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sábado, janeiro 17, 2026

Cinema brasileiro - fases

 No Brasil, até a década de 1950, o cinema era feito de forma artesanal e regional, muitas vezes copiando a estrutura das radionovelas. Não existiam políticas públicas para o que era visto como entretenimento menor ou elitista. As produções se concentravam em poucos polos, sobretudo no eixo Rio–São Paulo, com algum destaque para o criativo Recife e para a pacata Cataguases, em Minas Gerais — um polo têxtil rico, com uma jovem burguesia industrial aberta à modernidade e com capacidade de investimento para fomentar a moda e, indiretamente, a cultura.

Cataguases tornou-se um dos núcleos do modernismo brasileiro pelas ações do cineasta Humberto Mauro, que fez do cinema um verdadeiro laboratório de linguagem. Mas fazer cinema é algo que molda a sociedade e exige financiamento contínuo. A ausência de uma política pública consistente acabou por extinguir aquele oásis cultural no interior de Minas.

Diante do domínio cultural americano, o cinema nacional, a partir dos anos 1950, foi naufragando até que o braço cultural protecionista da Era Vargas fez surgir, com financiamento governamental via INCE (Instituto Nacional do Cinema Educativo), a Rádio Nacional e a Atlântida. Nascia um cinema que queria encontrar o povo, criando musicais e sátiras sociais. Era desprezado pela elite intelectual, mas sustentado pelo talento e pelo esforço contínuo de nomes como Oscarito e Grande Otelo.

A revanche intelectual veio a partir de 1958, com o Cinema Novo de Glauber Rocha, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos. Influenciados pelo neorrealismo italiano e pelo ambiente artístico efervescente dos anos JK, esses filmes traziam um viés crítico e estético que logo passou a ser visto com desconfiança nos primeiros anos do regime militar. O Cinema Novo teve muito mais reconhecimento externo do que interno e, aos poucos, foi sendo esvaziado. Em 1969, as verbas passaram a ser condicionadas à exaltação do regime e, em 1975, o modelo foi definitivamente desmontado. A antiga INCE deu lugar ao INC, que passou a se ocupar basicamente de classificação indicativa, censura e controle da importação de filmes.

Com a produção cinematográfica praticamente abandonada nos anos 1970, coube às pequenas produções de pornochanchadas manter o sistema respirando por aparelhos. Produziam muito, com qualidade discutível, até que surgiu a Embrafilme, adotando um modelo de financiamento por antecipação de bilheteria. Isso abriu espaço apenas para filmes com garantia de retorno. Foi um prato cheio para Luiz Severiano Ribeiro e, em conjunto com o crescimento da televisão, consolidou grandes sucessos populares, como os filmes dos Trapalhões. Mais uma vez, a comédia aparecia como saída para vencer a crise, sustentada por bilheterias robustas.

Com a queda do regime militar, o cinema caiu junto. Vieram anos de pouco estímulo e de importação quase exclusiva de cinema americano. Enquanto isso, a produção cinematográfica latino-americana florescia. No final do governo Sarney, o modelo de financiamento começou a mudar com a Lei Sarney, permitindo investimentos privados em troca de benefícios fiscais — o embrião de uma lei que ainda renderia muita controvérsia.




Chegou então o colapso do governo Collor. As agências foram desmontadas até serem extintas. O cinema passou a ser algo que sempre podia acabar, visto como um investimento altíssimo e extremamente arriscado. Nesse cenário improvável, a rainha Xuxa acabou salvando a produção nacional, garantindo bilheterias expressivas. Sem ela, o cinema brasileiro teria praticamente desaparecido das salas comerciais nos anos 1990.

Com o governo FHC, surge a Lei Rouanet, uma política pública de Estado que atravessou diferentes governos. A estabilidade permitiu o renascimento da indústria, com o Estado deixando de escolher os filmes e transferindo essa decisão às empresas financiadoras. Isso ampliou a pluralidade temática e estética. Carlota Joaquina, Central do Brasil, O Quatrilho e Cidade de Deus são exemplos claros dessa diversidade.

Com o tempo, o sistema foi se engessando com a criação do Fundo Setorial do Audiovisual, que passou a operar por editais. Os filmes começaram a ser pensados mais para vencer editais do que para dialogar com o público ou buscar risco estético. Ainda assim, a roda seguiu girando, com produções importantes como Carandiru, 2 Filhos de Francisco, Nosso Lar e Deus é Brasileiro, além de modelos seriados de grande sucesso, como Minha Mãe é uma Peça, De Pernas pro Ar, Se Eu Fosse Você e Tropa de Elite. O sistema híbrido — governo e iniciativa privada — deu garantias financeiras e relativa liberdade criativa. Nunca se produziu tanto cinema bom no Brasil.

Entre 2017 e 2022, instalou-se uma crise ideológica profunda e uma paralisia produtiva. Pode-se culpar a pandemia, mas a cultura nacional tornou-se refém de um campo de batalha ideológico. A censura passou a ser indireta, por meio de cortes seletivos de recursos. A desconfiança voltou a rondar produtoras e empresas sérias. Ao mesmo tempo, a saturação do modelo americano, somada às greves de roteiristas e atores, provocou uma redistribuição de talentos pelo mundo. O crescimento do streaming ajudou a manter a indústria viva em meio a uma crise global.

Mais uma vez, os ventos políticos mudam. Sem uma política de Estado sólida, seguimos na gangorra ideológica. Vivemos hoje uma fase especialmente fértil, com grandes produções brasileiras arrebatando prêmios mundo afora, como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto.
Resta saber até quando essa maré favorável vai durar.



O cinema nacional - influência americana

Muito se fala do cinema brasileiro: se é bom ou ruim, se depende demais de incentivos públicos, se é popular ou autoral, político ou intimista. Trata-se de um cinema que, muitas vezes, falha em dialogar com o público e que, para romper essa barreira, acaba escorregando para um popularesco de comédia — frequentemente bem-sucedido em bilheteria, mas limitado em ambição estética.

Em um paralelo com o cinema americano e europeu, o Brasil se aproxima muito mais do modelo do cinema-arte europeu, sustentado por incentivos diretos — e instáveis — do Estado, do que da indústria cinematográfica formada nos Estados Unidos. Lá, o governo percebeu cedo que imagem é poder e passou a financiar, contínua e indiretamente, a indústria cinematográfica.

Primeiro, para empregar pessoas durante a Grande Depressão dos anos 1930 e manter o moral da população. Depois, durante a Segunda Guerra Mundial, como parte estratégica do Departamento de Guerra. Por fim, no pós-guerra, como instrumento de influência cultural global — uma verdadeira arma de propaganda, o chamado soft power.

No contexto do Plano Marshall, o governo americano apostou alto para transformar Hollywood em padrão mundial. Apenas a França reagiu de forma consistente a essa interferência cultural. Já durante a Guerra Fria, o cinema foi vendido como ideologia do American Way of Life, também com apoio governamental. Hollywood criou personagens como Rambo e filmes como Top Gun para apagar a derrota na Guerra do Vietnã. No mesmo período, porém, surgiu o contraponto: Platoon lembrava à opinião pública que aquela guerra fora perdida e marcada por escandalosos crimes de guerra cometidos por soldados americanos.



Enquanto isso, o Brasil seguia preso a mentalidades arcaicas, instituições frágeis e governantes que davam pouca importância à cultura. A França, por sua vez, entendeu cedo que perder o cinema significava perder a capacidade de narrar a si mesma. Fortalecer sua cultura tornou-se uma questão de Estado — não apenas uma indústria capitalista, como nos Estados Unidos.

Desde 1946, a França mantém um departamento de cinema que funciona sem interrupção, com financiamento automático e retorno do lucro para o próprio sistema. Trata-se de uma política pública de longo prazo, e não de uma política de governo, como ocorre no Brasil.

Aqui nos trópicos, diversas agências surgiram e desapareceram entre descasos governamentais, corrupção e falta de investimento. Durante décadas, o cinema brasileiro dependeu quase exclusivamente do esforço dos artistas. Nenhum governo militar deu real importância ao cinema; a principal discussão era se os filmes deveriam ser legendados ou dublados.

Um dos expoentes mais promissores desse período, Vladimir Herzog, terminou como chefe de redação da TV Cultura — e o final dessa história todos conhecem. O INC deu lugar à Embrafilme, depois ao Concine e, por fim, à Ancine. Ainda hoje, os recursos de financiamento seguem travados por disputas ideológicas.

Pior: no Brasil, vê-se cinema, mas pouco se entende do que se vê. Não se ensina estética, linguagem audiovisual ou leitura crítica da imagem. Vivemos uma adesão passiva ao cinema americano, com mínima interação com o riquíssimo cinema latino-americano.

Esse protecionismo cultural em favor dos Estados Unidos reflete muito do que somos culturalmente.

Vira-latas!


segunda-feira, julho 21, 2025

A Linguagem como Território

Falar é uma coisa curiosa. Ao mesmo tempo em que expressamos aquilo que nos torna comuns, revelamos o que temos de mais singular. A linguagem carrega a marca da coletividade e, também, a assinatura da individualidade.

Existe uma cumplicidade silenciosa entre quem escreve e quem lê. As palavras têm o poder de criar laços, mas também de romper acordos — são pontos de conflito e, paradoxalmente, os instrumentos mais eficazes para resolvê-los. Usar a linguagem é quase um milagre: ela transforma ideias em redes invisíveis que nos conectam.

Assim como as palavras se espalham pelas ruas, reinventando a linguagem falada, nossos pensamentos brotam em formas imprevisíveis. A singularidade de uma ideia pode se manifestar por meio de gírias, sotaques, neologismos. Cada letra forma palavras, que se unem em discursos, que constroem relações — e dentro delas, a própria vida.

O português do Brasil, por exemplo, é uma língua única: resultado de uma fusão rica de outros idiomas, uma identidade linguística que se desdobra e se reinventa. Linguagem é uma das maiores riquezas de um povo. E a forma como ela define o mundo ao nosso redor é o que nos eleva a novos patamares de cultura e consciência.

Compreender a língua que se fala vai além do respeito à gramática ou à norma culta. É reconhecer o outro, sua história, sua identidade. Respeitar diferentes formas de expressão é, sobretudo, respeitar culturas diversas — e esse talvez seja um dos grandes desafios da onda civilizatória, especialmente quando se trata dos povos indígenas originários.

Afinal, o que significa "evoluir"? É abandonar formas antigas ou aprender a conviver com a diversidade?

Impor uma cultura não é apenas silenciar outra — é arrancar sua raiz mais profunda. Às vezes, entender corretamente uma palavra pode ser mais poderoso do que qualquer lei: proteger a “terra” para os povos indígenas não é apenas garantir território físico, mas assegurar que ali permaneça viva sua alma, sua visão de mundo, suas raízes e cultura, enfim ... sua conexão com a vida.

 

quarta-feira, fevereiro 08, 2023

A vida fala mesmo quando o silêncio grita

Na natureza, tudo tem uma linguagem, tudo fala. Até uma criança muda consegue se expressar, nem que seja pelo simples olhar. Ali, ela está falando, se comunicando. Às vezes, o pleno silêncio também nos diz muita coisa: a silenciosa brisa que refresca nossa face e nos traz paz. É a grandiosidade da natureza falando conosco — o silencioso apreciar de uma paisagem, as flores que crescem avisando que estão abertas para a reprodução e chamando os insetos para se aproximar.

Tudo fala conosco — às vezes aos berros, mesmo numa forma silenciosa de se expressar. Porém, a ideia do silêncio pode estar muito mais na nossa capacidade de ouvir esses clamores do que na natureza silenciar-se. O que é fruto divino não se silencia nunca enquanto vivo!




terça-feira, julho 08, 2014

O que há de novo para descobrir?

Existe uma vontade intrínseca ao Homem para descobrir, explorar, pensar ... somos um ser racional, e dentro da nossa racionalidade, tentamos construir conexões com tudo. Achar explicações para as coisas sem uma explicação racional, entender a morte, ir além do pingo de água que somos no espaço, entender ciclos, imaginar o que somos, e para onde vamos... algumas dessas coisas nos incomodam porque nos tiram da racionalidade.

Coisas mágicas acontecem quando vamos ao encontro da "expansão racional", quando pensamos de alguma forma diferente ou descobrimos algo novo. Mudar o modo de pensar, é por muitas vezes um descobrir-se que vai contra os nossos próprios quereres e idéias. Você, de repente, descobre que as coisas que havia imaginado podem ser muito mais amplas! Justamente por esta capacidade de obter respostas do nada, nos faz mestres uns dos outros nesta vida. Conversar, dar conselhos pode ser um dom de alguns mas todos estão aptos pois qualquer um pode canalizar sua sabedoria falando sobre suas experiências, mostrando caminhos para os problemas alheios, oferecendo uma perspectiva intuitiva e emocionalmente inteligente para as outras pessoas. 

Respostas prontas, nem sempre resolvem questões de perspectiva pessoal, algumas coisas não podem ser ensinadas, devem ser encontradas dentro da nossa experiência de vida, dentro do nosso trato com a irracionalidade. Logo, nem tudo deve ser explicado quando questionado. O desejo de querer ajudar pode lhe levar a se intrometer onde não é conveniente, portanto é sempre bom refletir se é importante dar nossa opinião ao que não nos é perguntado.
 
Onde há luz... que exista vida
Onde exista vida que exista consciência
E que da luz, se propague o amor 
Para que todas as pessoas possam pensar e intuir sobre a convivência 
E assim possam encontrar racionalmente novos caminhos para trilhar....


domingo, junho 22, 2014

Mania de curtir

Curtir ... desfrutar prazerosamente; gostar ou apreciar; Mas além desse significado podemos aplicar tão curtida desde troca íntima de carícias até no ato de fazer a conversação de couro. Com o tempo e as modernidades do Facebook curtir passou a ser um verbo corriqueiro e um ato virtual, que chega a ser compulsivo pra muita gente. 
Passar no facebook e dar uma curtida virou quase um agente social e tem muita gente que se preocupa com isso, se sente triste por postar algo e pouco ser curtido, se sente mais alegre do que devia por ser popular em suas proposições. Mas nada nessa vida é consistente meu amigo e nem sempre as pessoas realmente estão curtindo verdadeiramente seus posts, sua vida. Existem curtidas banais sem análise do que foi curtido, simplesmente porque curtir virou compulsão automática, vício... curtição. Existem curtidas invejosas, curtidas pra marcar terreno, curtidas que não significam  realmente nada.
Um bom exemplo é que por muito tempo escrevi meus rabiscos sem saber exatamente porque, resolvi dar uma luz nesse imenso tempo que eu perco disponibilizando-os para leitura neste blog, incentivado por algumas pessoas comecei a divulgá-los na rede social da moda, mas o número de curtidas nunca me moveu a nada, realmente para divulgação a rede social serve pois o número da acessos aumentou vertiginosamente, porém não escrevo sobre esse ou aquele assunto, devido a uma curtida, o contador de acesso do blog me dá indicações estatísticas mais consistentes e nem assim sem muita credibilidade, e em muitas ocasiões percebi muito mais curtidas do que acessos ao blog, o que indica que muita gente curte sem ler ou refletir sobre o que curte. Se é só um incentivo para que eu continue a escrever, não importando ao certo sobre o que, apesar de lisonjeado o objetivo final de divulgar o que escrevo é uma reflexão que não se realiza, no entanto, educadamente, toda a curtida será bem vinda.
Cabe então, que não se dê a devida importância num joguinho virtual, que se viva plenamente a sua vida sabendo limitar a influencia que isso tem nela. A vida é real, um abraço amigo ou uma lágrima de admiração nunca serão substituídas por curtidas, abraços ou cutucadas virtuais. Nossa geração paparicada pelos pais, ainda se confunde entre a vida real e a virtual, ainda tenta fazer da vida uma brincadeira com curtidas infantis escondendo sentimentos, ignorando derrotas e sendo indiferente com a opinião alheia.

segunda-feira, maio 05, 2014

Revolução da informática

É sabido que a informática criou uma melhoria em praticamente todas as áreas de conhecimento humano. A informática acelerou o mundo, tornou-o menor, fez com que um cartão de memória de $7 tenha mais informação armazenada que qualquer biblioteca dos séculos passados.

Existem milhares de casos de crescimento financeiro, redução de custos, melhor gerenciamento, análise e controles só possíveis com o uso da informática. Novas formas de entretenimento, melhores inferências para acelerar pesquisas científicas, melhores e mais rápidos prognósticos no campo de medicina. Melhor acesso a informações em geral com mudanças culturais extremas foram possibilitadas pela mão da informática, a forma como se tem acesso a informação é mais imediata, e com isso as decisões são mais dinâmicas e embasadas em mais possibilidades, a forma de ler mudou, a educação saiu de um modelo existente a milênios e hoje existe uma divisão entre o mundo antes e depois do You tube. Pesquisas são rápidas e bem confiáveis a partir do Wikipedia, relacionamento se tornou uma extensão das redes sociais.

Porém existem os problemas inerentes aos excessos, casais se desmantelando, celulares em locais e horas inapropriadas, mentiras virtuais, crimes virtuais, a informática dissemina tudo que é bom mas a reboque também massifica tudo que é ruim, o grande problema é que a maioria dos usuários não esta preparada para essas mazelas.

segunda-feira, abril 08, 2013

140 caracteres de uma Twitada

Vc que que ta costumado a ve bizarrices q o pessoal escreve na velocidade de um click pelos chats da vida. Tem que modernizar pq agora td mundo tá no twt o limite infinito dos papos se restringe a 140 caracteres. Como dizia Saramago: "Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido".

Ou seja ... o nível só piora !!!
[ ]'s

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

A tortura do Power Point

Nos primórdios do mundo moderno os cartazes de papelão foram trocados por slides, transparências e hoje pelas apresentações em Power Point. Desde todo o sempre, uma apresentação é chata ou não independente dos recursos visuais utilizados nela, o interlocutor é praticamente o único responsável pelo sucesso ou não de uma apresentação. Acontece que no passado essa rotina de palestrar era tarefas basicamente das pessoas que detinham algum tipo de conhecimento sobre um assunto, aí criou-se a bengala do Power Point e consequentemente qualquer um pôde dar uma de palestrante, mesmo sem ter o dom e a empatia para isso.
É comum vermos textos imensos onde o palestrante simplesmente lê o que tem medo de esquecer. Para quem ouve o monólogo, uma chatice sem fim, porém o pior mesmo é rechear o texto com todo um show pirotécnico de som e imagem (logicamente usando os cliparts do Office). Com todo o rebuscamento massivo do texto e tanta purpurina o conteúdo logicamente fica pobre.
O interlocutor acaba se apoiando mais na feramenta do que a ferramenta sustentando a apresentação. O público em minutos se dispersa até que o efeito de som de aplausos (do Windows) encerre a apresentação.

sexta-feira, janeiro 18, 2013

A Era das Distrações

A nova ferramenta de trabalho, o Facebook esta aberto em algum momento do dia numa janela em nossos computadores, ou nos nossos celulares. Uma forma de se comunicar com pessoas distantes em questão de segundos, uma forma de aprofundar conhecimento, se informar, divulgar, fofocar, enfim uma forma de se socializar como a própria ferramenta propõem. a verdade porém é que muita gente deixa de viver a vida real para estar em função do mundo on line. Passo no corredor e não vejo um ou dois funcionários lendo os posts do Face, são 8 num corredor de 10,  além dessa distrações temos a verificação de emails (sempre mais que uma conta), o Hotmail e o telefone... ah o telefone é um capítulo a parte!
Celulares em punho (por vezes mais que um), a vida passa distante e é carregada no bolso para onde quer que se vá. Vivemos plugados e os celulares tocam a qualquer momento, ao menor toque, ele passa a ser a prioridade diante das mais diversas situações. Porém existem aqueles momentos em que realmente fica muito complicado falar e aí entram as mensagens de texto. Os SMS ganharam força na nossa vida e o que seria útil para passar rapidamente uma informação por escrito e de maneira assíncrona, virou algo extremamente fútil. Bate papos imensos para falar um simples "oi" que falado ganharia muito mais profundidade e humanismo. 
Do advento do SMS surgiram os milhares de Messengers, do próprio ao Viber, Chat on line, o Facechat e o Whatsapp e aí veio o fenômeno do Whatsapp dependentes, pessoas que numa mesa de bar conversam via celular, ignorando outras pessoas a sua volta, pessoas sem vida tentando postar e mostrar a outras algo que não acontece porque realmente elas não estão em nenhuma das situações vividas, o mundo é virtual, o mundo é fake! A vida é um post. As mensagens entram em silêncio, rompendo conversas ao vivo, interrompendo reuniões, tirando o foco do cinema e até atrapalhando um momento de amor.
O virtual aos poucos vai dando lugar o fake, como tudo é aparente e superficial, o conceito do Ter é mais importante do que o Ser, deu lugar ao Parecer é mais importante que o Ter. No mundo virtual vale tudo as mentiras e as verdades, tudo bem que existem mentiras escabrosas no mundo real, e até como fuga as pessoas migram para um mundo virtual, porém aí surgem os maiores tipos de sortilégios e mentiras, eis que surge o namoro fake (uma "evolução" do namoro virtual). Uma empresa que mediante um irrisório pagamento cria no facebook um perfil fake de mulher para um cara usar como namorada, vai entender pra que ? Tem bar com o cantinho do KO, que simula barulho de transito e outras coisas enquanto se faz uma ligação para a namorada (o) dando uma desculpa pra não ir vê-la.
Com isso tudo chego a imaginar que não são só as ferramentas que se tornaram distrações da nossa vida, a própria vida virou uma distração sem propósito e superficial.

domingo, dezembro 30, 2012

A linguagem da cooperação

Se os meios de comunicação cada vez mais aproximam as pessoas, a linguagem ainda separa mesmo que estejamos face a face com um interlocutor em outro idioma. Fazer-se entender é básico em muitos casos e para isso mais um aliado surge com a internet ...a comunicação virtual, visual. Emoticons viraram febre e línguas universais, com isso é possível comunicar com uma rapidez e versatilidade nunca dante vistas. Crianças se viram pra conseguir se entender nos chats, isso rompe mais uma barreira do mundo.

[]'s Fabio

sexta-feira, novembro 23, 2012

Internet contra a guerra

Quando mais jovem, lembro de ter lido a Perestroika de Mikail Gorbachev, um livro que mudaria muitos dos conceitos pré-estabelecidos em relação a fria e "toda poderosa", União da Repúplicas Socialistas Soviéticas (URSS). Um livro que fez todo o mundo pensar de outra forma. Lembro de uma passagem do livro onde Gorby descreve o fim da guerra fria através da internet, onde um americano poderia se aproximar de soviéticos e tornar-se amigo. Dessa amizade surgiriam interesses mútuos e o fim de preconceitos, seria um momento de paz mundial estabelecida pelas pessoas e não pelos dogmas e interesses políticos. Um campo fértil para florescer a paz pois num dia que esse mesmo americano fosse convocado para lutar contra os soviéticos possivelmente ele se negaria a empunhar armas contra seus amigos.
Com a disseminação da internet, é possível descobrir diferenças culturais e perceber que não são tão diferentes assim, é possível se aproximar de pessoas que moram longe de nós mas que levam uma vida parecida, é possível viver a margem no noticiário formal, cooptado pelos interesses estatais.
Internet entrou no cenário mundial como integração e costurou duas potências separadas por uma Guerra Fria. Uma guerra que não era guerra e que acabou por um meio virtual.

quarta-feira, novembro 14, 2012

Nunca pensei em escrever blogui

"Querido diário", muitos leitores poderiam pensar que um blog iria começar por essa frase, mas não é o meu intúito fazer desse, um espaço onde eu possa abrir a minha vida particular na internet. O que será mostrado aqui, de particular não serão mais que minhas idéias, abertas para discussão em alto nível. Pode parecer idiota ter um blog, eu cheguei a pensar várias vezes antes de abrir esse espaço. É idiota escrever um negócio sem ter a mínima idéia se alguém vai ler, mas se fosse assim ninguém nunca teria escrito nada.
Escrever para alguém é como uma conversa unilateral e muitas vezes pode ser um monólogo muito impessoal uma vez que pouco conhecemos do interlocutor, olhar uma página de perfil do autor pouco pode ajudar a termos empatia com ele, portanto escrevo aqui principalmente para organizar as minhas próprias idéias e torço muito para que isso de alguma forma sirva para alguém, concordando ou discordando, acho que o importante é agregar algo no pensamento das outras pessoas
Muitos me perguntam porque eu escrevo, e realmente eu não sei explicar, me parece um processo de transbordamento de idéias, eu leio algo, me inspiro naquilo e enquanto não coloco no papel (atualmente na moderna internet) eu nem durmo direito. Parece que bebo de uma fonte e uma gota transforma aquela fonte num emaranhado de idéias que transbordam da própria fonte.
Falando em outras fontes ...àquelas que me servem de dados estatísticos ou notícias do dia-a-dia, me baseio nas fontes mais diversas e eu vou procurar referenciá-las sempre que possível. Apesar de serem formadores de opinião eu não leio "Época", não leio "Isto é" e não leio "Veja" e em dados estatísticos eu tento sempre seguir o IBGE até que me provem que esta não é boa fonte, aí realmente não sei a quem recorrer para coisas fidegnas.
Possívelmente eu vou utilizar coisas do "O Globo"apesar de não acreditar a isenção dele, pode ser o jornal mais forte no Rio acaba sendo, diferentemente das revistas, um formador de verdades e não de opinião, a força dele é tão grande que faz com que mentiras escabrosas se tornem mais fortes que a própria verdade.

quarta-feira, outubro 03, 2012

A Síndrome da Excelência no Trabalho

A teoria que se aplica no meio empresarial, de uma empresa "aturar" os defeitos de um prestador de serviços mas ter um nível de exigência extremamente alto quanto a outro prestador que simplesmente não falha, pode ter seu paralelo nas relações trabalhistas. 

Um funcionário que sempre faz seu trabalho de maneira como é esperado, mas que chega tarde todo o dia, tem seu ponto de melhoria a ser trabalhado, mas segue com boa avaliação com seu ponto fraco gerenciável. Outro que atrasa na entrega de seu trabalho apesar de ser extremamente pontual, é tido como um profissional "certinho". Tive casos de excelentes profissionais que faziam muito bem seu trabalho... até que algo desse errado. Ao primeiro momento de caos ele se transformava e simplesmente travava. Para resolver qualquer coisa simples, que durante o período de calma ele resolvia, era simplesmente um parto. Ou seja, ele não sabia trabalhar sob pressão e contra uma forte exigência. Isso é algo plenamente gerenciável quando se tem alguma boa vontade, é só não colocar ele a frente de situações como essa sozinho. Outro caso era um profissional quase irresponsável, que era inteligente mas fazia seu horário e nunca estava disponível de 8:00 as 17:00. Porém a qualquer hora que seu celular tocasse ele resolvia o problema dentro das circunstâncias que fossem. A solução para esse caso foi simples e só exigiu boa vontade e flexibilidade, um passou a trabalhar com o outro. Todos tem defeitos que, se são aparentes podem ser até desconsiderados numa avaliação. 

A grande armadilha esta na síndrome da excelência: o melhor funcionário, aquele que sempre tem ótima entrega de resultado, que se comunica bem, que se vira no inglês, que entrega no prazo, tem entendimento sobre seu trabalho, onde se pode depositar responsabilidades e em quem mais se tem confiança. Em geral ele é mais cobrado do que aquele outro funcionário que sempre falha. É ele que trabalha mais, que é mais acionado e ninguém espera uma falha dele, ao primeiro deslize o teor da comunicação de corredor é: "Ele não é tão bom quanto parece!". É um misto de decepção com inveja. 

A avaliação de um funcionário mediano vai considerar seus pontos fortes apesar dos deslises recorrentes, a avaliação do funcionário excelente tende a igualar ele com o mediano pois o defeito sobressai em relação ao bom desempenho e resultado. Essa é uma armadilha que todo o gerente deve ter atenção. O funcionário deve se blindar contra isso da mesma forma como uma empresa, cuidando do seu relacionamento com o "cliente".  

Em quem um gerente quer depositar suas esperanças e ânsia por sucesso? Obvio que a certeza de sucesso é colocar seu funcionário padrão a frente de todas as frentes de trabalho desafiadoras. E aí mora o perigo de uma decepção, ao se colocar um bom funcionário diante de uma furada, as chances de insucesso aumentam muito, se for tudo bem... já teria sido o esperado, se deu errado o funcionário fica marcado como incapaz por um bom tempo. Isso porque ele aceitou algo que vai além do esperado de um outro funcionário mediano. Pior ainda se diante dessa furada o bom funcionário (que possivelmente tem boa visão das coisas) resolver nem aceitar o dito "desafio". Aí a idéia é de que apesar de ser bom, não enfrenta desafios, não tem ganância, não quer crescer, esta na zona de conforto e não sabe liderar. Às vezes ele sabe isso tudo, às vezes ele pode dar conta disso tudo e ele somente (dentro de seus direitos) não quer, naquele momento de sua vida!

Muitos desses bons profissionais passam por grandes decepções ao longo da sua vida de trabalho, eles são exigentes consigo mesmo e ao menor sinal de falha se cobram, são cobrados e acabam em depressão, vivendo ao lado de uma caixa de Prozac ou tendo que conviver com a gastrite crônica. Por serem bons, acreditam que serão sempre bem avaliados, cobram isso ficam obsessivos e quando isso não ocorre pelos mais variados motivos.... caem a procurar outro trabalho. O desempenho positivo se torna invisível por já ser esperado, simplesmente porque o ser humano se acostuma rapidamente com aquilo que é bom.

domingo, setembro 30, 2012

Repensando a pirataria

Pirataria ou pirataria moderna, como alguns denominam, é a prática de vender ou distribuir produtos sem a expressa autorização dos proprietários de uma marca ou produto. A pirataria é considerada crime contra o direito autoral e movimenta mais dinheiro que o narcotráfico e é o crime que mais se expande no mundo.

Os principais produtos pirateados são roupas, calçados, utensílios domésticos, remédios, livros, softwares e CDs de música. O crime é financiado, em sua maioria, por grandes grupos organizados e máfias internacionais, países como a China tem esse crime dentro de uma grande parcela da economia e combater isso pode comprometer o crescimento econômico e o acesso de milhares de pessoas a bens materiais que não estariam disponíveis a camadas menos abastadas da sociedade.

Além de poder frustrar o consumidor nos quesitos qualidade, durabilidade e eficiência, a pirataria de certos produtos, como remédios, óculos de sol e bebidas, por exemplo, pode representar sérios danos à saúde do consumidor. No âmbito econômico, a pirataria é um grave problema. Em 2001, de acordo com a Business Software Alliance, a prática ilegal custou à economia global mais de US$ 13 bilhões em impostos, valor que beneficiaria toda a sociedade. Além do mais, centenas de milhares de empregos formais deixam de ser criados. Um produto pirata é aquele que foi manufaturado e recebeu o nome ou marca de determinadas companhias sem a autorização das mesmas. Produtos estes que, apesar de guardarem uma certa semelhança para com o original, são de qualidade inferior, o que explica a grande diferença de preço em comparação ao legítimo. 

Para o mercado de programas de computador especificamente, chamamos de cópias de softwares, qualquer tipo de informação digital de piratas, é uma denominação errada. Na verdades estas são cópias não autorizadas e não piratas, pois a cópia é feita a partir do original mantendo, assim, sua integridade. Seriam piratas se fossem criados e depois comercializados em nome de uma determinada empresa de modo extra oficial, recebendo o mesmo nome de um produto oficial previamente lançado. Neste caso não podemos dizer que tal programa ou qualquer informação digital sejam piratas, mas sim o ato de disseminação dos mesmos sem autorização oficial prévia.

A manipulação de hardware a fim de desbloquear arquiteturas proprietárias, não é  considerado pirataria, mesmo porque é o consumidor tem o direito de configurar um equipamento seu do modo que quiser, a Nintendo, por exemplo, resguarda o direito de bloquear o equipamento se notar qualquer alteração de sua configuração, o que denota um crime ao direito do consumidor. 

Ou seja, pirataria é um crime, relativamente novo, polêmico e que tem mecanismos de combate ainda muito ineficazes, o melhor seria conscientização quanto ao uso de emprego não formais, tratamento de resíduos, e investimentos feitos pelas empresas formais as áreas de pesquisa. Toda essa gama de informação pode ser obtida a partir de consumo consciente e disseminação dessas informações para a sociedade a partir de redes sociais na internet. A medida que a sociedade se organize fica mais fácil separar o joio do trigo.

quinta-feira, julho 05, 2012

Dando o recado em 3:49

Um dia de trabalho, um dia de insanos pensamentos sobre a minha vida, me vejo num avião retornando de São Paulo e sobrevoando a Serra da Cantareira sob a luz do luar não pude deixar de lembrar da estrela maior da nossa música, bastaram alguns cliques no aparato multimídia do avião para começar a ouvir a voz da estrela, Elis Regina.
Busco então uma posição mais relaxada e a aeromoça me surpreende com uma bela taça de vinho, naquele momento eu no ar sinto-me indiferente a turbulência da minha vida e nesse instante passa pela minha cabeça que tanto faz estar vivo ou não, estou no céu, acima das nuvens, pleno e ouvindo um hino. Por uns momentos esqueço a minha tristeza, meu rancor, meu vazio e vivo o momento que o vinho e a música me proporcionam.
Elis começa mansinha, parece uma Ferrari andando a 10Km/h e clamando pela explosão de sua voz, dar o recado, neste caso, é dizer ao que veio e em  pouco menos de 4 minutos da belíssima gravação de "O Bêbado e o Equilibrista", a maior voz feminina da música brasileira, mostra com a alma ao que veio. Sai do murmúrio a marcação forte das notas vocais, aos poucos o arranjo de cordas toma volume e uma batida inconfundível com a marca de João Bosco emoldura a voz de Elis em todo o seu explendor, a música explode. O recado é passado numa letra forte contra a ditadura. São 3 minutos
e uma musica incidental aparece para amarrar de vez essa música a nossa história. O recado esta dado! Salve Elis !

domingo, março 04, 2012

terça-feira, dezembro 28, 2010

Fecha na Prochaska

O ano era um dos eternos anos 80, o baile de carnaval do Monte Líbano bombava num rítmo frenético das moças dançantes. A cada virada de camera as moças eram tiradas da inércia para mostrar belos rebolados.

Enquanto o samba ia rolando solto e a Bandeirantes de Televisão batalhava alguns pontos na audiência contra a poderosa Globo, eis que a dupla de apresentadores Otávio Mesquita (recém incorporado a reporter) e Cristina Prochaska começam entrevistas arrebatadoras. Otávio, como o Reporter Morcegão e a linda Cristina ao seu lado.

Lá pelas 4:00 atrás do Morcegão uma dançarina mais ousada tira a parte de cima do biquini. Em tempos de ditadura militar, censura, bons costumes isso não era comum nem em baile de carnaval ao vivo. Rapidamente o diretor grita pelo rádio "- Aí não ... fecha na Prochaska!! ". O insistente camera man aumenta o zoom agora na parte de baixo do biquini e novamente o diretor grita "Fecha na Prochaska!". Eis que o biquini se vai num rápido movimento da entusiasmada dançarina. Desesperado o diretor grita "Na Prochaska.... na Prochaska meu filho !". O camera, que já estava pra lá de Bagda, aumenta o zoom. A tela é tomada por partes íntimas da bela, enquanto isso a constrangida Cristina Prochaska anuncia o fim do baile, enfim a cena é enquadrada corretamente. Em meio aos créditos o momento ainda é tenso num dos maiores marcos do fim da ditadura !

sexta-feira, julho 09, 2010

Sistema de comunicação de massa X opinião pública

Sempre confundiu-se muito o papel das grandes operadoras de comunicação de massa como rádio. Tv, jornais, revistas e sites de notícias. Entre as controvérsias que podem mudar o resultado de uma eleição como os Casos Proconsult ou a eleição de Collor, passou-se a acreditar que esses veículos são a própria opinião pública, que são eles os "formadores de opinião".
O grande revés disso está cada vez mais fortalecido, e seria mais, não fosse o, "democrático mundo da internet" tão mal utilizado com correntes, spams e outros males do século que vão acabar por mina toda a qualquer informacão.
Na contra mão dos veículos de massa passaram a cicular emails em correntes tão fortes e vastas que também fazem uma mentira virar verdade e vice-versa. Site oficiais, blogs, redes de relacionamento vieram para expor a verdadeira opinião pública e um dos primeiros revezes sofridos e que ficou aparente para a mídia brasileira, foi a falsa verdade do movimento mundial "Cala a boca Galvão". Um marco histórico da comunicação moderna brasileira.

Veja um exemplo de manipulação à moda antiga e um contra ataque que foi a meu ver o melhor momento da televisão brasileira em todos os tempos.

http://www.youtube.com/watch?v=8DapVma1Ueg
http://www.youtube.com/watch?v=dVln407XqH4&NR=1


Estude sobre o "Cala Boca Galvão"

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=207289
http://www.youtube.com/watch?v=bdTadK9p14A&feature=related

A tortura do Power Point 2

Chego em casa e na rápida leitura dos emails vejo milhares de mensagens da minha mãe, não satisfeita com outras tantas mensagens repetidas que o meu pai mandou também, todas com os dizeres "você já viu esse power point" O lugar comum nas apresentações e palestras chegou ao mundo da informação de massa!! Coisas interessantíssimas muitas vezes, informação pura, música boa, fotos sensacionais, para esses casos tenho uma coleção que futuramente mandarei para os meus filhos (eheh isso se chama a vingança das gerações!). Dentre os milhares que deleto estão as opiniões pessoais, os spams sofisticados, as meias verdades distorcendo os fatos, e o tipo mais chato de apresentação... aquelas em que textos imensos são montados, letra por letra, caindo de todos os cantos da tela ..... bem devagar!
Existem os bons textos, as boas idéias escritas com o nome de outras pessoas (em geral mais famosos como a Martha Rocha, o Jabour e etc), existem criadores de Power Point profissionais que vendem idéias e produtos, existem campanhas de marketing para construir ou destruir uma imagem a partir de falsas verdades disseminadas numa apresentação bonita e nem sempre convincente. Nada na internet é seguro, tudo passa a ser distorcido quando se torna exorbitantemente disseminado, até uma mentira, fantasiada de um Power Point.