Uma das melhores piscinas em que nadei, palco de grandes competições, o complexo Júlio Delamare será aterrado para ... virar um estacionamento! Isso numa cidade onde se prega o uso do transporte coletivo, num lugar onde o Brasil jogará 1 vez na copa, e só se jogar a final, num palco que sempre foi acostumado a receber público uito maior do que o que se espera na copa. Isso porque continuamos sendo subserviente aos desmandos da FIFA, isso porque continuamos a comprar a idéia de que os europeus sabem mais de futebol do que nós, isso porque são milhões em jogo com obras inúteis. A piscina do Delamare já era considerada de nível internacional, foi construída em 78 e teve que passar por reforma em 2007 para se adequar ao Pan a um custo de R$10 milhões. Ao mesmo tempo, se criava outro elefante branco na Barra (Maria Lenk), a um custo R$ 80 milhões, somando-se a isso temos o custo mensal de R$ 300 mil mensais sem nenhum uso.
Acabo por ter uma relação muito afetiva com aquelas piscinas que virarão um espaço vazio, foi lá que nadei por anos com profissionais qualificados que davam aulas para a comunidade, cumprindo o papel social que um equipamento desse porte devia ter. Lá vivi amores, tive ensinamentos para a minha vida inteira, estreitei meus laços afetivos com minha família. Lá destilei meus problemas juvenis no silêncio do fundo da piscina, e muitos desses problemas ficaram por lá. Naquelas arquibancadas me arrepiei vendo saltos e competições de alto nível, tudo a poucos quilômetros da minha casa.
Das minhas primeiras pernadas apoiadas numa pranchinha de isopor, até fortes braçadas rompendo tempos para alcançar a plenitude do meu nado, tudo naquela piscina me fez ver que podemos nos superar sempre e que boas oportunidades ficam pra trás se não nos empenharmos. O nado golfinho que me fazia encarar o sol no rosto sempre me deu a alegria de viver, em breve o sol vai castigar a pintura de um carro, o parque esportivo do Maracanã vai ficando mais pobre, menos esportivo, menos romântico e, desculpem a redundância, menos grandioso! O Rio vai ficando menor, trocando legados reais por promessas fictícias que vão se esvairir em pó como o Engenhão, o Velódromo, o Célio de Barros e o finado Julio Delamare!
Usar a palavra é um dos poucos meios que dispomos de entrar para a posteridade, não que seja esse o meu intuito aqui nesse espaço. Meu intuito é somente tornar público o que fica guardado na minha mente e nos meus escritos "secretos".
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terça-feira, abril 02, 2013
domingo, março 25, 2012
Urbanismo colonial
Comparando-se a organização urbanística das colônias portuguesas e espanholas, entendemos uma pouco como se deu a estratificação social de cada um dos modelos de ocupação.
Assim como na Espanha, o modelo de Plaza Mayor que é formado por um grande núcleo central formado por uma igreja, uma praça de armas, e as maiores casas do poder político. Isso fez com que a população estivesse sempre com uma idéia de um poder central e se esforçasse para manter a segurança daquele nicho central de ocupação. Essa idéia inconsciente de proteger um poder central criou elos de dependências mútuas por exemplo em Santiago do Chile, onde Pedro Valdívia tratava de proteger os limites da cidade a partir das posições centrais da Praça de Armas.
Já no modelo português o plano urbanístico, em geral era de ocupação litorânea, com conceitos de cidade alta e baixa, semelhante a Lisboa ou Porto. Dessa forma, é possível ter uma visão estratégica do litoral com construção de fortes que se comunicavam entre si com salvas de canhões, bandeiras, fogueiras, isso fazia a ocupação urbanística se espalhar, o modelo de cidade alta e cidade baixa ocorreu de maneira clara em Salvador, no Rio de Janeiro e Olinda. em geral a população abastada ficavam mais frescas e protegidas regiões altas e aí havia separação dos núcleos urbanos e não uma inter-dependências entre eles.h
Assim como na Espanha, o modelo de Plaza Mayor que é formado por um grande núcleo central formado por uma igreja, uma praça de armas, e as maiores casas do poder político. Isso fez com que a população estivesse sempre com uma idéia de um poder central e se esforçasse para manter a segurança daquele nicho central de ocupação. Essa idéia inconsciente de proteger um poder central criou elos de dependências mútuas por exemplo em Santiago do Chile, onde Pedro Valdívia tratava de proteger os limites da cidade a partir das posições centrais da Praça de Armas.
Já no modelo português o plano urbanístico, em geral era de ocupação litorânea, com conceitos de cidade alta e baixa, semelhante a Lisboa ou Porto. Dessa forma, é possível ter uma visão estratégica do litoral com construção de fortes que se comunicavam entre si com salvas de canhões, bandeiras, fogueiras, isso fazia a ocupação urbanística se espalhar, o modelo de cidade alta e cidade baixa ocorreu de maneira clara em Salvador, no Rio de Janeiro e Olinda. em geral a população abastada ficavam mais frescas e protegidas regiões altas e aí havia separação dos núcleos urbanos e não uma inter-dependências entre eles.h
sábado, setembro 10, 2011
Revolução das cidades
O mundo vive um processo de urbanização sem precedentes. Estima-se que 60 milhões de pessoas mudam para os grandes centros a cada ano, cerca de um milhão por semana. A China sozinha viveu um processo de evolução social em 10 anos que a tirou da miséria medieval para um patamar econômico próspero e desordenado, o contingente dessa população que migrou para o meio urbano não tem comparativo na história.
Setores como saúde, transporte, segurança, energia e água não estão na pauta de gerenciamento das cidades médias e tem um planejamento mal feito nas grandes megalópoles, surge então a saída tecnológica para planejar, construir e operar sistemas extremamente complexos de atendimento a população. No vácuo deixado pelo baixo investimentos das grandes empresas frente a crise monetária mundial, o novo New Deal não reflete em investimentos governamentais em construção civil, mas em aparato tecnológico que garanta o crescimento mais sustentável das cidades.
Nesse filão de oportunidades, empresas como Siemens, Nokia, Motorola, IBM, GE largaram na frente com motes de campanhas de marketing voltadas para a revolução que esta por vir.
Setores como saúde, transporte, segurança, energia e água não estão na pauta de gerenciamento das cidades médias e tem um planejamento mal feito nas grandes megalópoles, surge então a saída tecnológica para planejar, construir e operar sistemas extremamente complexos de atendimento a população. No vácuo deixado pelo baixo investimentos das grandes empresas frente a crise monetária mundial, o novo New Deal não reflete em investimentos governamentais em construção civil, mas em aparato tecnológico que garanta o crescimento mais sustentável das cidades.
Nesse filão de oportunidades, empresas como Siemens, Nokia, Motorola, IBM, GE largaram na frente com motes de campanhas de marketing voltadas para a revolução que esta por vir.
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