo a minha opinião (provavelmente algum banco de dados de um curso que frequentei).
Chego apressado calça, tenis, camisa pólo diante de empresários de terno e completamente despreparados e que visavam mais aparecer para um futuro novo prefeito do que discutir idéias. O despreparo do candidato, não me surpreende, o tema não é municipal ao extremo e ele tem outros pontos a se preocupar, esta em processo de aprendizado, o que me assusta é a visão tosca dos empresários que esperam que no primeiro dia de governo se baixe um decreto lei reduzindo a alíquota de ISS de 5% para 2% no município do Rio de Janeiro. Ora, ninguém gosta de pagar imposto, principalmente os empresários essa taxa está defasada, isso todos do ramo sabem (menos o candidato!). Ninguém discute as contra partidas, só querem estar competitivos com os pares de outros municípios (que em alguns casos pagam 0,19%).
Reforma tributária é um assunto fora da política de informática que se quer. Ninguém pensa que a área passa muito longe do simples desenvolvimento de Software nenhum empresário menciona incentivo a formentação de pequenas empresas, parcerias com universidades, escolas técnicas, escolas de idiomas, todos só querem receber e ninguém quer dar nada, só ficam esperando o governo se manifestar, e o representante do governo nada sabe do assunto.
Informática passa a ser só uma indústria limpa, um fator essencial para a inclusão social, um nicho para pequenas empresas, ninguém vê que a concorrência não está no Recife, em Rio das Ostras, Magé, Hortolândia ou qualquer paraíso fiscal, isso é ponto passado a verdadeira revolução esta em pensar em Tecnologia de Informação como um conceito além do desenvolvimento de Software, é pensar em prestação de serviço, é pensar em qualidade de processos, em marketing social, em engenharia de software, em inovação, em sistemas integrados, nuvem, hosting, software embarcado, software essencial, operação, manutenção, outsourcing, testes, é extrapolar a barreira da tecnologia utilizada é avançar para o SAP, Web mas visando o conhecimento global, é buscar parcerias sérias em todas as esferas. É ver China e India como os verdadeiros concorrentes pois pra vender um Sw ou um serviço é possível estar onde quiser.

terça-feira, agosto 21, 2012

Crianças não sobem mais em árvores

Sou do tempo em que qualquer quintal tinha uma árvore frutífera, minha avó tinha duas goiabeiras, mas eu comida pitangas suculentas de uma vizinha e mangas da casa vizinha, mesmo sem agilidade dava meu jeito e não ficava sem minha frutinha. Outros amigos traziam outras delícias dos quintais vizinhos.
O mundo cresceu, as folhas que sujavam o terreno passaram a ser um transtorno à vida moderna, as tardes perderam o tenro cheiro da terra, as brisas sumiram no ar quente pós aquecimento global ....o mundo perdeu seu charme, as infâncias perderam sua inocência.
Enquanto o cimento tomava conta do terreno, as chuvas de verão inundavam as casas, mas ora ora, porque será ? Teria a água outro lugar para escoar? Enquanto os prédios subiam nas alturas, as árvores se tornavam pequenas e as sementes não mais floresciam. Pular muros, correr descalso e ... subir em árvores, tornaram-se ações de alto risco, bicicleta agora, só de capacete, banho de chuva sem camisa então ... nem pensar! Dentro da bolha criada pelos "humanos" temos brinquedos de adultos, televisão (lógico!), canais "infantis", computador, vídeo game, tablets, celulares, maquiagem e um milhão de bugigangas chinesas, de nomes estranhos e poderes suspeitos.
São tantos brinquedos que as crianças não têm um preferido, não tem um amuleto, não distinguem seu afeto por um ou outro banalizam todos Amadurecem cedo, abandonando o amor singelo de criança pelo brinquedo preferido, tem todos e não tem nenhum. não vem as dificuldades da vida, não ficam preparados para ela derrepente são jogados na vida corrida, recebem filhos e nem como boneca conseguem brincar banalizam os mesmo, perdem o jogo da vida, perdem o amor pelos outros, o amor próprio, crescem com medo parte porque nunca se arriscaram, num sopro de vida, num galho de árvore...

quinta-feira, agosto 16, 2012

Alce as asas e voa

Voa na liberdade e na esperança
Voa no sonho de criança
Solte minhas mãos e cresça.

Rumo ao desconhecido
Do quarto escuro ao infinito
Projeta tua sombra por sobre a escuridão

Voa de forma galopante
Pelo campo distante
Pelo que você deixou pra trás

Voa como um desvairado
Na imensidão...num cavalo alado
Caia na vida e siga a brisa

Faz dos teus olhos o reflexo do mundo
Siga o azul profundo
E vai além do horizonte

Aonde a asa chegar...






terça-feira, agosto 14, 2012

O efêmero ser que amava

Não se ama, por outro motivo que não... o simples amar! Não costumam ter razões ou explicações para o amar, simplesmente se ama, e nada mais. Quando falam que o amor é entrega, ele não pode se transformar em algo cego, que nos leva a fazer coisas que possa ferir o nosso amor próprio, porém ele se torna entrega de sentimentos a partir do momento que em se faz a soma de vários outros sentimentos.
Amo como ama o amor, porém amar sem pensar é trair o próprio amor que deve ser vivido, com entrega e plenitude do nosso ser. Para amar é preciso pensar no amor, é preciso amordaça-lo em nosso coração. Amar é a eterna inocência,  e a única inocência é não pensar. O amor carregado pelos bons pensamentos, não é um caminho para a felicidade, por si só, esse caminho já é a própria felicidade.
Praticar o amor é ter a compreensão do dia -a-dia, é escolher nos momentos chave da vida o que se quer para ela... Existem momentos em que no nosso livre arbítrio nos coloca diante de uma encruzilhada, onde é possível seguir pelo caminho da felicidade e do amor, ou tomar outro caminho recheado de ódio. Saber trilhar pelo caminho da paz, apesar de todas as forças contrárias, é usar a força do amor em nosso favor.
Cultivar a paciência quando o momento não é propício para o amor é também um ato de amor, pois guardá-lo no nosso peito e não expô-lo é sinal de sabedoria, é sinal de que a chama do amor existe e é cultivada, é sinal de que o amor amordaçado pelo pensamento, dentro do nosso coração,  não precisará ser desperdiçado quando todas as circunstâncias estiverem contra você.
Pessoas que mesmo em momentos transitórios podem cultivar um amor, o fazem diante de um amor puro, pois as nuances do momento colocam a prova toda a acomodação do amor, os amores turbulentos que passam serenos pelos períodos de incerteza ganham força, porém muitos amores naufragam diante de tais desafios. Simples não é o amar, apesar de ser o sentimento mais puro e vital.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Cade o Zaire ?

Lembro bem de estudar na escola sobre países africanos e outro dia me deparei com um mapa político completamente diferente, um fenômeno similar com o que ocorreu ao leste europeu, a África vive por décadas em conflitos políticos que mudam o mapa de maneira constante. O Zaire tornou-se independente da Bélgica nos anos 50 e desde então viveu conflitos internos que levou sua população a miséria extrema e ao caos. E um fato importante, levou o Zaire a trocar de nome e hoje ele se chama República Democrática do Congo.
Ondas migratórias dos países vizinhos levam milhões de pessoas a atravessar a fronteira que o Congo faz com 9 outros países e isso amplia os desafios do país, que apesar de ser o segundo maior da África e com um território rico em recursos minerais. Hoje o Congo é considerado o país com maior número de mortes  em confrontos desde a segunda guerra mundial, esse confrontos sangrentos  dizimou tribos inteiras e tem um histórico sangrento desde que a Conferência de Berlim de 1885 deu uma possessão pessoal ao  Rei Leopoldo da Bélgica, a brutalidade foi tão grande que em 1908 a imprensa ocidental tratou do assunto, fazendo com que as terras fossem retiradas da coroa para fazer parte do estado. Em 1995 ocorreram massacres de quase 1 milhão de pessoas das tribos tútsis e hutus em Ruanda, isso levou o Congo receber 850 mil refugiados em cerca de 5 dias, junto com esses refugiados, milícias hutus entraram no Congo decididos a organizar a vingança e a instalar no país vizinho um controle paralelo das populações e dos recursos humanitários, esse movimento fez com que várias organizações assistenciais retirassem a ajuda humanitária, vital para milhões de pessoas em prol da independência, neutralidade e parcialidade.
Toda essa desgraça fez com que o Congo tivesse o menor nível de IDH do mundo, a população de 70 milhões da habitantes sofre endemias de malária, cólera, AIDS, sarampo e doença do sono. Existem feridas físicas com corpos dilacerados por minas terrestres, existem traumas psicológicos dos anos de guerra e da sensação de abandono e miséria. Todas essa miséria gerada pelo ser humano ainda tem um agravante, as doenças são tratáveis, mas 180.000 crianças morrem de malária anualmente no Congo, existem 32.000 afetados da doença do sono, que é transmitida pela mosca tse-tse e que causa problemas sérios no sistema nervoso central até que os pacientes morram, uma degradação humana terrível e que poderia ser evitada com condições melhores de higiene.
O Congo é um dos poucos lugares do mundo onde a AIDS continua se alastrando e hoje estima-se que 1 milhão de pessoas estejam contaminadas, e sem acesso aos retrovirais. Muitos desses casos são resultado dos estupros em massa, utilizados como arma de guerra pelos grupos armados, as mães de filhos indesejados acabam excluídas de seus próprios grupos étnicos.

Sem pensarmos muito num longo período de crescimento econômico, vemos que é inviável gerar potencial industrial e inserção econômica de populações miseráveis. a solução deveria vir de maneira rápida para que novas gerações não se percam, e para isso o Congo dispõe das maiores reservas de cobre e cobalto do mundo. Além disso, existem minas de diamantes, ouro, ferro e urânio estimadas em mais de US$ 25 trilhões. Daí a razão pela briga política que leva o país ao caos, o potencial de riqueza gerando a miséria! O país fica fora de todos os noticiários mundiais, o Congo é negligenciado pelos seus governantes, esquecido pela população mundial, é um país em retrocesso, com crises emergenciais, e não se chama mais Zaire ! Pode ser por isso que não é mais lembrado.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Eu por eu mesmo

Criança moldada em família, inseguro da vida e do mundo, menino de beira de mar, moldado dos carinhos de vento no rosto e das frescas mãos de maré nos seus dedos de água.

Jovem aprendiz de momentos eternos, puro de sentimentos e amor. Pelegrino de pisar suave das florestas de acalando de sol e coragem de amar.

Tentando ser Homem de bem com a vida, a favor da vida. A quem a vida nada se nega a vida.

Pai ! Amigo ! Amante !

domingo, agosto 05, 2012

Selena

Se viene a vuol dire che basta lasciamoci
Che non ha caldo nel cuore
Ma tremo davanti al tuo seno
Ti odio e ti amo
Chiedo perdono
Ricordi chi sono
Dammi il sonno
Dammi tu mano
Seguire i miei sogni
E saremo felice

Experiência tricolor

Estava no meu plano de passeio hoje levar meus filhos ao Museu do Fluminense, mas porque um flamenguista faria isso, chegaram a me perguntar? Ora, o Flu é uma entidade monumental na cultura brasileira do século XX, assim como Botafogo, Vasco, América, São Cristóvão, Bangu e o meu Flamengo. A história desses clubes é linda e se confunde com o próprio avanço da sociedade carioca. Sonho um dia poder ir a museus como o do São Paulo, Real Madrid, Barcelona e Boca aqui no Rio, se cada clube trabalhasse com o profissionalismo que o Fluminense tem tratado esse assunto poderia até virar um circuito turístico.

Tenho ótimos amigos tricolores, já fui em Fla X Flu dentro da torcida do Fluminense pois no lado do Fla tinha lugar para todos. Já fui amuleto, levado quase a sequestro para o Maracanã nos jogos de terceira divisão, quando a torcida tricolete levantou o time. Sou um completo admirador do melhor clássico esportivo do mundo, o Fla X Flu.

Porém a intempéries da vida me fizeram tomar outros rumos, meu coração é rubro negro e meu passeio passou longe das Laranjeiras, mas fui cair logo na companhia de um tricolor honorável, Paulo Roberto Brow Andel, que concluía a gravação de uma mesa redonda sobre o Flu o local foi uma verdadeira descontaminação da semana no escritório, esquina de Rua do Senado e Gomes Freire. Em 20 minutos minha bicicleta saiu da Tijuca e encontrou um canto seguro em frente ao elegante Hotel Midway, passamos de papo de samba a um frugal almoço com debates, vendo Neymar e bebendo Coca Cola.

Tudo indicava que seria um dia de samba, mas por fim seguimos ao Centro Cultural dos Correios para ver a história da Maldita, aos que não sabem, a antológica rádio Fluminense FM, que encheu de glória e Rock and Roll, os contextuados anos 80. Para manter o clima do Rock acabei conhecendo grandes baluartes das duas causas, o rock e o tricolor das Laranjeiras, um programa sensacional que escuto pela internet agora, Rock Flu !

Como sempre soube, a  agradável e inesperada presença de Andel traz sempre momentos de bom papo, inteligência e cultura. A torcida do Boca Juniors estende uma "simpática" faixa na beira do "gramado", como cartão de visitas na Bombonera: “Nunca hicimos amistades”. Com o Fluminense não é assim !

Seguem algumas boas referências:


Livro

Crônicas do Flu

Panorama tricolor

Rock Flu

A Maldita

Salve Catola!

sábado, agosto 04, 2012

Rumos que damos a nós mesmos

O que governa a nossa vida? Num mundo moderno onde o tempo rege nossas ações, onde qualquer ato pode ter efeito rápido e abrangente, onde um deslize pode causar um problema grande...
Ter a responsabilidade de responder pelos nossos atos é uma tarefa para poucos. Poucos tem a real dimensão de consequencias mas sempre será impossível saber e controlar qualquer desvio que um caminho pode dar.
Daí a diferença entre procurar chegar a algum lugar e curtir o caminho, aí esta a diferença entre controlar e se entregar, entre sentir e pensar.

No awnsers

I am a sad young man
Lost in a bar
Lost in the life
Lost in the love

The news are not so good
And I prefer to think without a glass in a bar
I prefer to dream
A dream with no stars

Drifting through the town
Trying not to drown
Trying to forget
That don't exist love

Trying to be brave
Running from the truth
Playing of making love
Remembering that they're growing old

And I wish the moon
To shine for me
With her gentle light
To guide me home tonight

sexta-feira, julho 27, 2012

Oceano (autor desconhecido)

Torne-se Oceano

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano,
ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada:
os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas,
através dos povoados,
e vê a sua frente um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é
do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano
é que o medo desaparece,
porque apenas então o rio saberá
que não se trata de desaparecer no oceano.
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento
e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós.
Voltar é impossível na existência.
Você pode ir em frente e se arriscar.

Torne-se OCEANO !!!

terça-feira, julho 24, 2012

No piano

Sento no piano e dedilho "As  Time Goes By", não me sinto um Humphey Bogart conquistando uma Ingrid Bergman e me perco logo nas notas. Estou nostálgico, estou inquieto, estou triste.
As imagens do filme não saem da minha mente, não são cenas, são flashes em preto e branco, são penumbras esquecidas do nosso romântico cinema, do tempo que um filme era chamado "de amor". Hoje "de amor" são no máximo comédias, como se fossem cômicas as pessoas que amam num mundo de tanta luz e pouca penumbra. Ao invés de procurar um "You must remember this ...
A kiss is still a kiss" busco em Cartola os murmúrios de o Mundo é um Moinho e trituro meus sonhos reduzido as ilusões a pó!
No preto e branco dos teclados lembro novamente do filme um final triste, uma história de amor e guerra com final triste numa vida tão bela e colorida, acontece que a vida é orquestrada pelos enganos da nossa mente, assim como nas ilusões do cinema, nossa mente tece frágeis véus da nossa vida, temos a visão deturpada, os olhos amaldiçoados e num simples rajar de vento tudo se abre em horizontes com perspectivas amplas, com escolhas, com livre arbítrio! Basta apenas termos coragem de tocar nossa música, de soltar nossa voz. Falta soltar as amarras e cantar!

quinta-feira, julho 05, 2012

Dando o recado em 3:49

Um dia de trabalho, um dia de insanos pensamentos sobre a minha vida, me vejo num avião retornando de São Paulo e sobrevoando a Serra da Cantareira sob a luz do luar não pude deixar de lembrar da estrela maior da nossa música, bastaram alguns cliques no aparato multimídia do avião para começar a ouvir a voz da estrela, Elis Regina.
Busco então uma posição mais relaxada e a aeromoça me surpreende com uma bela taça de vinho, naquele momento eu no ar sinto-me indiferente a turbulência da minha vida e nesse instante passa pela minha cabeça que tanto faz estar vivo ou não, estou no céu, acima das nuvens, pleno e ouvindo um hino. Por uns momentos esqueço a minha tristeza, meu rancor, meu vazio e vivo o momento que o vinho e a música me proporcionam.
Elis começa mansinha, parece uma Ferrari andando a 10Km/h e clamando pela explosão de sua voz, dar o recado, neste caso, é dizer ao que veio e em  pouco menos de 4 minutos da belíssima gravação de "O Bêbado e o Equilibrista", a maior voz feminina da música brasileira, mostra com a alma ao que veio. Sai do murmúrio a marcação forte das notas vocais, aos poucos o arranjo de cordas toma volume e uma batida inconfundível com a marca de João Bosco emoldura a voz de Elis em todo o seu explendor, a música explode. O recado é passado numa letra forte contra a ditadura. São 3 minutos
e uma musica incidental aparece para amarrar de vez essa música a nossa história. O recado esta dado! Salve Elis !

segunda-feira, junho 11, 2012

Da série ... prefeitura do Rio - Otávio Leite

Otávio Leite, sempre envolvido com as administrações de Cesar Maia, 3 vezes vereador, 2 vezes deputado federal. O postulante ao cargo é do PSDB ainda tenta dar uma imagem de oposição a toda essa lama que nos cerca, porém sempre esteve comprometido com as administrações passadas.
O grande efeito transformador que promete em sua campanha é um "choque de ordem" na saúde, porém não mostra um plano concreto para isso. Parece ser um candidato bem fraco só usado para marcar posição do PSDB no estado.

domingo, março 25, 2012

Urbanismo colonial

Comparando-se a organização urbanística das colônias portuguesas e espanholas, entendemos uma pouco como se deu a estratificação social de cada um dos modelos de ocupação.
Assim como na Espanha, o modelo de Plaza Mayor que é formado por um grande núcleo central formado por uma igreja, uma praça de armas, e as maiores casas do poder político. Isso fez com que a população estivesse sempre com uma idéia de um poder central e se esforçasse para manter a segurança daquele nicho central de ocupação. Essa idéia inconsciente de proteger um poder central criou elos de dependências mútuas por exemplo em Santiago do Chile, onde Pedro Valdívia tratava de proteger os limites da cidade a partir das posições centrais da Praça de Armas.
Já no modelo português o plano urbanístico, em geral era de ocupação litorânea, com conceitos de cidade alta e baixa, semelhante a Lisboa ou Porto. Dessa forma, é possível ter uma visão estratégica do litoral com construção de fortes que se comunicavam entre si com salvas de canhões, bandeiras, fogueiras, isso fazia a ocupação urbanística se espalhar, o modelo de cidade alta e cidade baixa ocorreu de maneira clara em Salvador, no Rio de Janeiro e Olinda. em geral a população abastada ficavam mais frescas e protegidas regiões altas e aí havia separação dos núcleos urbanos e não uma inter-dependências entre eles.h

terça-feira, março 06, 2012

Controle remoto

Em breve veremos um novo conceito tecnológico para controles remotos, passou o tempo em que esse aparelhinho que acaba com a distância de 3 metros entre nossa preguiça e a televisão.

Com o advento da preocupação ao consumo mais e mais aparelhos serão operados remotamente, não mais por infra vermelho, mas pela internet.

Se as 15:00 um programa passar na televisão, poderemos remotamente instruir nossa televisão a gravá-lo para vermos depois, se o consumo de energia sofre um pico num determinado horário, poderemos remotamente ligar a máquina de lavar antes desse pico.

Essa tendência nos aparatos tecnológicos já é mais que esperada, porém as funcionalidades de outros aparelhos será ampliada fazendo com que um cirurgião na França possa fazer uma intervenção cirurgica remotamente num paciente no Brasil. Um prefeito de uma cidade possa coordenar remotamente as ações de um centro de controle, durante uma catástrofe.

As possibilidades são inúmeras, o limite não é mais técnico, mas criativo ....

segunda-feira, março 05, 2012

O dinamismo da vida

Ao me preocupar com a realidade de cada um, sofro menos, conheço-me mais, desenvolvo a tolerância com os que estão ao meu redor. O convívio com o erro, a fragilidade e a inconstância nos fazem mais humildes e sábios com nossa frágil existência. Isso tudo melhora a qualidades das relações sociais e consequentemente melhora a nossa própria vida.

domingo, março 04, 2012

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

A origem da mulher

A maioria das passagens bíblicas me parecem ser um conjunto de pequenas fábulas da época compiladas em uma roupagem de credo em Deus.
A simbologia e a representação são fartas e uma das passagens mais interessantes é a da criação da mulher. Para os antigos a mulher sempre teve um aspecto santo e daí as fontes mitológicas das mulheres deusas. Na bíblia a origem da mulher não é espontânea e tem um propósito específico, não se origina de braços, pernas ou de nada que a torne inferior, mas de uma parte do corpo que da sustentação a ele, que a coloca lateralmente e em grau de igualdade aos homens, abaixo do braço do homem para ser sempre abraçada e amada.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Todos os crimes são cometidos por todos

Todos os crimes são cometidos por todos. Um ladrão é um homem necessitado ou invejoso da soberba dos outros. Um mentiroso é um homem com medo. Tenhamos piedade de todos eles.

sábado, setembro 10, 2011

Revolução das cidades

O mundo vive um processo de urbanização sem precedentes. Estima-se que 60 milhões de pessoas mudam para os grandes centros a cada ano, cerca de um milhão por semana. A China sozinha viveu um processo de evolução social em 10 anos que a tirou da miséria medieval para um patamar econômico próspero e desordenado, o contingente dessa população que migrou para o meio urbano não tem comparativo na história.
Setores como saúde, transporte, segurança, energia e água não estão na pauta de gerenciamento das cidades médias e tem um planejamento mal feito nas grandes megalópoles, surge então a saída tecnológica para planejar, construir e operar sistemas extremamente complexos de atendimento a população. No vácuo deixado pelo baixo investimentos das grandes empresas frente a crise monetária mundial, o novo New Deal não reflete em investimentos governamentais em construção civil, mas em aparato tecnológico que garanta o crescimento mais sustentável das cidades.
Nesse filão de oportunidades, empresas como Siemens, Nokia, Motorola, IBM, GE largaram na frente com motes de campanhas de marketing voltadas para a revolução que esta por vir.

sábado, agosto 27, 2011

Primavera árabe

O que acontece quando o povo vive a margem das decisões políticas? Quando não existe liberdade de expressão? Quando meio de comunicação são censurados? A repressão política comprimiu uma mola de insatisfação no mundo árabe e paulatinamente Egito, Tunísia, Líbia, Síria, Iemen e até a ocidental Arábia Saudita foram estourando em revoluções querendo direitos civis. Assim como as revoluções urbanas de 1830, 1848, 1870 e 1968 foram contagiantes levando movimentos por liberdade ao redor do mundo, esses movimentos ganharam voz na população jovem, nos estudantes e contagiou outros sistemas repressores. A fórmula básica foi ou os antigos regimes proporcionavam melhorias e mais liberdade, ou os governos caiam. Contra resistência, guerras civis estouraram pelo globo.
Ainda no contágio das revoluções urbanas, outras sociedades mostraram insatisfação com os regimes que deslocaram milhões de dólares para controlar as intempéries da economia, salvando bancos, indústrias e grandes conglomerados em detrimento a investimentos na educação e saúde. Enquanto isso as despesas militares crescem e os jovens não tem perspectivas de entrar no mercado de trabalho, o fim de benefícios previdenciários e sindicais aumentam a insatisfação em países como Grécia, Espanha, Inglaterra, Chile e Israel. A primavera trouxe mudanças para os árabes, mais que isso trouxe reflexão para or rumos do mundo, que agora não tem um só líder a geopolítica mudou, como se o eixo da Terra tivesse mudado e algo liga um jovem que protesta na porta de Dow Jones e outro que mata Kadafi nas ruas de Sirte.

Harmonia de um sistema de vida

Além de um ponto crítico dentro de um espaço finito, a liberdade diminui à medida que os números crescem. Isso é verdadeiro para os seres vivos de um sistema planetário finito, assim como o é para moléculas de um gás num frasco selado. A questão humana não é de quantos poderão sobreviver dentro do sistema, mas sim que tipo de existência será possível para aqueles que sobrevivem.
Há uma beleza de movimentos e um equilíbrio internamente conhecidos em qualquer sistema saudável para seres vivos, você pode ver nesse equilíbrio a beleza da vida de um ser, de uma espécie, da existência como um todo. Essa harmonia produz um dinâmico efeito estabilizador essencial a toda a forma de vida. Seu objetivo é simples: manter e produzir padrões coordenados de diversidade cada vez maior, evoluir. A vida aumenta a capacidade de sustentação de um sistema fechado. A vida, em todas as suas formas, trabalha a serviço da vida, os nutrientes necessários à vida se tornam disponíveis através da vida, para servirem a outros tipos de espécies de variedades cada vez maiores, à medida que aumenta da diversidade dessa mesma vida, existe a evolução. Toda a paisagem se torna então viva, cheia de relacionamentos dentro de relacionamentos.

terça-feira, junho 21, 2011

Inclusão cega

Basta olhar por 1 minuto o site do nobre Instituto Benjamin Constant para observar quantos serviços são disponibilizados aos deficientes visuais. É nobre também a utopia de termos uma abrangencia da educação especial nas escolas públicas normais.
Quando se fala de deficiencia motora leve, Down ou algo que possa ser até facilitado pela socialização é de se entender a idéia de juntar numa sala de aula pessoas com necessidades especiais  e pessoas sem essa necessidade, porém no caso de deficiencias visuais e auditivas, o processo de aprendizado mexe com metodologias e materiais diferentes de uma escola normal, e na prática as escolas não estão preparadas para lidar com isso e gerar inclusão social nesse campo. É até louvável a idéia de inclusão generalizada mas isso pode ser feita aos poucos, na vida fora das salas de aula.
Além disso existe no Instituto todo um acompanhamento médico de excelência para acompanhamento dos cegos, atendimento gratuito !
Resumindo, assine a petição contra o fechamento da escola.
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8365

PEC 300 para reflexão

Nada contra policiais e bombeiros ganharem um salário digno, são para os policiais e bombeiros que ligamos quando passamos por alguma dificuldade, são eles que dignamente doam a vida para ajudar a sociedade, é isso que se espera deles.
O que eu não posso concordar é com o mundo mágico que se propõe a PEC 300, uma discussão sem definir de onde vem recursos (?43 Bilhões???), sem se definir piso salarial (que gira em torno de R$3500,00 para salário inicial do praça e R$7000,00 para o salário inicial do oficial) ou critérios para elegibilidade. Outra aberração é a tentativa de atrelar o salário numa esfera nacional.

Em que lugar ou profissão nesse país se tem um salário inicial de R$3500,00 ???? Salário nunca foi atrelado a risco de vida, para isso existem adicionais de periculosidade (e isso deve ser pleiteado pelos militares), deve ser um benefício adicional a quem está na ativa, uma vez que quem é da reserva não corre os mesmos riscos.
Salário é uma combinação de tempo disponível à sua atividade X conhecimento. Que nível de escolaridade tem um bombeiro ou policial para se pagar um salário desses?

Policial e bombeiro tem que ter adicional de periculosidade, sim !
Policial e bombeiro tem que ter FGTS, sim !
Policial e bombeiro tem que ter vale transporte, sim !
Policial e bombeiro tem que ter reembolso de alimentação, sim !
e além disso tudo eles tem que ter condição de trabalho.




Agora todas essas vertentes devem ser decididas na esfera estadual, dentro da realidade das regiões, um economista no Rio tem um salário completamente diferente de um economista em Manaus, e dessa forma é um pouco sem fundamento ter o mesmo salário base para um policial de São Paulo e outro na tranquila São Lourenço.

Os bombeiros do Rio reclamam que os de Brasília ganham mais... façam concurso para lá então,  é isso que se quer ? Nem todos querem  ir apagar incêndio no cerrado num lugar com custo de vida maior.



Policial civil ou militar, bombeiro não pode ter que recorrer a um outro emprego ou bico para sobreviver, inclusive a lei os proíbe disso, ou seja, eles precisam de um salário digno para sobreviver. Mas resta saber se é essa necessidade que os fazem a recorrer a coisas escusas e milícias ou se isso é fruto de uma índole não tão boa.


O que falta é aprofundar essa discussão de salário atrelando valores à produtividade, ao que se pode pagar aos inativos, aos serviços de saúde disponibilizados para as tropas, às condições de trabalho. É visível que muitos gestores estaduais não tem a mínima vontade política de discutir o assunto e isso pode gerar um aprofundamento da crise com uma greve geral em 4 de julho.

quinta-feira, junho 16, 2011

A escola de antigamente

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...
Se ensinava a pensar, hoje tá difícil.
 

A caixa da padaria

Pego o pão e chego na fila pra pagar, costumo ser muito paciente com os atendentes mas tem uma velhinha de óculos fundo de garrafa que está sempre bicuda, fui na outra.
Enquanto espero ela passar meu cartão de débito a velhinha mala chega pra bater papo com a que tava me atendendo:
-Olha eu vi o preço daquele negócio que você queria vai sair 5 vezes de 8 "real".
-Nossaaa vai sair muito caro faz aí na calculadora.
Esqueci do cartão parei pasmo diante da velhinha pegando a calculadora e tascando lá 5 X 8:
-Ih é caro mesmo dá 40 reais (dessa vez ela falou certo).
-Não deve estar errado, é muito faz aí de novo ...

E eu esperando... resolvi me intrometer antes que forçassem a calculadora de novo...
-Gente 5 X 8 é 40 mesmo !! Paga no dinheiro que esse cartão tá demorando muito pra passar.
-Ah tá bom moço...
Tenho certeza de que depois que eu virei as costas elas ainda conferiram na calculadora de novo!!

A solução do mate

Hoje cedo passei na maldita lojade mate e o cara me acenou lá de dentro todo animado.
-O senhor sabe aquele negócio do mate em 2 copos de 500 ml... chegaram as garrafas de 1 litro, testei aqui e funcionou ... por isso que o copo de 500 a gente chama de meio litro né !!!

UFA !!! Conforto pro meu coração ... ainda resta uma esperança!

O mistério dos 500 ml

Chego correndo numa loja de mate e peço rápido:
-Um litro de mate por favor!

Meu intúito era levar uma bebida para o dia inteiro de trabalho num sábado de passagem para produção, mas o funcionário de bate pronto manda que não tinha garrafa de 1 litro naquele momento.
Não cheguei a pensar nem 1 segundo e vendo montes de copos de 500 ml amontoados pedi logo:
-Coloca então 1 litro de mate com limão em  2 copos de 500ml.

Funcionário travado ainda me pergunta:
- Mas não dá, o senhor não quer 1 litro!
Ainda tive o trabalho de responder :
- 'Seria melhor se tivesse na garrafa, mas vai no copo mesmo.. eu tenho é que beber muito líquido.
O rapaz cutuca a cabeça :
- Mas não dá 1 litro se a gente colocar nos dois copos.
Parei, expliquei ... só faltou desenhar e demonstrar... não houve jeito o cara simplesmente não acreditou na minha mágica de fazer 1 litro de mate caber em 2 copos de 500 ml.

Virei as coisas e fui embora completamente sem paciência e triste pelo mundo em que vivemos.

sábado, maio 14, 2011

Cenário da incerteza - Américas

Foco da grande crise mundial iniciada com os escandalos de Enroll e posteriomente a bolha dos subprime, os Estados Unidos sempre movimenta sua economia com guerras ao redor do mundo. Com a saída dos republicanos do governo, as guerras perderam um pouco o foco uma vez que a economia é que merecia um aparato de guerra.
A economia america já vinha em forte declínio e depois do baque da crise de 2009, sua recuperação é lenta e incerta, no máximo 3 a 4% do PIB. O consumo deu mostras de crescimento, mas os juros continuam baixos e o desemprego alto, com isso os investidores estão preferindo investir lá para obter ganhos futuros, acreditando numa recuperação. Os EUA deixaram de ser a mola que empurrava o mundo e não se sabe se a China assumirá esse papel.
No Brasil um novo governo mostra incertezas e continua estourando a meta de inflação, que deixou de ser um mal pontual para ser uma pressão constante, o governo toma as suas medidas, mas os resultados são a médio prazo, e é bem da verdade ninguém acredita que a Dona Dilma vai conseguir segurar a sábia decisão de cortar custos com o ganancioso PMDB ao lado, ou seja não sabemos se estamos indo no caminho certo e nem se a decisões terão força para serem mantidas. A luz no fim do tunel  é que o Brasil continua a crescer e tem uma taxa de desemprego decrescente, o que mostra que a economia continua aquecida na medida certa, isso traz a luz um aumento do credito, porém um aumento também nos juros, até quando ? Isso ninguém se arrisca a dizer!

Cenário da Incerteza - Europa

A linda senhora do mundo, a Europa nunca vive momentos de paz tão incertos, as crises políticas nos países árabes e do norte da África influenciam muito a economia européia com a oscilação do preço do petróleo e a questão de imigração que aumenta o desemprego nos países periféricos europeus, a união européia é posta a prova.
O custeio europeu faz com que a dívida interna dos países cresça, a disparidade entre eles faz com que países mais pobres não consigam manter o mesmo pique econômico dos demais o banco central europeu até tenta resolver problemas como o da Grécia, Portugal e Irlanda, mas a situação é tão complexa que outros países tentam ajuda por si só emprestando dinheiro sem a chancela do banco central. Isso gera um perigo à integração europeia e uma tendência ao aumento dos juros. O que se vê na Europa é uma decadência inimaginável a 10 anos, desde então a crise na Rússia, a crise mundial propriamente dita e os tropeços de Irlanda, Polônia, Hungria, Grécia, Portugal e Espanha fazem com que a europa tenha o cenário mais incerto do mundo. Nem mesmo a Rússia, que é uma potência do BRIC's, demonstra confiança aos investidores.

Cenário da incerteza - Mundo

Como será o mundo sem Bin Laden ? Conseguirá a Al Quaeda ainda ter força ? Todos entendem que sim pois as ações sempre foram bastante pulverizadas... Então viveremos um período de constante pressão terrorista no mundo ? SIM, e com incerteza como todo o ato surpresa de quem usa o terror nas ações.
A crise mundial acabou ? Que ainda vivemos resquícios fortes todos concordam mas até quando ninguém sabe, uma coisa é certa, a velocidade de recuperação é muito menor que que se esperava.
Nem o aquecimento global é uma unanimidade para os cientistas, ninguém sabe como o clima se comportará com os indícios de excessos cometidos pelo homem e nem como a economia mundial seguirá com isso.
Para onde quer que olhemos o olhar é de incerteza.

sábado, abril 30, 2011

A visão da era do caos

A cerca de 10 anos, fiz uma citação em plano Salão dos Espelhos do Palácio de Versailes, onde afirmava que tinha sido lá o início da Segunda Guerra Mundial, no qual fui prontamente corrigido pelo meu erro histórico, a guerra tinha começado quando o malvado Hitler invadiu a Polônia.

Conhecer a história é bom para não cometermos os erros cometidos no passado, porém não adianta decorar o que está mal escrito nos livros, é preciso ter sensibilidade para entender as situções...

A sangrenta primeira guerra mundial, não é chamada de Guerra das Guerras a toa, começou pelas mãos de um grupo nacionalista sérvio, quando do atentado ao herdeiro do império Austro-Húngaro, sua forma sangrenta mudou o mapa geo-político da Europa e do mundo, depois dela o colonialismo nunca mais foi o mesmo, a egemonia européia de séculos se extinguiu dando margem para a era norte americana. Depois dela, os poderosíssimos impérios Austro-hungaro e turco-otomano se enfraqueceram a ponto de extinguir-se. Faltava penalizar a Alemanha e isso foi feito em Versailes.

Em Versailes semeou-se o ódio incontido pelo nazismo da década de 30, foi o tempo de se amadurescer no campo fértil alemão o extremismo de Hitler, mas poderia ter sido o facismo de Mussolini, ou mesmo o Franquismo, ou o comunismo soviético. O certo era que o preço pago pela Alemanha foi duríssimo e anos mais tarde a ascesão de Hitler em meio ao caos deu uma gota de esperança o povo alemão de ter seu orgulho de volta.

Só existem os Hitleres onde há campo fértil para ouvir suas palavras, o mundo depois da segunda guerra mudou muito também, ditadores são mal vistos se não estiverem em acordo com a Ordem mundial. O mundo ficou mais atento aos tiranos e essa atenção deve perdurar para que os mais de 60 milhões de mortos não tenham deixado suas vidas em vão.

terça-feira, março 08, 2011

Nós sempre teremos Paris

Decerto que Paris não é mais o epicentro do mundo moderno, náo é mais o lugar que é a cara do século. Essa era uma referência ao século XX e além da mudança do século em si, muitas outras cidades floresceram, Londres, Berlim, Roma, Rio de Janeiro e Nova York fazem a ressonância do que acontece no mundo. Centros financeiros como Chicago, São Paulo, Moscou, Shangai exportam arte, literatura, cinema, costumes e celebridades. Até Praga e Budapeste por mais antigas que sejam nunca foram vistas como as novas cidades da moda. Toquio e Hong Kong emergem como polos de modernidade, tecnologia e ousadia arquitetonica
O que sobrou de Paris? Rancor e mau humor dos seus habitantes? Não ... Paris mantém sua elegância, seu frescor isento de preconceitos, sua arte, seus cafés. Seu povo chique, culto e elegante fazem da cidade um lugar bem organizado, uma cidade rica, porém com miséria escondida pelas esquinas como em qualquer megalópole. Mas lá é Paris, os miseráveis lêem e a qualquer momento podem iniciar uma revolução estudantil e mudar a forma como o mundo os trata, isso porque Paris não acabou, ela permanece dentro da cidades emergentes, ela permace criando estilo e cultura em proporções contrárias ao consumismo capitalista ela hiberna em um lugar nos nossos corações.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Tempo 1

Medida de duração dos fenômenos, ou não, pois pode ser a  medida de duração do nada, quando ocorre de não acontecer nenhum fenômeno, o tempo não para. O tempo é uma das coisas mais subjetivas da vida e muitas vezes temos que nos utilizar da filosofia ou de narcóticos fortes para compreender melhor do que se trata o tempo e de como ele impacta nossas vidas. 

Todos tem tempo e só param de tê-lo quando morrem, ele é intangível, contínuo, irreversível, volátil, inelástico, perecível, irrecuperável e inegociável. O tempo transforma mas não se transforma, o tempo é o mesmo desde todo o sempre e assim terá sido, como será.

Já foram muitos poetas que tentaram escrever sobre o tempo. Desde Gil que o chamou de Rei, quanto Caetano que fez dele a sua oração, o tempo que move moinhos, dita rítmos e destinos. Vivemos num tempo de tempos partidos, de tempos corridos e mal vividos, então se não foram vividos, porque terá sido tempo se não foi tempo perdido? É como um desencontro qualquer que não se tornou encontro por falta de tempo.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Quando a ética é eclipsada pelas entidades de classe

Certas profissões parecem viver sob um manto de proteção privilegiada: médicos, engenheiros e advogados são constantemente valorizados graças à força e à organização das suas entidades de classe. E nisso não há nenhum problema — é natural que grupos profissionais lutem por seus direitos e reconhecimento.

O dilema começa quando essas entidades ultrapassam os limites éticos, acobertando incidentes, blindando seus afiliados em situações delicadas ou, pior ainda, cultivando preconceito contra profissionais de outras áreas. Há também uma resistência velada — ou explícita — àqueles que escolhem não se submeter a essas instituições maiores.

Um exemplo emblemático é a famosa prova da OAB. Trata-se de uma entidade poderosa, influente e extremamente rica, que exige que bacharéis em Direito façam um exame extra para exercerem a profissão. Mas aqui surge uma pergunta legítima: por que alguém que já foi aprovado por uma universidade reconhecida pelo MEC precisa passar por mais uma prova? Não seria mais útil investir na atualização prática de todos os advogados do país? Ou essa exigência serve, no fim das contas, como uma fonte de receita para a própria OAB?

Vale lembrar que médicos e engenheiros lidam diariamente com situações que podem colocar vidas em risco — e, ainda assim, não precisam de exames adicionais para atuar após a graduação. A classe médica, por exemplo, não realiza provas como a da OAB, mas tampouco vemos mobilizações expressivas para melhorar as condições de trabalho desses profissionais. É como se criassem política onde deveria haver prática.

O que se dizer então dos sindicatos, que vira e mexe são denunciados por mau uso do dinheiro arrecadado de seus afiliados ou do corporativismo médico quando algum membro é denunciado em algum escândalo ou crime? 

A confiança nas entidades de classe deveria nascer da ética, da transparência e do compromisso com o bem coletivo — e não apenas da manutenção de privilégios ou da blindagem de seus membros. Quando o corporativismo supera a responsabilidade social, enfraquece-se não só a credibilidade das instituições, mas também a confiança da população nos profissionais que delas fazem parte.

A reflexão que fica é simples e urgente: até que ponto essas estruturas estão defendendo a qualidade do serviço prestado à sociedade, e até que ponto estão apenas defendendo seus próprios interesses?

Enquanto não houver um debate amplo e honesto sobre as finalidades dessas exigências e dos mecanismos de controle ético, continuaremos assistindo à manutenção de sistemas que muitas vezes mais protegem o poder do que promovem a justiça.




Fecha na Prochaska

O ano era um dos eternos anos 80, o baile de carnaval do Monte Líbano bombava num rítmo frenético das moças dançantes. A cada virada de camera as moças eram tiradas da inércia para mostrar belos rebolados.

Enquanto o samba ia rolando solto e a Bandeirantes de Televisão batalhava alguns pontos na audiência contra a poderosa Globo, eis que a dupla de apresentadores Otávio Mesquita (recém incorporado a reporter) e Cristina Prochaska começam entrevistas arrebatadoras. Otávio, como o Reporter Morcegão e a linda Cristina ao seu lado.

Lá pelas 4:00 atrás do Morcegão uma dançarina mais ousada tira a parte de cima do biquini. Em tempos de ditadura militar, censura, bons costumes isso não era comum nem em baile de carnaval ao vivo. Rapidamente o diretor grita pelo rádio "- Aí não ... fecha na Prochaska!! ". O insistente camera man aumenta o zoom agora na parte de baixo do biquini e novamente o diretor grita "Fecha na Prochaska!". Eis que o biquini se vai num rápido movimento da entusiasmada dançarina. Desesperado o diretor grita "Na Prochaska.... na Prochaska meu filho !". O camera, que já estava pra lá de Bagda, aumenta o zoom. A tela é tomada por partes íntimas da bela, enquanto isso a constrangida Cristina Prochaska anuncia o fim do baile, enfim a cena é enquadrada corretamente. Em meio aos créditos o momento ainda é tenso num dos maiores marcos do fim da ditadura !

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Herança Portuguesa

Parte das belas e ricas fachadas que encontramos no centro do Rio de Janeiro nos remetem a diferentes épocas de nossa história, um Museu a céu aberto que poucos visitam ou prestam atenção. A nossa própria cultura se mistura com a rica herança lusa numa mescla de mosaicos bizantinos, organização monetária e de Estado ao estilo romano, tudo isso com temperos muçulmanos, judeus e cristão. A mescla portuguesa criou a nossa própria mescla brasileira com mais influências indígenas e africanas.
Ainda bem, imagem de viagens de circunavegação chinesas de Zheng He com os olhinhos puxados quando aportaram aqui em 1415 para nos colonizar, ao invés de bom bolinho de bacalhau, bolinhos de arroz, ao invés de uma linguagem poética um emaranhado de símbolos que demandariam muito mais anos na escola.
Com toda a valentia da empreitada chinesa, como mostram seus mapas cartográficos das américas muito antes de Colombo o que nos cabe é agradecer o convívio pacífico de árabes e portugueses quando da invasão moura na península ibérica. Foi graças a esse convívio que a técnica cartográfica árabe se juntou a técnica de navegação portuguesa. Contando com todo o financiamento e envolvimento de judeus, novos cristão eis então que surgiu a epopeia naval portuguesa que deu no litoral baiano em 1500, daí um sistema colonial que não foi dos melhores mas que deixou marcas fortes na nossa cultura e na miscigenação do nosso povo.
A herança portuguesa nos deixa laços fortes com a Europa que nunca fomos, como caminhos tortuosos de uma relação de países amigos e que já formaram um só reino e que hoje caminham juntos pelos prédios no centro do Rio ou pelos povão brasileiro nas ruas de Lisboa. 

terça-feira, novembro 30, 2010

A alvorada no morro

Enquanto no Morro do Alemão e na Vila Cruzeiro, as pessoas catam os csaquinhos das suas vidas que ficaram paradas no tempo. No morro da Mangueira e no Andaraí fogos são ouvidos para receber os traficantes em vinham fugidos de lá.

Reinicía-se o velho movimento de gato e rato nessa briga sem fim.
Uma estranha sensação de temor ao futuro disfarçada de paz toma conta dos que tem uma visão mais pessimista da nossa dura realidade. Para os otimistas cabe recordar os tempos aprasíveis onde morros verdejantes eram sinônimo de pacata cidade, brincadeiras nas ruas, papos saudáveis nas calçadas, o morro da poesia está de volta ? Novos Cartolas vão colorir a vida humilde das encostas?
Gostaríamos de crer que sim, mas a realidade nos força a pensar em força policial sendo alvo de vingança, novos gerentes do tráfico se formando, novos quarteis se formando em outros lugares.

Enquanto houver consumo haverão distribuidores para as drogas, e subornos para encobri-los e armas para defendê-los. Mas que se aproveite os bons ventos da paz enquanto eles são as manchetes dos jornais.

Alvorada
Composição: Cartola / Carlos Cachaça / Hermínio Bello de Carvalho
 
Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo ....

sábado, novembro 27, 2010

Flu contra o mal

http://www.verdazzo.com.br/dossiegamba2010/

Veja um pouco do que esta sendo armado para o campeonato nacional, só cabe ao Flu calar a boca da pauli-prensa e dividir com o Flamengo um bi-campeonato de cariocas. 

Da série mundo em conflito - Haiti

Vive uma guerra civil, epidemias diversas, alto índice de HIV, surto de cólera. É a capital mundial das ONGs, poucas fazendo um trabalho sério. A ajuda internacional se resume a financiamento de equipes e ajuda e controle militar da região. Estima-se que 76% dos haitianos vivam com menos de US$ 3 por dia e 50% tenham menos de US$ 1 por dia. Uma barra de sabão custa, em períodos normais, US$ 0,50 na maioria dos mercados haitianos e, para muitas famílias, lavar as mãos virou um dilema potencialmente fatal entre usar o pouco dinheiro para comprar sabão ou para comprar comida.

Tristes Negócio do Brasil

Ano de 2010, o governo vendeu para a Petrobrás o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo por cerca de R$72 BI.  Para custear todo o processo de pesquisa, perfuração e exploração, a empresa abriu parte de seu capital em ações de mercado.
O maior comprador  (o Estado) compra R$42 BI abatendo da dívida anterior e sobram R$27 BI a serem pagos pela estatal ao Tesouro Nacional. Esse montante será disponibilizado para o BNDES financiar ... empréstimos para a Petrobrás.
Eu até acho que indústrias estratégicas devam estar parcialmente sob o controle do Estado, mas não de um governo ou de uma ideologia, o desmantelo do Estado com as privatizações do governo FHC, fizeram o círculo financeiro sem precedentes beneficiando unicamente as empresas privadas e financiadoras de campanhas eleitorais.
Seria bom que todas essas ações compradas pelo Estado realmente se valorizassem mas é cada dia mais penosa e cara a exploração no pré-sal e os dias de alta do petróleo estão contados com as pressões contra os combustíveis fósseis e as novas tecnologias de bio-combustíveis, energias eólicas, solares e motores magnéticos.
Ou seja nesse quesito o governo sistematicamente entra pra perder, mas com certeza alguém ganha !

UPPs

A elite da zona sul clama por limpar a barra de seu território e pede urgente a instalação de uma UPP no Vidigal e na Rocinha. A Rocinha tem um nível de tráfico armado muito menor que nos outros morros ocupados. A decisão de ocupar um morro em detrimento de outro se deve a várias composições, entre elas oportunidade, risco à população local, topografia e disponibilidade de recursos para a incursão e a instalação da UPP (que tem uma estrutura complexa e aparato do Estado).

Sem dúvida que as UPPs melhoraram a condição de vida local, eu caminho sempre na subida do Andaraí e atualmente é uma paz, parece que estou em Paquetá. Para tudo isso dar certo o país tem que continuar a crescer, o desemprego a cair, o Estado tem que se fortalecer oferecendo serviços nessas regiões, porém o tráfico nunca vai acabar se o idiota do usuário não parar de financiar o crime com o seu baseadinho inocente.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Um cenário confuso

Muito me preocupa o Estado aparelhado para ser ideologia, sendo de direita ou de esquerda, não cabe a uma institução governamental ter seus cargos a serviço de um partido político e sem dúvida isso ocorre no Brasil sem nenhum tipo de constrangimento. Podem até pensar que o foco disso é o governo federal com o enchimento da máquina. O ponto está muito mais enraizado, já vi reuniões de Cesar Hitler Maia (um homem que escreve ex-blog) com funcionários públicos em pleno Maracanazinho para lançar canditadura de amigos políticos, já vi comício de Garotinho e Rosinha até com carreata de ambulância. 

Se isso está longe da realidade do famigerado DOPS, ou dos campos de Auschwitz, é bom saber tudo isso começo com aparelhamento ideológico do governo. Alguns imbecis apontam que a ditadura apenas se defendia do terrorismo ou de uma outra ditadura comunista, seja como for,  não cabe a nenhum Estado a prática do assassínio de opositores a um eventual regime político-ideológico.

 Paralelamente a isso tudo algumas restrições na imprensa, e notícias tendênciosas dão o ar de liberdade a um movimento inteiro de lavagem cerebral. Em contrapartida os opositores do regime tem intenções ainda piores para confundir o povo, o que dizer de um partido que esconde suas próprias origens como é o chamado DEM? Colaboradores da ditadura, lacaios do neo liberalismo norte-americano, defensores do coronelismo no Nordeste. 
 

Está formado o campo fértil para um povo humilde, de pouca escolarização se confundir não só nas suas escolhas eleitorais, mas também nas suas opiniões. Ouço no dia-a-dia os pitacos mais esdrúxulos a respeito de tudo e todos, desde a tendência comunista de Lula até sobre a idoneidade de Sergio Cabral.


A vida segue e até essa confusão de opiniões me faz lembrar as origens dos regimes autoritários o nosso regime ditatorial sempre foi articulado nas edições dos jornais, nas salas dos Roberto Marinhos e não podia ser diferente dessa vez, pelo menos nesse momento os veículos estão divididos entre o populismo com enfeite de marketismo político e os factóides.

segunda-feira, novembro 08, 2010

"Suas atitudes falam tão alto que eu nem preciso ouvir a sua voz". Ralph Waldo Emerson, pensador americano

A vida digital proporciona novas formas de nos relacionar em sociedade. Lembro bem da minha sogra alegando que sempre se preocupou em fazer festas de forma a integrar os filhos na sociedade, já que como imigrantes, não tinham muitos amigos e familiares por perto. Hoje o mundo interconectado torna os relacionarmos  mais dinâmicos, e duradouros por perdurar ao tempo e encurtar espaços, torna por vezes esses relacionamentos menos ricos e afetuosos, mas não por conta da tecnologia usada pois ao mesmo tempo que é frio, coloca gerações na mesma página de possibilidades, eliminando barreiras entre pessoas, funções, idades, gêneros e idéias. Facilita o compartilhamento de olhares, sentimentos, conhecimento e troca de experiências de igual para igual, pois somos todos produtores de mensagens e conteúdos, quebrando a hierarquia entre emissor e receptor tão presente nos meios tradicionais.

Tudo isso é fruto da era em que compartilhar informações e conteúdos relevantes se tornou prática recorrente dos relacionamentos da nossa sociedade. Para começar esse tipo de relacionamento vem mudando, não só os relacionamentos interpessoais, como também os relacionamentos entre meios de comunicação e público, Estado e contribuinte, empresas e consumidores.As novas tecnologias permitem às pessoas dividir suas experiências, o que dinamiza as escolhas a partir da experimentação concreta e real do outro.

Grandes marcas de produtos deixam de ser soberanas no controle de divulgação de benefícios e limitações dos produtos, a voz dos consumidores tem adquirido iguais proporções e com mais legitimidade, pois partem de uma experiência concreta de uso e de uma opinião isenta de interesses comerciais. Com isso novos produtos são criados com base no feedback dos usuários, novas marcar vão avançando sem necessidade de marketing agressivo.

Eu mesmo cheguei a comprar uma televisão Samsung e depois de problemas com a mesma, acabei influenciado por milhares de listas de discussão que clamavam por evitar comprar um produto de uma empresa que não está preparada a dar um bom atendimento aos seus clientes.

As empresas têm estruturas ainda muito voltadas para uma realidade antiquada, me lembra as empresas de informática antes do fim da reserva de mercado. Seus modelos de funcionamento estão estruturados sobre o velho privilégio de tempo entre a emissão de uma informação, o lançamento e a oferta de produto, e a resposta do consumidor. Hoje esse tempo (quando existe ) é cada vez mais curto, os consumidores de uma marca podem manifestar suas opiniões na mesma hora em que são abordados pelas informações, ofertas e propagandas. O que parece ser um movimento sem volta, pode mudar de vez o consumo em algo mas racional.

Uma empresa deve assumir que não é mais possível controlar o que é dito e nem a repercussão que essas informações podem gerar. Cuidar da imagem de uma empresa é cada vez mais cuidar da própria empresa, desde as condições de trabalho dos seus funcionários, até as emissões de poluição que se faz, sem esquecer da qualidade dos seus produtos e da usabilidade dos mesmos para o consumidor final. Enfim a voz será de quem paga a conta.

terça-feira, outubro 12, 2010

O vinho e o homem

As parreiras, assim como o homem aos 10 e 20 anos de idade ainda são novas e não produzem bom vinho, coisa que vão fazer no seu auge, lá pelos 30 ou 40 anos de vida. Já aos 60 produzem pouco, já em pleno processo de envelhecimento.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Policiamento comunitário

Existe uma nova forma de combater a violência, dar inclusão e oportunidades para quem via a violência como opção. Passou o tempo em que a única forma de combater era por meio do enfrentamento nas favelas e bolsões de pobreza, onde pessoas era instigadas e defender algum dos lados e por fim usadas como escudo humano. O Estado percebeu que pode usar muito mais que o seu braço de segurança pública com todos os seus tentáculos é possível promover a inclusão e gerar oportunidades para cortar na raiz os problemas que geram a violência.
Trazendo para uma visão de parceria o intercâmbio com a comunidade a polícia pode fazer o seu trabalho de forma mais planejada, abordando a ocupação de território, em seguida é criada uma organização social básica de forma a manter a ocupação, grupos comunitário são chamados a ajudar na vigília, a sensação de paz rapidamente faz com que a população entenda que esse é o melhor caminho para ela. Em seguida entram programas sociais para promover melhoria na qualidade de vida é um salto rápido para incluir populações inteiras a escola pública, ao acesso a informação a moradia simples, mais digna, enfim é muito mais do que polícia atuando, porque é muito mais que combate a violência.... é praticar a segurança no seu compto mais geral ... segurança de moradia, segurança alimentar, segurança sanitária, segurança hospitalar, segurança de emprego para não dar oportunidades de uma volta ao passado.
Com a participação da comunidade a cooperação é automática no combate ao crime organizado e aos crimes pontuais tanto não acobertando a violência, quanto auxiliando sem medo o trabalho investigativo.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Militante político no Brasil

Passo apressado na rua e de relance vejo um marmanjo com um cartaz imenso da campanha milionária de Sergio Cabral pendido votos .....
Para o Gabeira, justo o concorrente.

Minha curiosidade foi tanta que voltei pra perguntar porque ele tava fazendo aquilo, a resposta veio na lata:
"Chefia é que se o Sergio ganhar no primeiro turno eu perco as diárias do segundo turno."

É, faz sentido!!

Reeducações

Para fugir dos meus medos, corrigir os meus defeitos, me entender melhor cheguei a fazer terapia, não aquela convencional com alguém para enteder nossa psique. Procurei descobrir dentro de mim mesmo saídas para minhas aflições ... li, escrevi (e esse blog é parte da minha auto terapia!), pensei. Aos poucos vou juntando os caquinhos que sobraram de mim e com cola vou juntando tudo que se esfacelou.
Passei atratar o stress de forma mais normal, dei tempo para meu corpo e minha mente, procuro agora fazer reeducação alimentar um nome apropriado para quem chegou a conclusão que não adiantar passar pelo stress de uma dieta e depois botar tudo a perder. Não me preocupo mais em botar tudo a perder porque o foco não é mais a redução de peso, é todo o processo de se manter equilibrado e saudável, com válvulas de escape sim mas bem controladas e sem stress.
Dentro das minhas reeducações estou num RPG, reeducação postural global nome pomposo para uma coisa simples, ajeitar o corpo para voltar a ter uma forma natural, pensar no corpo e no nosso movimento, se analisar.
Procurar em si mesmo a procura dos seus problemas ... é quase uma meditação. Reeduque-se !!!!

quinta-feira, setembro 02, 2010

Novo conceito de mobilidade

Carros foram uns dos maiores exemplos de desenvolvimento para a humanidade, fez com que pessoas comuns aderissem ao modelo de revolução industrial, encurtou distâncias, abriu horizontes. Quando se constrói um carro, além de toda a cadeia produtiva de peças, montagem e venda temos que considerar a movimentação da economia para estabelecer vias de acesso, regras de transito, sinalização, gerenciamento da frota operante, consumo de combustível e etc;
Toda essa prosperidade gerada pelo uso dos carros tem um preço altíssimo para o meio ambiente, o uso de combustíveis deixou um legado de polução do ar irreparável, arrasou com a qualidade de vida de conglomerados urbanos, deixou para tras pilhas de carcaças que não são um tipo de lixo de fácil descarte.
Uma nova forma de ver o mundo obrigatóriamente tem que repensar o transporte, optando pelo transporte coletivo, mas é inegável que a sociedade não pode viver sem os carros, para isso os conceitos devem mudar.
Os carros modernos devem continuar sendo concebidos em vários tamanhos para várias necessidades, porém a tendência ao "Fit for You" deve nos levar a modelos mínimos, ideais para necessidades pequenas de pessoas jovens, sem filhos com limitações financeiras, isso faz com que desde a compra (com preços pequenos e muitas perstações) até a manutenção, tudo seja pensado em economia.
Modelos familiares e esportivos tem que ter a mesma consciência de baixo consumo, mesmo que em detrimento a robustez e ao desempenho. Isso deve ser uma norma a ser imposta às indústrias. Todo um aparato tecnológico deve ser oferecido para compensar essas perdas.
Carros mais confortáveis, sendo usados como um centro de informações conectados ao mundo, televisões, auto comando, celulares, aparelhagem de som e imagem, sistemas de navegação, computadores, tudo com o objetivo em equilibrar conforto com sustentabilidade e tornar a vida dentro do veículo mais prazeirosa.
O consumo de combustível deve ser repensado, sistemas inteligentes deve intercambiar fontes renováveis, energia elétrica, e combustíveis fosseis conforme a necessidade de transito, todos os veículos podem vir equipados com bicicletas dobráveis de modo a garantir locomoção em perímetros urbanos de fluxo conturbado onde o consumo aumenta consideravelmente.
Dessa forma podemos pensar num mundo mais inteligente, sustentável e sem abrir mão de uma das maiores revoluções da sociedade industrial.