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segunda-feira, julho 21, 2025

A Linguagem como Território

Falar é uma coisa curiosa. Ao mesmo tempo em que expressamos aquilo que nos torna comuns, revelamos o que temos de mais singular. A linguagem carrega a marca da coletividade e, também, a assinatura da individualidade.

Existe uma cumplicidade silenciosa entre quem escreve e quem lê. As palavras têm o poder de criar laços, mas também de romper acordos — são pontos de conflito e, paradoxalmente, os instrumentos mais eficazes para resolvê-los. Usar a linguagem é quase um milagre: ela transforma ideias em redes invisíveis que nos conectam.

Assim como as palavras se espalham pelas ruas, reinventando a linguagem falada, nossos pensamentos brotam em formas imprevisíveis. A singularidade de uma ideia pode se manifestar por meio de gírias, sotaques, neologismos. Cada letra forma palavras, que se unem em discursos, que constroem relações — e dentro delas, a própria vida.

O português do Brasil, por exemplo, é uma língua única: resultado de uma fusão rica de outros idiomas, uma identidade linguística que se desdobra e se reinventa. Linguagem é uma das maiores riquezas de um povo. E a forma como ela define o mundo ao nosso redor é o que nos eleva a novos patamares de cultura e consciência.

Compreender a língua que se fala vai além do respeito à gramática ou à norma culta. É reconhecer o outro, sua história, sua identidade. Respeitar diferentes formas de expressão é, sobretudo, respeitar culturas diversas — e esse talvez seja um dos grandes desafios da onda civilizatória, especialmente quando se trata dos povos indígenas originários.

Afinal, o que significa "evoluir"? É abandonar formas antigas ou aprender a conviver com a diversidade?

Impor uma cultura não é apenas silenciar outra — é arrancar sua raiz mais profunda. Às vezes, entender corretamente uma palavra pode ser mais poderoso do que qualquer lei: proteger a “terra” para os povos indígenas não é apenas garantir território físico, mas assegurar que ali permaneça viva sua alma, sua visão de mundo, suas raízes e cultura, enfim ... sua conexão com a vida.

 

sábado, dezembro 28, 2024

Pílulas de inquietudes para reflexão e ... ação !

Avanços tecnológicos, globalização, sociedade da informação... Comunicação instantânea, encurtamento das distâncias, análise de dados, novas profissões, relacionamentos virtuais, avanços da medicina, conforto... Mas, estamos realmente usufruindo dessas conquistas ? Como sociedade e de forma igual ?
No mundo atual, as transformações culturais têm favorecida a solução de conflitos com base no respeito, aproximando as pessoas ao invés de afastá-las? 
E a miséria? Por quanto tempo ainda existirá ? Já temos plenas condições de oferecer o básico para todos e por que até hoje ainda não fizemos, porque até hoje o tema da pobreza ainda incomoda a sociedade humana. Falta de água, falta de acesso a recursos básicos de saneamento, fome e  analfabetismo... Se são temas que incomodam, porque o foco da sociedade sabota esses temas ?
Um país gasta US$2 bilhões numa bomba que matou 70 mil pessoas e "aliviou a agonia da guerra", coisa insana e desnecessária a guerra, mas poderia o homem viver sem ela ? Enquanto soldados americanos massacram 300 famílias no Vietnam, o comandante da tropa se defende falando que precisa "atacá-los para protegê-los"....
Ditadores massacram a liberdade de comunicar, a pobreza mata a liberdade de sonhar.... E o que seria do Homem sem o sonho que nos possibilita avançar as dificuldades, criar utopias e ver além da tristeza e do desamparo?
O direito de sonhar é o pai de todos os demais direitos, quando regimes de exceção limitam o sonho, limitam a liberdade de pensamento e a expressão deles, ele limita a valorização do homem como ser psicológico único e ali se morre. É preciso viver em pensamento pleno para não morrer. Sem os sonhos viveríamos numa miséria maior que a material porque matariamos a esperança.

terça-feira, março 14, 2023

Cidadãos sem cidadania

Cidadãos sem cidade 

Não tem transporte 

Lhe falta asfalto... 

Não tem bit, não tem byte

As calorias? São vazias! 

A fome ... lhe dá um vazio por dentro 

A cultura é rasa!

No frio ... mal se aquece

No calor ... padece!

Não tem documento

Não tem identidade

Tem um voto 

Mas lhe faltam com a verdade

Sua vida é um tormento

Não tem saúde 

Não tem educação 

Vive sem alento

De escassos planos

É só um sofrimento 

De viver sem sonhos 

Sobrevive

Sub-vive

Desejo se vão

Esperanças afogam em lágrimas

Sem lenço pra secar

A margem de tudo

Dos registros do governo

Da lista de endereços

Nas sombras do sistema

Irreconhecíveis 

Até entre os pagadores de impostos

Transparentes aos bancos

Despreparados aos empregos 

Nem os gatonets lhes querem 

Porque não tem como pagar.

Não tem morada

Não tem CEP e nem CIEP

Não tem Vida 

Não tem nada



segunda-feira, março 13, 2023

O que falta numa favela?

 O Brasil é tão imenso e tão diverso que não consegue se conhecer e as realidades, dos brasileiros que convivem nas praias, ruas, meios de transporte, casas são completamente ignoradas, dentro de um contexto um pouco diferente, mas abrangendo esse ponto também em 1978, os geniais Aldir Blanc e Maurício Tapajós criaram Querellas do Brasil, ou seria Quer Ellas?? Ficou famosa na voz da também genial Elis Regina.

O Brazil não conhece o Brasil 

O Brasil nunca foi ao Brazil

Óbvio que verso traça um paralelo entre classes, dentro de um contexto cultural social mas a verdade é que para muitos, não existe fome, preconceito racial é algo que acabou em 1888, que favelado mora ali porque quere para muitos outros, o povo que vive no asfalto não trabalha, não produz e não estão preocupados com o sofrimento alheio, ganham tudo porque tem dinheiro e não passam dificuldades na vida. Os abismos vão se abrindo e fica mais difícil as realidades se descobrirem. Para uns, o transporte coletivo é no máximo um avião ou um trem na Europa e nem se dão conta das mazelas e benefícios dos nosso próprio transporte porque aqui ... eles não se misturam! Se para muitos, e eu me incluo nessa... pensar nas disparidades e dar uma cesta básica, ou uma roupa velha aqui e ali é a forma de ser solidário, outros ignoram completamente realidades alheias. Quando as pessoas passam a operar por si mesmas, não tendo uma noção de pertencimento a um grupo fica cada vez mais difícil reaproximar diferentes lados ... mesmo que não sejam completamente opostos.

Então para você que nunca pisou numa favela, e não tem noção do que se encontra por lá pode se pensar que falta tudo, dinheiro, água, saneamento, escola, atendimento de saúde, segurança, ordem e organização ... opa! peraí. Em muitos lugares até que se organizam muito bem para vencer as mazelas do dia a dia, nem sempre tem força para ir além das periferias e favelas, mas fazem um bom trabalho. Se você pensa que existe miséria completa, sim existe mas ... pobreza e vida simples não se torna uma miséria quando se tem dignidade e mas se pudéssemos resumir em uma palavra tudo o que falta numa favela, essa palavra seria ... DIGNIDADE. Dignidade para poder exigir, para poder lutar por seus direitos básicos, dignidade para coexistir em igualdade de condições com pessoas menos capazes, dignidade para ser um cidadão de fato, dignidade para comer, estudar, sonhar... morar!

Ter uma casa própria deveria ser uma meta atingível para todo cidadão, muitos nunca vão conseguir isso, outros tantos não vão conseguir nem tentar e outros nunca nem sonharão com isso! Porém toda pessoa tem que morar em algum lugar, para ... viver, chegar do trabalho. Enquanto muitos ainda moram nas ruas, outros até tem uma casinha, nem sempre essa moradia tem condições aceitáveis face a sua precariedade, em outros casos melhores é uma casa para se viver com certa dignidade, mas ... a pessoa não tem, endereço! Pessoas sem CEP são 36,2 milhões no Brasil e isso também é uma forma de não dar a devida dignidade a uma parcela bastante relevante da população.

Uma pessoa sem CEP, não tem acesso a sistemas regulares da saúde, se passar mal não tem acesso a bombeiro, ou ambulância... e o detalhe, muitas vezes essa pessoa paga por isso com os seus impostos incorridos em todo o tipo de serviço e produto, muitas vezes não mora num endereço reconhecido e as empresas de entregas não chegam lá onde ele mora, outras vezes tem que dar endereço de parentes ou amigos ou mesmo pagar taxas extras em associações de moradores para receber entregas de compras de internet, mas não tem provedor forma de internet, ou de luz e esse tipo de situação abre um mercado para milicias que controlam áreas inteiras de uma cidade. 

Uma pessoa sem CEP perde em situações tão corriqueiras onde é preciso dar um comprovante de endereço e isso vai desde conseguir um emprego formal até arrumar um provedor de internet ou ter um plano de celular pós-pago! Nesse último caso um plano pré pago com preços caríssimos é a saída para se conectar ao mundo e hoje em dia quando falamos de alguém prejudicado pela falta de internet, podemos interpretar como exclusão social!

Novas soluções estão sendo criadas para o endereçamento virtual em áreas de risco e excluídas do mapa das cidades, as associações de moradores tem ajudado muito nisso, tecnologias novas de criação de CEP por geolocalização também, criação de um ecossistema logístico operado pelas grandes empresas de comércio virtual, poder público, empresas de tecnologia e com os próprios moradores para fazer entregas nessas áreas, mas tudo isso incorre em custos mais altos para quem muitas vezes não tem condições. No vácuo desse transtorno o crime organizado também começa a operar, ou atrapalhar quem queira atuar de forma honesta nesse mercado crescente, e mais uma vez a dignidades das pessoas cai na lama de um país que não olha pra si mesmo e que não se reconhece quando se vê rico e próspero ou quando se vê miserável com records de lucro e arrecadação do poder público, de bancos e grandes empresas.


sábado, março 11, 2023

País partido

Que vivemos num país partido todos já sabem, que nossas divisões socioeconômicas
 são imensas, chegamos a estudar nas escolas sem nunca conseguir ao menos reduzir nossos abismos, também sabemos. Mas atualmente existe uma nuance desse abismo social que tem crescido, a falta de empatia e intolerância de parte a parte tem trazido para a política um vies de pais. 

Campanhas publicitárias, políticas públicas, oportunismos de mercado até tentam aproximar minorias da maioria, como nos casos de negros, mulheres, homossexuais, trans, e toda uma sopa de letrinhas que nos fazem nos perder nas palavras e ações conjuntas para criar um país de todos, isso já virou slogan de governo! Mas algo que ainda não consegue ser rompido é o Gap social entre ricos e pobres. As disparidades são grandes e animosidades crescem a ponto de uns não conhecerem a realidade dos outros. O Brasil não conhece nem o seu padrão de consumo, e se aquela persona que você criou para impulsionar o seu negócio é um branco 35 anos, bem-sucedido, com formação acadêmica, carro na garagem e se matando pra pagar a prestação do apartamento e manter as dívidas controlas esqueça ... Nossa realidade é muito pior! 

Somos cerca de 210 milhões desses, 118 milhões são negros, 108 milhões são mulheres e 165 milhões moram na periferia, então se você ainda não entendeu por que as propagandas estão mudando o seu foco e porque nas novelas existe sempre o núcleo da periferia ... não é lacração, é o Brasil tentando se encontrar depois de um período longo de embriaguez. Se você ainda se assusta com uma passeata gay com 2 milhões de pessoas batendo qualquer comício eleitoral e com ampla divulgação da TV, entenda, são 15 milhões de homossexuais no Brasil e continuamos matando-os por preconceito. Obrigatoriedade de PCDs nas empresas? Imagine deixar 12 milhões de brasileiros a margem do mercado de trabalho, porém a meritocracia impõe que eles atuem melhor que outras pessoas sem problema algum, dentro do padrão não igualitário do Brasil isso é impossível e acaba que o paternalismo artificial acaba por incentivar as empresas a financiar a formação de jovens PCDs. 

Dois terços dos trabalhadores brasileiros conhecem alguém que já sofreu algum tipo de preconceito, discriminação ou humilhação no seu ambiente de trabalho, dentre as maiores causas estão discriminações de raça e orientação sexual, e parte significativa da população ainda acredita que existe muito mimimi por aí, são completamente contrárias às políticas de incentivo e reparação, sejam elas a partir de cotas ou espaços que passaram a ser abertos na mídia. 79% dos brasileiros acham que muitas marcas se aproveitam do combate ao preconceito apesar para fazer propaganda, mas que não tem ações concretas de mudança de realidade. E quando uma população se revolta contra a instituição policial numa favela o termo pejorativo de cambada de favelados bomba nas redes sociais, mas a instituição com maior percepção de discriminação racial no Brasil é a polícia, há de se defender policiais corretos e separar o joio do trigo, porém existe a contrapartida de ver que numa favela não existem só bandidos e que excessos são cometidos de parte a parte, mas a polícia como sendo parte do estado de direito não pode cometer tais excessos, ela deve reprimi-los. 

Se você tiver que repensar sua estratégia de atingir os consumidores no Brasil, entenda que mulheres, negros das classes CDE concentram 80% da intenção de compra do país, se você não atinge essa parte da população você vive para um nicho de mercado e a minoria é você! E preste bem atenção que a concentração não é puramente de consumo, mas de INTENÇÃO de consumo porque nessas classes o dinheiro é contado e é quase impossível consumir de uma forma que não seja por impulso, traçar planejamento financeiro para uma compra mais vultuosa é um esforço em vão pois ao primeiro aperto as economias se vão e essa forma de se consumir também difere o país entre as classes sociais. Classes AB planejam o consumo, praticam consulta de preços, tem acesso a preços e condições melhores de crédito, acessam produtos diferenciados e conseguem de alguma forma praticar um planejamento financeiro, classes CDE não tem acesso a crédito, não sabem o dia de amanhã e consomem o necessário hoje, pagam preços maiores por isso ...e mais abismos se abrem! A verdade é que só 33% da população brasileira tem um "padrão internacional de consumo aceitável" esse índice ainda é baixo e faz com que investimentos no Brasil não sejam viáveis para empresas internacionais e que não consiga alavancar crescimento de empresas nacionais. Daí o esforço para manter uma parcela da população pelo menos perto da margem de consumo optando por políticas públicas de remessa de dinheiro, não é só um assistencialismo barato, é uma forma de impulsionar a economia.
O consumo no Brasil em 2020 foi da ordem de R$4.9 trilhões, nossas disparidades nos levam para R$2 trilhões serem feitos por mulheres, só R$ 1.6 trilhões pela classe CDE, R$2 Trilhões por negros. Podemos dizer que somos um retrato do mundo onde dos US$ 42 trilhões gerados de riqueza entre dezembro de 2019 e dezembro de 2021, US$26 trilhões (63%) ficou na mão de .... 1% da população! Os US$16 trilhões restantes (37%) ficou para todo o resto do mundo junto. Significa dizer que para cada dólar ganha por uma pessoa dentre as mais pobres do mundo, um bilionário ganhou US$1,7 milhão, as disparidades globais não param por aí ... Elon Musk ... o bambambam do dinheiro, pagou uma taxa de imposto real de 3,27% entre 2014 e 2018, uma vendedora de farinha em Uganda, ganha US$80 por mês mas paga uma taxa de imposto de 40%. Se o imposto taxado para bilionários como o Elon Musk fosse de 5% a economia seria impulsionada em US$ 1,7 trilhão por ano e tiraria da miséria 2 bilhões de pessoas. 

Pesquisa e números : Oxfam, Locomotiva, CUFA, PNAD e IBGE.
 


sexta-feira, abril 14, 2017

O que você traz na sua cesta?

Normalmente vamos a uma feira coletar tudo de bom que a terra, a natureza e os singelos processos produtivos nos trazem. Em algum momento da vida temos que cultivar a nossa gratidão por ter comida a nossa disposição, isso tem a ver com todos aqueles que suaram e deram duro para que uma simples alface estivesse no seu prato. Vai desde o cara que prepara a terra até o que cultiva a semente, é uma gratidão para com a Criação, a natureza, todos aqueles que viveram séculos e séculos de penúria desenvolvendo técnicas de cultivo que nos chegaram hoje de mão beijada.

Então cabe aqui uma reflexão ...O que temos a contribuir nesse processo, o que deixamos de legado para os outros, para o mundo, para a natureza .. para a história? Já que tanto nos foi deixado temos que além de perpetuar todos os avanços científicos, fazer mais pela humanidade. Façamos um convite a nós mesmos .. um convite à ação, vamos questionar o que esta errado no mundo, doar nosso tempo, propor soluções... todos nascemos capazes para fazer acontecer um mundo melhor e o melhor nesse caso tem que ficar além dos discursos políticos, das campanhas em mídias sociais, dos patéticos abraços simbólicos, chegou a hora de largar o ativismo de lado e agir. 

Comece dentro de você, pare para refletir a cada dia no seu papel diante da sociedade, entender melhor seu comportamento diante das coisas, suas atitudes diante da vida, em dois minutos diários de reflexão podemos melhorar nossa conduta diante de tantas coisas. Para qualquer mudança que queiramos fazer no mundo, somos parte da resposta.

Trazendo em nossa cesta um pouco de compaixão e gratidão pelo que se faz, deixando de lado preconceitos, birras, teimosias é possível construir  um mundo prático melhor, mas não só com discursos mas atitudes positivas. Vamos doar nosso esforço singelo mesmo que não sejamos reconhecidos por isso, como nem sempre o semeador das alfaces são. Pelo menos façamos a nossa parte!

terça-feira, agosto 19, 2014

Tristeza da miséria esquecida

Tristeza pela sua lembrança
Pela lembrança que fez meu coração sofrer.
 
De miséria e falta de perspectivas 
De um povo que não tem o que comer.
De moradias precárias que não entram nas estatísticas de quem não tem onde morar.
Tristeza da empáfia daqueles que se acham poderosos, sem ter com quem falar, quem confiar...sem ter com quem dormir.
E os bons sonhos que passam, sem ter com que se realizar.
Miram-se palafitas sem água
Barracos sem fome ou sede de viver.
A ganância que mata de um lado por excesso..Mata também por exceção.
Barracos mortos, vidas vazias.
Tudo é caos
Tudo é em vão.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

CAMS - Social

Nunca houve tanta interação num grau e abrangência tão grande entre as pessoas. Essa interação, feita de maneira tão rápida e eficaz mudou a história da humanidade, muda a cada dia a forma como se comunica, como se consome, e isso amplia  a condição humana.  Tudo é compartilhado, desde o conhecimento mais específico até o amor. novas ferramentas devem preparar as empresas a lidar com todo esse engajamento social, que pode criar padrões e tendências de consumo. Criou-se o conceito de "analista de mídia social", isso deixa as empresas antenadas com os zilhões de terabytes que são registrados diariamente nas redes sociais. Através dessa análise,  é possível tomar ações de marketing, comunicação e etc de modo a fixar posição no mercado como vantagem competitiva aos concorrentes. Essa análise quantitativa e qualitativa deve ser feita em tempo real. Mais da metade das empresas vão investir mais de $50 Bilhões em Social Business nos próximos 3 anos. Um exemplo do poder do Social no mercado seria uma campanha contra os preços altos praticados nas praias e bares do Rio de Janeiro. Uma empresa que está vendo esse movimento já pode contra atacar reduzindo preços e anunciando isso nas próprias redes sociais. Se a campanha é para levar um isopor com bebida de casa, uma rede de loja de utilidades pode muito bem anunciar uma promoção de isopores pequenos na própria rede. Outro bom exemplo foi verídico e muito sério quando durante a Tsunami da Ásia em 2012 alguns pesquisadores da IBM se juntaram numa rede social para trabalhar em cima da previsão meteorológica e assim indicar aonde a corrente de águas radioativas iria passar, aonde ocorreriam chuvas e ondas. A iniciativa reuniu 1200 pesquisadores de mais de 40 países e chegou-se a indicar qual a melhor forma de se recuperar registros médicos perdidos durante o desastre. Assim se fazem campanhas imediatas de ajuda, mas assim também é possível se fazer marketing, criar novos produtos ou mesmo avaliar a performance de um serviço prestado. 
A abrangência de redes sociais não pode estar vinculada ao Orkut, Facebook ou Twitter as redes sociais são muito maiores, com abrangências específicas por nicho de consumo como diferenciais em cada país, utilizando-se de diversos dispositivos, um determinado aplicativo comprado pelo Google Play pode ter uma série de péssimas avaliações enquanto o mesmo aplicativo no Apple Store pode ser bem avaliado, o problema pode ser identificado como o empacotamento da versão Android ou problema na própria instalação oferecida pelo Google.
Existe um leque enorme de inferências que podem ser usadas, hoje isso pode ser uma vantagem competitiva, em poucos anos será padrão, como quem faz vendas pela internet começou a uns 4 ou 5 anos atrás. Quem não tiver não sobrevive ! Viva e verá ... 

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segunda-feira, fevereiro 03, 2014

CAMS

CAMS é a sigla em inglês para Cloud, Analytics, Mobile e Social. Esse vem a ser o novo patamar de mercado de tecnologia, movimentará bilhões nos próximos anos e pouca gente conhece. Assim como campanhas de Client Server, Downsizing, Network, eBusiness, Intranet, que movimentaram a indústria nas últimas décadas, as novas tendências vão marcar época, criar e derrubar corporações e abrir uma série de novos produtos.
Um produto de tecnologia em geral tem vida curta e se limitam aos modismos, não foi assim desde os primórdios pois ainda vemos por aí muito CICS, COBOL e DB2 rodando pesado dentro das corporações. Os Mainframes já estiveram a beira do colapso mas não foram derrubados pela sua robustez e estabilidade, para operação crítica não há nada melhor. SAP virou marca de integração e também criou marcas no mercado, o modelo de client server está aí e toda a internet foi construída em cima disso. Mas o mercado precisa de mais .... daqui a menos de 10 anos teremos bem mais dispositivos conectados do que pessoas ao redor da Terra, mas existe uma preparação importante para isso. Essa preparação pode ser assumida como evolução e está picotada em :

CLOUD - dados espalhados em nuvens multiplataformas.
ANALITICS - como analisar e tirar vantagem competitiva de uma massa gigantesca de dados?
MOBILE - criar transações de qualquer dispositivo, em qualquer lugar, aprimorar a criação de aplicações para uma melhor interação dos usuários fazendo transações estáveis e seguras através de dispositivos remotos.
SOCIAL - tirar proveito das redes sociais para firmar posição no mercado.

Para cada um desses temas um novo post será criado.