quarta-feira, janeiro 30, 2013

Anoitece na cidade

Brilha o sol de encantos para o dia
Aves em bandos voando nos céus, desvairados
Raios de ouro e púrpura raiados,
Fogem... buscam outro rastro de alegria.

Duros prédios se amontoam em harmonia
Vértices concretos, vidros fechados.
Ganância e soberta passam na rua derramados
Caminhar apressado da ansiosa melancolia.

Festa de vapores no ar flutua
Chama urbana que avulta e cresce
Brisa fresca como vento da tarde sombria
Sombra triste que à luz recua.

Frios blocos de pedra que a vida tece
Lua que recheia brilhos na noite vazia
Apática e bela que pouco a pouco agiganta
Surge bela e anoitece...

terça-feira, janeiro 29, 2013

Mundo de devaneios

Quando a realidade se parece mais com a ficção está na hora de se fazer documentários.
Quando nossa vida nos parece uma novela mexicana está na hora de se ler um livro de auto ajuda.
Quando as músicas nos trazem as lágrimas, é preciso refazer o repertório.
É preciso acender as velas, dar calor à nossa vida.
É preciso amar, no mais amplo sentido da palavra. 
Amar, nem que seja só amar a nós mesmos, e assim 
Amar toda a humanidade.


domingo, janeiro 27, 2013

O Parlapatão

Entrou no taxi e o motorista logo pediu o destino, mas ele não queria seguir certos dogmas da sociedade, tinha lido "O apanhador no campo de centeio" e resolveu testar o mundo e a forma das coisas, tinha nós na cabeça e precisava desatar. Nem mesmo o motorista tinha terminado a pergunta e ele rapidamente deu outro endereço, diferente do que queria ir, diferente também do seu local de trabalho, uma vez que tinha dado um "até logo" para a esposa falando que ia trabalhar.

Chegou naquele bar e pediu fogo para fumar um charuto, não fumava havia anos, mas queria porém chamar atenção, dos outros, de si mesmo, queria viver. Foi para um canto mais escuro e sossegado enquanto ligava seu iPod em alto volume, a música era "Thunderstruck" do AC DC. O café da manhã daquele dia era diferente .. whisky com uma porção de amendoim, o telefone tocou mas ele não quis atender , precisava avisar no trabalho da falta logo naquele dia em que ia apresentar os bons resultados frente a concorrência. Semanas de trabalho para essa apresentação e a briga com a esposa na noite anterior, quando ele se dizia "diferente dos outros homens".

Naquele momento ele mentia como se fosse uma fuga para a realidade que tanto o perturbava e oprimia, queria ficar jogado no bar, sentindo cheiro de café e bebendo mais whisky do que devia, resolveu andar, saiu pelas ruas pensou em ir ao bosque da cidade, seguiu andando ao léu, respirava um ar forte e carregado de boas doses de enxofre, os prédios formavam um mosaico de estilos e os vidros desenhavam seus reflexos por toda a parte, apesar disso a cidade ainda tinha um estilo de pequena. Todos andavam apressados para trabalhar, ele seguia sozinho apreciando a calma que havia de surgir na fronte dos passantes. Enquanto o vento uivava trazendo a manhã ligeira, ele seguia calmo transformando aquele momento eterno. A fumaça negra dos carros se juntava ao pó branco da fábrica, o céu ficava cinza como a sua vida.

Andou sem querer andar, viu sem querer ver, sentiu sem querer fez do dia uma mentira, mentiu para si mesmo e de nada mudou a vida que levava no cotidiano, uma vida falsificada, vida parlapatona de seus sentimentos mais verdadeiros, uma vida imposta e irracional. Hoje ele se tapeou mas sentiu prazer em fazê-lo, muitos não tinham mais a noção da realidade. Entrou em prédios que não conhecia, sentiu sabores que não esperava. Falou quando queria e quando não queria, falou com gente que não conhecia, e sobre assuntos que ignorava, ao mesmo tempo em que rompia com a verdade passou a viver com liberdade, como resposta ao seu desafio. Conscientemente passou a mentir e a controlar seus atos, como o dono da sua própria vida.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Morte

Então haverá um dia em que, tudo que foi importante na nossa vida, enfim, virá a tona! Nesse dia, nada mais importará, as conclusões ou as decisões tomadas, o legado que deixamos, o que erramos ou aprendemos, ali nesse dia, tudo terá sido o óbvio. A imortalidade da alma será um alento, um tronco para apoiar-nos, para não pensarmos que será o fim de tudo.
Ali, nesse supremo instante, nossa história, nossa existência, chega ao final. Aos poucos o que resta de nossa consciência se da conta que acabou? Ou simplesmente se acaba sem a sensação de coisa alguma e a nossa linda vida ganha um ponto final cortante?
Não bastam estilhaços de nossas memórias, não é o momento de levar em conta alguma coisa que esquecemos fervendo no fogão, não importa, ela vai queimar, não importa o quanto se tem de dinheiro no banco, se a maquiagem esta boa ou se usamos a melhor vestimenta para o derradeiro final, ele simplesmente vem, e não volta mais. É o tempo que não pára, sem pedir licença, nos arrebata da vida as vezes sem um último suspiro, nem um lapso de tempo. Um vem e vai rápido, que nos leva, que nos tira o tempo para que sejamos infinitos, ou não! Não existe oportunidade para a surpresa, o tempo sempre foi assim desde o início, e será assim no final!
Embaraços em nossas cabeças, nos trarão memórias de tudo que tínhamos para fazer e de tudo que ficou, que ficará ! As mesmas memórias explodiram nas coisas que devíamos ter feito e não fizemos, nas que vieram com o arrependimento de terem acontecido. O último suspiro de Jesus na Cruz é o conceito que temos hoje para esse derradeiro momento, algo muito pontual e bem diferente de conceitos usados por outras culturas e religiões que pregam que a morte é um processo inconsciente, como um robô que esta programado para durar até um determinado dia, ele sabe internamente esse dia que precisa se desligar e faz todo um processo para isso. Reflexões, ações que vão nos preparar para a ceifada da morte ou um abismo abrupto que vamos cair sem a percepção que mantivemos por toda a nossa vida, e que será tirada repentinamente.
O fato é que nunca saberemos ao certo como é algo que nunca poderá ser contado no plano terreno. Se souberem, me expliquem como ficaram sabendo, se descobrirem por si sós, por favor não me venham contar nada !

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Reencontro

Fechei meus olhos para não te ver
Naquele instante tudo pareceu escuro, mas te vi
Da minha boca murmurei seu nome
Quis dizer pela última vez a palavra que já me fez sorrir,
Que me fez chorar ... que me fez seguir
Olhei para trás com o olhar da certeza
De que para sempre é nada,
Segui o passo para frente 
Em busca da minha firmeza

E não olhei mais...
O passo se apressou
O peito acelerava a cada passo que dava
Nossa vida se distanciava com todo amor que ficou
Fechei a boca para não dizer 
E não me arrepender depois
Então, dos olhos fechados desceram as lágrimas
Que se misturaram com o meu frio suor
O corpo falava meio que aos sussurros
Que você ouvia como se eu gritasse...



 

quarta-feira, janeiro 23, 2013

O Ciúme e a Inveja

O ciúme é um irmão mais novo da inveja, enquanto ele se baseia no medo da perda (perda de uma pessoa, de um amor, de atenção, perda de poder ou admiração), a inveja tem um poder destrutivo muito mais duradouro para o invejoso que para o ciumento. A inveja é a falta de amor próprio.
O medo da perda, é o grande sentimento motivador para a pessoa possessa de ciúme agir loucamente em suas sandices. É uma fraqueza do ser humano, não preparado para uma situação. A inveja, é bem mais sórdida, é bem mais ardilosa e negativa... não é uma fraqueza temporária, mas uma possessão psíquica maligna, é a filha mais poderosa da ira. O invejoso não tem o medo da perda de algo substancial pra sua vida, como no caso do ciúme. O invejoso, tem falta de si mesmo, falta de conteúdo que o faça ter uma auto estima maior que a ausência de si mesmo.O invejoso encontra o que falta em si, em outras pessoas e passa a invejá-las. 
O que motiva a inveja é um sentimento controverso: algo positivo que desperta algo negativo. Ela em geral aparece calada, vem no pensamento e vez por outra é expressada com piadas, críticas e depreciação. É uma tristeza gerada pelo que não se tem e pelo que o outro tem, e ao invés de nos motivarmos para ter e crescer, esse sentimento chega como uma anomalia e não nos move para frente, chegando a desejar que se puxe o outro pra trás.
O ciúme chega até a ser considerado, em alguns graus, como uma expressão complementar do amor, um cuidado maior. É comum alguém sentir ciúmes por não ter feito algo que possa satisfazer a pessoa amada, o sentimento nesse caso é até de doação! Mas desse sentimento puro e infantil é possível facilmente se everedar para algo mais maligno como  a posse e a inveja. 
Talvéz seja impossível viver sem invejar, sem egoísmo ou ciúmes, mas o grau de maleficidade é diretamente proporcional a intensidade desses sentimentos, ou seja ... o importante é que seja, brando, leve .. assim como tem que ser a vida.

terça-feira, janeiro 22, 2013

Mulheres e cidades

Conhecer a alma feminina é algo difícil, toda a mulher guarda algo místico pela sua forte relação com a Criação. Cada nova mulher que conheço, guarda uma miríade de experiências e sensações que merecem ser vividas com profundidade. 
Ao longo da vida passei pela mão de muitas, que de uma maneira única cuidaram de mim e me ajudaram a forjar em mim um respeito e uma gratidão por elas. 
Para amar uma mulher primeiro é preciso amar a nós mesmos (não podemos dar algo que não temos). Não podemos nunca esquecer o que somos e o que queremos de nós mesmos, é seguir a vida com leveza, mas de forma densa de sentimentos, é ter harmonia entre os vários conflitos da nossa mente. E assim estar preparado para elas.
Aí é preciso explorar a vida das mulheres que queremos amar, mulheres são  como cidades que visitamos por experiência turística, existem os já tradicionais pontos de interesse, mas a gama de coisas mais interessantes, esta em viver a vida da cidade, sentir seus problemas, chorar suas catástrofes, rir de seus botecos e caminhar por suas vielas. Assim é uma mulher de verdade, passamos muito além dos pontos turísticos normais. Em geral existe muito mais experiência em viver essa mulher na profundidade. É preciso ir além da superficialidade do pensamento, chorar e rir ao seu lado é como  caminhar por suas vielas e apaixonar-se pelos botecos dessa ainda obscura cidade. Assim, com a vida aberta, é possível ter a sensação de estar conhecendo o terreno pelo qual vamos caminhar, apesar de nunca conhecermos tudo o que se passa pela cidade toda, o terreno livre para o livre caminhar vai fazer a aventura se recriar a cada dia. Viver o mundo é conhecer cidades é atracar em cada porto tendo como destino a nossa própria vida. Assim são as mulheres que vão construindo a nossa vida através da sua candura que emana delas.

sábado, janeiro 19, 2013

A República Tcheca e o Tabaco

O fumo é uma prática comum e bem enraizada em toda a Europa, a cultura do fumo ainda é bem forte nos países do leste europeu pois são poucas as campanhas contra o tabagismo, eis então que o governo da República Tcheca começou a perceber que os gastos no sistema público da saúde começaram a se elevar  em função, principalmente, de problemas como o câncer de pulmão. Como estratégia para conter isso, resolveu sobretaxar a venda de cigarros (como a maioria dos países desenvolvidos faz!). Porém, desde que o projeto de lei da taxação foi criado, uma forte corrente contrária foi criada. 
A Philip Morris, encomendou uma pesquisa indicando o custo benefício do cigarro no orçamento do país. Segundo a pesquisa com a morte precoce de fumantes, o governo deixa de gastar US$ 147.000.000 por ano com pensões, abrigo de idosos e sistema de saúde em geral (não consideraram que a pessoa para de arrecadar impostos ainda em idade produtiva). O governo "lucra" cerca de US$147 milhões de dólares/ano e fica provado que o cigarro faz bem para as contas públicas na República Tcheca e uma empresa do cartel do tabaco assumiu que o produto mata (coisa que eles negavam até bem pouco tempo). Simples assim!
O engraçado disso tudo é que o governo se mostrou convencido de que o problema de gastos excessivos com saúde pública era minimizado se fosse comparado com o gasto previdenciário de longo prazo e a taxação do tabaco permaneceu como estava, até que um único congressista resolveu levantar a voz contra esse ultraje público, em seu discurso ele remete à função básica do governo que é cuidar do bem estar geral, isso gerou um debate bem mais amplo, envolvendo questões éticas, comerciais e políticas e enfim parece que a questão será fechada em breve com uma taxação extra para que, as empresas que faturam milhões com o cigarro, possam destinar parte de seu lucro ao investimento na melhoria do sistema de saúde.

sexta-feira, janeiro 18, 2013

O amor por distração

Ficar .... sinônimo de passar o tempo, dar uns beijos, ser feliz ! Para muitos ficar é uma distração boa, é algo que não consigo fazer sem um pouco de profundidade, pode ser coisa de velho, mas não gosto dos superficialismos de uma era em que 5 minutos de beijos, podem gerar um amor pra toda a vida. 
Acredito na conquista, no dia a dia, nos defeitos e diferenças entre as pessoas. Acredito no convívio na flexibilidade em nome do amor e não na rigidez amorosa, para se ter flexibilidade é crucial haver fluidez de comunicação, confiança e verdadeiramente o amor!

Passei a acreditar que não existe mundo perfeito, não existem Cinderelas e nem príncipes encantados. O melhor do amor é olhar com profundidade no fundo dos olhos, é tocar e aguçar nossos sentidos em prol de um bem comum, é viver se adaptando para conviver bem, para agradar sua parceira e vice e versa.

A Era das Distrações

A nova ferramenta de trabalho, o Facebook esta aberto em algum momento do dia numa janela em nossos computadores, ou nos nossos celulares. Uma forma de se comunicar com pessoas distantes em questão de segundos, uma forma de aprofundar conhecimento, se informar, divulgar, fofocar, enfim uma forma de se socializar como a própria ferramenta propõem. a verdade porém é que muita gente deixa de viver a vida real para estar em função do mundo on line. Passo no corredor e não vejo um ou dois funcionários lendo os posts do Face, são 8 num corredor de 10,  além dessa distrações temos a verificação de emails (sempre mais que uma conta), o Hotmail e o telefone... ah o telefone é um capítulo a parte!
Celulares em punho (por vezes mais que um), a vida passa distante e é carregada no bolso para onde quer que se vá. Vivemos plugados e os celulares tocam a qualquer momento, ao menor toque, ele passa a ser a prioridade diante das mais diversas situações. Porém existem aqueles momentos em que realmente fica muito complicado falar e aí entram as mensagens de texto. Os SMS ganharam força na nossa vida e o que seria útil para passar rapidamente uma informação por escrito e de maneira assíncrona, virou algo extremamente fútil. Bate papos imensos para falar um simples "oi" que falado ganharia muito mais profundidade e humanismo. 
Do advento do SMS surgiram os milhares de Messengers, do próprio ao Viber, Chat on line, o Facechat e o Whatsapp e aí veio o fenômeno do Whatsapp dependentes, pessoas que numa mesa de bar conversam via celular, ignorando outras pessoas a sua volta, pessoas sem vida tentando postar e mostrar a outras algo que não acontece porque realmente elas não estão em nenhuma das situações vividas, o mundo é virtual, o mundo é fake! A vida é um post. As mensagens entram em silêncio, rompendo conversas ao vivo, interrompendo reuniões, tirando o foco do cinema e até atrapalhando um momento de amor.
O virtual aos poucos vai dando lugar o fake, como tudo é aparente e superficial, o conceito do Ter é mais importante do que o Ser, deu lugar ao Parecer é mais importante que o Ter. No mundo virtual vale tudo as mentiras e as verdades, tudo bem que existem mentiras escabrosas no mundo real, e até como fuga as pessoas migram para um mundo virtual, porém aí surgem os maiores tipos de sortilégios e mentiras, eis que surge o namoro fake (uma "evolução" do namoro virtual). Uma empresa que mediante um irrisório pagamento cria no facebook um perfil fake de mulher para um cara usar como namorada, vai entender pra que ? Tem bar com o cantinho do KO, que simula barulho de transito e outras coisas enquanto se faz uma ligação para a namorada (o) dando uma desculpa pra não ir vê-la.
Com isso tudo chego a imaginar que não são só as ferramentas que se tornaram distrações da nossa vida, a própria vida virou uma distração sem propósito e superficial.

Um cair de tarde recheado de sorriso


Tristes confusões de um lugar para ficar

Um Rio de horizontes, tortuosos, iluminam o olhar

A brisa mansa na praia, trazendo as coisas do mar
 
Cheiro fresco de paixão contaminam o ar


Luzes se confundem entre o sol e o luar

Uma água pra beber, um copo para enfeitar

Estar no teu abraço e com ele caminhar

Mãos se entrelaçam num misterioso pegar

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Saudade ao luar

Lua que prateira minha estrada de sorrisos
Mar de azul profundo de encantos infinitos
Momentos de saudade de amores destruídos

As rodas giram e luzes anunciam uma manhã cinzenta
Lágrimas vão brilhar na escuridão turbulenta
Se eu pudesse ficar ou se você fosse ciumenta

Quero uma chance...
Quero você... 
Ao meu lado Demônios não iam existir 
Espíritos não iam contestar

Uma noite seria suficiente
Três horas da manhã
É tranquilo e não há ninguém por perto


Apenas o estrondo das ruas
Como um anjo que desce à Terra
Você aparece em minha noite

Serena como um sonho
Eu subo aos ceús e não te encontro 
Até que te perca em meus pensamentos. 


sábado, janeiro 12, 2013

Quero

Quero viver ...
a intensidade da vida
Quero viver um sonho acordado...
Um estampilho de uma idéia, um sorriso perfeito.

Quero lindos corpos temperando a paisagem
Como num momento de cinema, o eterno numa imagem.
Quero os momentos infinitos na nossa vasta memória.

Quero o retumbante sol na nossa pele
O encanto da luz colorindo o dia 
Quero tudo que já existe e tudo que vier a existir
Mas quero viver na plenitude

Não me bastam meios amores, flagelos de gentes, coisas pequenas
Quero viver no superlativo 
Cantar alto ao infinito
Não me basta viver o tudo pela metade.

Quero mais que um cantar
Mais que sonhar 
Qualquer sonho desvairado
Vou amar imensamente

Amar para sempre, logo no primeiro encontro
Vou viver ... mais que querer.
Mais que Ter hoje eu vou Ser.



sexta-feira, janeiro 11, 2013

O sentido da vida

Não podemos dizer se a vida nos é curta ou longa, existem muitas pessoas que passam por ela sem nada ter deixado de legado, sem nada ter feito ou ter vivido. Longas idades com pouca vida.
Existe o contrário, relampagos que deixaram luz mesmo depois de se apagarem.
O sentido da vida está em tocar o coração das pessoas, olhar com perseverança o nosso futuro e dar uma palavra de carinho, um colo para acolher quem mais precisa e assim envolver em nossos braços todos àqueles que temos carinho. O sentido da vida está em esquecer as mágoas e tristezas do passado, é nos libertar de sentimentos ruins, perdoar. É dar uma palavra de conforto, ou fazer um silêncio que respeita. 
Viver é ter ao lado de uma lágrima que escorre, uma alegria que nos contagia. Viver com plenitude é ter um olhar que acaricia o ser, saciado pelos desejos que o amor promove.

Essa intensidade de vida é o que faz a vida ser intensa, verdadeira e pura ... além da nossa existência!

Malha de transporte

Em cidades como São Paulo o metro chega a ser usado diariamente por 11% da população, no Rio de Janeiro não passa de 8,9%, um índice muito baixo, causado principalmente pelos problemas no serviço, pela malha deficiente. Numa cidade que pretende sediar eventos de grandes magnitudes e ser considerada um destino turístico de nível mundial, a deficiência de um sistema de transporte tem que ser o principal foco de melhoria por parte dos governantes. Os investimentos em veículos de massa como o metro tem que ser vigorosos a ponto de termos uma parcela de 20% da população se utilizando dele. Outros 5% deveriam ser atendidos pela malha ferroviária, deixando os ônibus para ligações de ramais longos, com uma utilização de 35% da população e as vans como transporte complementar atendendo ligações entre bairros de uma mesma região (10%). Caberiam aos carros a parcela de 20% do transporte e para um país que quer se julgar desenvolvidos. Há de se pensar de forma séria na cobertura de 5% dos transporte sendo feito por meios limpos como veículos leves sobre trilho e outros 5% por bicicletas. Aí temos que fazer uma mudança de infra estrutura, mudança nas leis de transito e trabalhistas, e principalmente uma mudança de cultura. Nesse momento isso parece utópico, em alguns anos veremos que terá sido necessário.

terça-feira, janeiro 08, 2013

A felicidade e o amor

Incrível como as pessoas se preocupam e pensam na felicidade, nada mais óbvio, pois a felicidade é boa, mas ela só vem sozinha quando temos paz de espírito e amor próprio. Opa ! Surgiu aí a palavra amor! O que amor tem a ver com felicidade ? Até que ponto felicidade e amor são relacionados a ponto de um sentimento ser pré requisito pro outro? 
Sim, felicidade é um verdadeiro estado de espírito e o amor é o meio para se chegar a esse estado, é comum que as pessoas condicionem o estado de felicidade, tendo o encontro de um amor como meta. Temos que ver o amor como um meio que deve ser percorrido constantemente para atingir a suprema e admirável felicidade. Muitas pessoas confundem  encontrar um amor com  o ponto de partida para a felicidade, é possível encontrar um pouco de felicidade por um tempo, mas o amor às vezes esta lá, do nosso lado e ... a felicidade não vem, pode ser que esse amor esteja ofuscado por problemas, pode ser que a felicidade realmente não resida numa determinada pessoa, pode ser que tenhamos depositado muita expectativa num fiapo de felicidade. Então, nesses casos, é hora de parar de buscar o que se já tem, já temos o amor, o melhor é correr atrás da tal felicidade e assim temos que atacar os problemas, resolvê-los, buscar nosso amor próprio, não parece ser possível amar alguém se não nos amamos. E lembre ,queremos ser felizes, a felicidade existe e elas está no meio de nós!
Deixe seu sorriso mudar o mundo e não o mundo mudar o seu sorriso.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Um Rio que não olha a sua volta

Parei meu carro na histórica Rua Moncorvo Filho, antiga sede do Senado Federal, lindos prédios históricos fechados num sábado onde a cidade para, sigo uma rápida caminhada ...
Casa de Deodoro da Fonseca, Arquivo Nacional, Itamarati e uma tétrica Central do Brasil anunciava uma exposição de caricaturas em seu centro cultural, não há indicações de tal centro cultural, nem os rapazes do balcão de informação o conhecem, mas realmente ouviram falar da exposição ! 

Mudo meus planos e vou seguindo a minha exposição de fachadas, ao ar livre e de bicicleta. Um passeio agradável pela antiga Rua Larga e pela movimentada Avenida Rio Branco, hoje completamente abandonada e sem vida de um lado um porto que em breve será chamado de maravilha, mas que hoje é deserto e sem vida, na outra extremidade um obelisco um parque lindo recheado de sol, mas sem vida nas duras curvas de Burle Marx. Nesse momento boa parte da população está pensando no medo de assalto, eu inclusive, porém sigo vivendo e aproveitando as boas coisas que o Rio nos dá.

Num estalo de memória mudo o rumo da minha prosa, de meu caminho e de meus desejos, quero conforto, quero uma  visão de primeiro mundo, um bicicletário, água gelada, banheiros limpos e um guarda oferecendo informações sobre as atividades do Centro Cultura Banco do Brasil e os outros centros ao redor, paro minha bicicleta nesse porto seguro, passo uma tarde feliz e ainda mando um cartão postal no posto dos Correios que está aberto a essa hora da tarde.

Sim existe vida no centro do Rio!

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Desencontros malditos .. Encontros sublimes

Como dizia o poeta, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Essa frase, dita por quem foi, parece dizer tudo mas existe muito a se elocubrar quando a tênue linha dos encontros amarram as pessoas em seus destinos.

Se formos pensar que encontros são extremamente complexos de acontecer podemos ver todo um aspecto cármico em simples encontros (ou espiritualmente reencontros). Para se encontrar outra alma, é preciso estar sensível e aberto a novos encontros, é preciso estar no local certo, na hora certa, é preciso que, se queira encontrar.

Numa população de 7 bilhões de pessoas encontrar alguém que faz você especial passa a ser uma tarefa árdua mas a grande beleza da vida é que ela proporciona esses encontros patrocinados pelo amor comum entre as pessoas, vivendo num mar de amor ao próximo, é mais fácil encontrar aquele que realmente te faz arrepiar.

Quantas pessoas passam por nós no nosso dia? Quantas pessoas abrilhantaram a nossa vida em poucos segundos de encontros? Quantas pessoas ficam .. quantas nos marcam até nossa morte (ou quem sabe até depois dela). Síncronia de pensamentos, encontros não marcados, encontrar-se em nós mesmos, querer estar com quem não estamos, tudo.... são como ondas de pensamentos iguais que se encontram no universo.

Existem na vida momentos de encontros e desencontros, existem momentos de saudade e ansiedade. Uma mesma lágrima pode exprimir a dor de uma saudade ou a alegria de um reencontro, quem não teve isso não viveu todas as vertentes que um amor nos dá, e o que não é a fé, senão o encontro com um amor maior, que nos faz sofrer, que nos faz amar, que nos faz encontrar-nos.

Para uma matemático, encontrar é a  simples questão de probabilidade, para os de espírito, um presente de Deus, para os descrentes, o acaso. O encontro é uma convergência, o encontro pode até ser coincidência, coisa do destino, mas o que fazemos com ele depois que ocorre pode ser fruto único do nosso livre arbítrio. Um encontro de almas pode ser um simples instante esquecido, ou o maior amor das nossas vidas. Não podemos perder oportunidades de encontrar-mos no amor sublime, nos congregar. Pois a vida é tão somente a arte do encontro!

terça-feira, janeiro 01, 2013

Paradoxo do mundo

Compramos mais, porém desfrutamos menos
Gastamos mais e temos menos
Temos muito e somos quase nada
Casas maiores com famílias menores
Mais doutores, porém menos assistência`
Planejamos mais que executamos
Maiores comodidades para ter menos tempo
Muito conhecimento para uma menor capacidade de discernimento
Mais comédia e menos riso
Dirigimos rápido e ficamos parados no engarrafamento
Queremos muito e oramos pouco
Conquistamos muito e agradecemos pouco
Odiamos mais que amamos

Enfim, acumulamos anos e mais anos na nossa longevidade
Mas temos cada vez menos vida aos nossos anos.

domingo, dezembro 30, 2012

A linguagem da cooperação

Se os meios de comunicação cada vez mais aproximam as pessoas, a linguagem ainda separa mesmo que estejamos face a face com um interlocutor em outro idioma. Fazer-se entender é básico em muitos casos e para isso mais um aliado surge com a internet ...a comunicação virtual, visual. Emoticons viraram febre e línguas universais, com isso é possível comunicar com uma rapidez e versatilidade nunca dante vistas. Crianças se viram pra conseguir se entender nos chats, isso rompe mais uma barreira do mundo.

[]'s Fabio

sábado, dezembro 29, 2012

Pensamentos malditos

Não são mais que palavras pequenas, melhor seriam se não viessem com os pensamentos nefastos. Por fim, não discutiu... relevou. E assim se revelou não mais que um cara fraco, aos olhos dos outros sempre fica a imagem pior que se pode ter de um homem. Na sua cabeça era um fio de esperança não ser intransigente para tentar algum acordo. Malditos são os pensamentos de vingança e ódio, eles criam uma nuvem opaca onde existe luz e felicidade, onde existe AMOR. Nesse caso, não importava o que existia por dentro, mal sabia mas ele vivia com a imagem que transparecia. Nos momentos de luto e desespero, o que menos importa é como os outros vão nos ver, a imagem que terão de nós ... mas só ele vivia esse luto e diante da sua fraqueza ele caiu, o mundo ficou estreito e todo o processo que se desenrolava a meses se mostrou incapaz de renovar o amor diante de tanta fraqueza.

Momentos de incerteza vieram, esses momentos nunca deixarão de existir, o que importa agora é rir, o que importa agora é viver, sub viver, sobreviver. Novo processo se estabeleceu, novas pessoas surgiram para o levantar, mas ele queria cair, ele tinha medo e remorso de ser feliz. Quando se esta no chão com o corpo quebrado, é muito difícil se levantar. Para eles as pessoas não seriam mais dignas de se confiar, logo ele sempre tão risonho e calmo diante de sua auto confiança, era ali não mais que um trapo.

Aí surgiu o tempo e a esperança de coisas novas, aos poucos não tinha mas lágrimas para chorar e elas secaram, não tinha mais forças para resistir, e todo o processo emperrou, era preciso parar com tudo, era preciso mudar de caminhos, isso era claro para todos, mas não para ele. A vida o obrigou a ser feliz de alguma forma, veio uma placidez de espírito não comum para aquelas épocas. Compreensão e paz nos trazem a felicidade necessária para que  amor consiga sua morada em nosso coração, avance sempre, e faça a colheita de bons frutos semeados com carinho. Era esperar a colheita e ter fé no que a vida podia lhe trazer, mais que pensamentos malditos, mais que um trapo largado no chão.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Encante-se pela VIDA !

Não alimento-me mais de minúsculas esperanças
Não me conformo com pequenos gestos de amor
Com momentos de felicidade, ou com resquícios afetivos
Pequenos sentimentos se perdem da minha visão.

Quero a felicidade plena, existindo em meu espírito
Quero que os momentos  virem VIDA!

Desde quando entendi que não sou pouca coisa, quero ir além da pequeneza.
Quero o sentimento extravazado, a felicidade plena, o amor atemporal.
Procuro a gula de um gordo para me alimentar de alegrias.

Quero meu tempo para já.
Parei de deixar a vida pra depois.
"Para sempre" se tornou um tempo muito longo se não for composto por "agoras".

A pessoa mais importante da minha vida passou a se chamar eu
Vivo em primeira pessoa, sem me tornar egoísta.
Chega de construir grandes sonhos em cima de pessoas pequenas
Os projetos devem refletir nossas realidades, os sonhos devem ser verdadeiros.
As pessoas devem ser as que acreditem nos nossos sonhos.
E a primeira pessoa para isso serei eu mesmo!

Não quero mais fazer o que é certo...
Não quero mais ter razão de nada.
Quero ser feliz.
Quero viver a plenitude da vida.
Sem um muro que me deixe seguro.
Sem uma palavra que não seja mais que a verdade.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Natal

Já foi o tempo em que eu dava uma caminhada pelos corredores do trabalho dando um abraço apertado nos amigos e desejando feliz natal e um próspero ano novo, aqueles 2 minutos de prosa com cada um me ajudavam a ter um natal mais feliz.
Hoje as empresas ficaram grandes demais para os meus abraços, muita gente distante ou em Home Office, muita gente (inclusive eu) ocupada nas urgências do dia a dia. Minha caminhada de 200 metros, que levava toda uma tarde, virou texto num lugar público.

Enquanto o mundo vai ficando com menos afeto e convívio pessoal, o afeto impessoal se espalha por mais gente, é quantidade e abrangencia da internet, sem a qualidade daqueles 2 minutos. Uma troca ruim mas é o que dá pra fazer, espero que todos que possam ler essas toscas palavras possam sentir-se abraçados de alguma forma. E que em 2013 muitos abraços verdadeiros possam ser dados alegrando nossos corações.

Feliz Natal
Trino

quarta-feira, dezembro 12, 2012

A cura para a dor é o amor.

Não pude ficar longe, não consegui evitar
Eu tinha esperança de que você me olhasse e se lembrasse
De que pra mim, não acabou


Não importa, se eu vou encontrar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para você também
Te desejo a mim
O amor machuca 
O tempo voa
Ontem foi o melhor das nossas vidas
Hoje são só lembranças
Não quero viver o presente
Quero me esconder numa concha
Deixar que as ondas passem 
Deixar que o mundo sangre
Durante toda a noite ao deitar-se acordado
Ao manter-me apertado
Eu como um menino, acreditava no ditado: a cura para a dor era amor.

O porquê

Porque é bom ?

Porque é gostoso?
Porque precisamos que seja bom?
Porque precisamos esquecer o que é ruim ?
Porque sendo bom, esquecemos dos problemas?
Porque é leve num mundo tão pesado?

É bom porque é bom!
Porque entender do porquê de ser bom...
Se podemos só viver o que é bom?

Enquanto o agora for feliz, vale a pena desconhecer os porquês.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

A Crise - Conclusão final!

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava . . .seu cachorro quente era o melhor de toda região!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola para o filho. O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país.
Finalmente, já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele :
- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão e não lê os jornais?
Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Esta tudo ruim. O país vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais , vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão.
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior ) e começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas "providências" , as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis. O negócio de cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
- "você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise."
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- "bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise ..."
Grande lição:
"Vivemos em um mundo contaminado por más notícias e, se não tomarmos o devido cuidado, elas nos influenciarão a ponto de roubarem a prosperidade de nossas vidas."

quarta-feira, dezembro 05, 2012

A crise - o desenrolar do fatos.


Toda a ciranda que gerou a crise financeira de 2008 se usou de uma mentalidade gananciosa do consumidor, de leis da época de Ronald Reagan que pregavam o mínimo de regulamentação do setor financeiro, para que o mesmo siga livre numa economia de mercado. Por fim muitos influentes executivos das instituições financeiras estavam infiltrados nas altas esferas governamentais, o que garantia salvaguardas com dinheiro público aos colápsos dos sistemas financeiros.

O problema é que esse modelo de investimento é copiado mundo afora, e muitas instituições financeiras de todo o planeta compraram os títulos podres baseando-se na boa categorização de risco que as mesmas tinham, o início da quebradeira foi na Islândia, cujos bancos deviam  10 vezes mais que o valor do PIB do país quando a crise foi instaurada, depois outros países sentiram o mesmo impacto. Enquanto isso nos EUA, os empréstimos imobiliários começaram a ficar impagáveis e a gerar um calote generalizado, em um curto espaço de tempo 35 bancos tinham falido, nos primeiros meses da crise US$ 500 bilhões em prejuízo já eram contabilizados. Os grandes bancos de investimento iam alavancando os prejuízos até quebrarem e gerarem pânico no mercado. Isso aconteceu principalmente com o  Lehman Brothers que tinha US$ 600 BILHÕES em ativos, depois veio o Merrill Lynch e as crises do JP Morgan, Citigroup, só estancadas com intervenções governamentais. 

Quem sustentava todos esses tentáculos do mercado financeiro eram alguma seguradoras, a AIG era a principal delas, e o sinistro de grandes proporções acabou por fazê-la quebrar também. Foi a gota d'agua... empréstimos a curto prazo foram suspensos, empresas que dependem dessas linhas de crédito como capital de giro tiveram um baque imediato para fechar o caixa e tiveram que demitir funcionários, fechar unidades de negócio e linhas de produção inteiras, por fim... muitas pediram concordata e fecharam as portas. A gigante General Motors. que é um símobolo americano, cortou 27.000 postos de trabalho, 40% da rede de concesionárias e 11 fábricas.

O impressionante é que todo o ciclo foi gerado pelo capital privado, ganância, improbidade, irresponsabilidade, leviandade e mau caratismo. Toda essa picaretagem teve socorro dos governos dos países afetados, o dinheiro público assegurando os ganhos dos executivos culpados. A impunidade ainda gerou alguns bônus depois que os executivos que geraram o desastre, conseguiram empurrar o problema pro governo. Continuamos com um mercado sem regulamentação, e fortes indícios que as mesmas práticas se espalharam por outros países, inclusive a bolha imobiliária do Brasil, a facilidade de crédito e o nível de endividamento são pontos preocupantes. 


Além da mega ajuda do governo ao bancos e multinacionais, a AIG foi nacionalizada, as empresas de rating continuam dando pitecos no mercado, direcionando ele para onde quiserem e os grandes acadêmicos continuam prestando consultorias muito pouco confiáveis para induzir o mercado. Muitos executivos ocupam agora cargos chaves na política financeira americana e os pobres, ah... esses foram retirados de suas casas. Tudo isso expôs uma situação de impunidade complexa.... bancos e empresas, "grandes de mais para quebrar", isso os deixa a margem de regulamentações, impunes e insolventes, deixando o governo sempre como um anteparo para evitar quebradeiras globais.

No início da década de 80 várias empresas de porte como a IBM e a AT&T tiveram processos para divisão dos seus monopólios em unidades menores, a fim de não possuírem uma influência demasiada sobre o sistema financeiro. Algo no mesmo sentido deveria ser feito agora. 

As ações governamentais basicamente seguiram a estratégia New Deal. Para conter muitos  americanos perdendo suas casas, seus empregos e renda, o governo abriu os cofres para aumentar os gastos governamentais e  estimular a economia suficientemente a ponto de fazer girar o "círculo virtuoso" do crescimento. Porém o lobby dos banqueiros acabou sendo premiado, com sua conta sendo paga pelo povo, que perdeu renda, casa e emprego.

terça-feira, dezembro 04, 2012

A crise - A origem em 2008



Crise 
Conjuntura perigosa.
Situação aflitiva.
Momento grave.


Algo estranho e previsível ocorreu no mundo a partir de 2008, na verdade desde 2002 já existiam indícios de colapso econômico, mas pelo gráfico abaixo é possível observar um forte crescimento do desemprego em países de economia "estável", até a China balançou um pouco e tende a balançar mais como resultado do encolhimento do mundo inteiro, o Brasil ... não passou de uma simples marola...


 Como tudo começou?

A ganância de poucos levou a uma "bolha" no mercado imobiliário americano. A base da crise teve origem em empréstimos de risco altos concedidos por empresas americanas para a compra de casas, com juros absolutamente extorsivos e hipotecas impagáveis. Essas carteiras de empréstimos eram "empacotados" em produtos financeiros (derivativos) sofisticados e revendidos a outras instituições financeiras, apesar de serem de alto risco, as carteiras tinham o aval de certificadoras de risco que em geral decretava que eram empréstimos "triple AAA" - ou seja, investimentos seguros.  

Entra aí um outro agente nessa fraude, as seguradoras que desenvolveram produtos contra o risco de calote dessas carteiras, isso era o aval que faltava para os títulos conquistarem a ganância dos investidores. Se os clientes não pagassem a seguradora honraria o valor segurado nos prêmios, uma dessas seguradoras era simplesmente a maior do mundo, a AIG. Muitos dos banco que "reembalavam" esses empréstimos de alto risco, acabaram por comprar esse serviço das seguradoras. Ou seja, se o mutuário pagasse a casa a juros extorsivos, eles ganhavam, se não pagassem o seguro cobria a dívida e eles continuavam ganhando, jogaram a favor e contra o próprio patrimônio. E todos do meio sabiam, eram produtos certos de terem calote.

Teve muito pobre coitado comprando casa que não podia pagar, pois em geral os imóveis tinham valores maiores do que a renda permitia, esse era o início do ciclo da ganância. As financiadoras desses empréstimos por sua vez, criavam cálculos de juros complicados e omitia m termos de contrato para atrair pequenos investidores. Depois vendiam os direitos desse empréstimos de alto risco para grande bancos de investimentos de Wall Street, se livrando problema e ganhando o seu quinhão. 

Os grandes gênios de Wall Street criavam carteiras desses empréstimos em produtos financeiros sofisticados, os derivativos. Esses novos produtos eram revendidos a bancos do mundo inteiro. Embalsamando tudo isso, as seguradoras como a AIG vendiam o antídoto ao calote, os tais títulos sub prime, com categoria de investimento "triple A" dados por certificadoras de risco que além de não ter regulação de mercado, não tinham metodologias, bom senso e pelo visto nem um pouco de honestidade.

Conforme esses empréstimos eram concedidos, a procura por produtos ia aumentando e o preço dos imóveis aumentava, mas nem por isso os americanos diminuíram o ritmo do consumo, pelo contrário, famílias compraram imóveis extras, renegociavam financiamentos para com um valor excedente poder consumir- sem se importar com as condições impagáveis a médio e longo prazo.

Esse ciclo da ganância sucumbiu quando o nível de inadimplência chegou a níveis altos, famílias foram retiradas de suas casas, bancos e seguradoras quebraram, o mercado ficou desconfiado e de uma hora pra outra o crédito abundante e fácil ficou estagnado. Sem crédito, não tem crescimento econômico e daí para o desemprego é um pulo. Sem poder de compra o consumo retrai e vemos quadros de recessão. A crise está instaurada, gerando cenários como o do gráfico lá em cima.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

O Reflexo e a Reflexão

Eis que, do rápido instante fez-se uma ação. Por vezes planejada, outras não. De um momento para o outro uma explosão de reações químicas fazem o corpo responder com urgência a demanda do mundo exterior, o reflexo se faz dessa explosão. 
Sem pensamentos profundos, sem margem para erros ... sem pensar, são reflexos, são respostas. São eles que mais causam erros. Contra um ato reflexo, a força de uma reflexão, um pensamento contínuo forte e amadurecido, porém, às vezes excessivo e desprezado. Pensamento em detrimento à ação. Se agir sem pensar pode ser um risco.... ficar só no pensamento, nos leva a um impasse de quando começar com a ação em si.

Os dois sentimentos amblíguos se completam: quando a reflexão nos leva a um reflexo, ou do reflexo se dá uma reflexão. Quando separados, esses dois fenômenos se tornam passivos, ou reativos. Essa contraposição é importante para medir o grau de autonomia com que levamos as nossas vidas pois refletir sobre o mundo gera melhor domínio de habilidades que possam gerar um reflexo positivo.


A crise - Um ator no papel principal

Existe uma certa unanimidade em dizer que o homem mais poderoso do planeta é aquele com acesso ao botão vermelho das ogivas nucleares americanas, ou seja, o presidente dos Estados Unidos e nem sempre o Senhor Presidente nos dá mostras de ser o melhor preparado para assumir tanta responsabilidade nomes como Roosevelt, Truman, Eisenhower e Kennedy deram lugar a Nixon, Reagan, Bush pai, Bush filho. 

Nixon renuciou momentos antes de ter seu impeachment votado no congresso, a família Bush sempre ligada a oligopólios do petróleo colocou o mundo em duas guerras e um personagem mais bonachão e não menos periculoso era preparado para atuar diante das câmeras como fazia nos seus tempos de ator de cinema... Ronald Reagan, era ligado politicamente a Barry Goldwater, conhecido como o Reacionário e foi o mais velhos dos presidentes americanos, assumindo o cargo com quase 70 anos. 

Como presidente, Reagan implementou uma série de iniciativas econômicas baseadas num aumento de oferta sem estar pautado na demanda, o que fez o consumo aumentar, os preços caírem mas estimulou em excesso o poder de compra americano, aumentando ainda mais o ideário do consumo descartável. Os pontos principais da "Reaganomics" eram :
  1. Redução de gastos do governo
  2. Redução de impostos sobre renda e ganhos de capital,
  3. Reduzir regulação da economia pelo governo,
  4. Controlar a oferta de dinheiro para reduzir inflação.
 O primeiro ponto foi logo abandonado em virtude da continuada corrida armamentista (US$ 2,9 trilhões era o endividamento americano ao fim da era Reagan) , os dois pontos seguintes foram levados até o governo Clinton, causando uma verdadeira entrega do galinheiro aos lobos de Wall Street em prol da liberdade de mercado. Muitos dos seus "milagres econômicos"foram resultados das políticas austeras de Ford (seu antecessor).
Do ponto de vista político, conduziu o país sob a "Doutrina Reagan" num período critico com o desmantelamento das ditaduras pró americanas na américa latina, o fim da guerra fria, invasões à Granada e bombardeio a Líbia.

Segundo a doutrina Reagan, os EUA, ajudava ostensiva e secretamente a guerrilheiros e os movimentos de resistência ao stablishment soviético, isso aconteceu em Granada, no financiamento de insurreições de direita no Leste Europeu, no Afeganistão, Angola, Camboja, Irã e Nicarágua.Era a "paz através da força".

Atrasou em cerca de 10 anos as pesquisas com células tronco por posições retrógradas e reacionárias contrárias ao uso de células vivas em pesquisas, sua esposa Nancy Reagan anunciou uma mudança de pensamento anos depois quando o marido sofria de Alzheimer, uma doença que podia já estar num estágio adiantado de tratamento se não fosse essa política.

Além disso tudo sua política de desregulação econômica ecoou 25 anos depois, quando uma quadrilha faturou fortunas quebrando os mercados com total cobertura dos governos, levando o mundo para o caos econômico que vivemos hoje.

"Eu não estou preocupado com o déficit. É grande o suficiente para cuidar de si mesmo." - RR


domingo, dezembro 02, 2012

A crise - uma visão histórica socialista.



Muitos associam as crises econômicas como um fenômeno basicamente capitalista, onde as disparidades sociais e a ganância dos ricos leva o mundo inteiro para uma forte depressão econômica, se esquecem porém que o sistema político socialista sempre viveu emperrado pelas malhas da burocracia e que a economia planificada sempre teve fortes problemas de produção e abastecimento.

A grande menina dos olhos dos neo-socialistas é a China, um país construído nos moldes socialistas mas que só conseguiu sair de uma economia medieval para uma de mercado quando trouxe uma parcela importante de empresários capitalistas ocidentais para explorar sua mão de obra e seu alto poder de consumo inexplorado. Antes disso a China sofreu grandes crises de abastecimento que culminou na Grande Fome de 1858 a 1961. Oficialmente forjada como “os três anos de desastres naturais”.

Hoje o próprio governo chinês reconhece que uma parcela de 30% da crise foi influenciada por desastres naturais, os outros 70% são fruto de um mau planejamento durante o Grande Salto Adiante (campanha lançada por Mao Tsé Tung para acelerar o crescimento econômico a partir de coletivização do campo e industrialização urbana). O fato é que a menina dos olhos do socialismo teve seu período dramático de intempérie econômica. Durante o Grande Salto, a agricultura foi organizada em comunidades e o cultivo de terra privado foi proibido. A coletivização forçada reduziu o incentivo para os camponeses trabalharem corretamente e houve retirada de técnicos soviéticos que ajudavam o governo chinês, como em paralelo se buscava o início rápido da industrialização, muitos camponeses foram forçado a se distanciar do trabalho agrário para produzir ferro e aço. Não se esperou o tempo necessário a essa adaptação e aí sim uma grande enchente do rio Amarelo inundou todo o leste chinês matando milhares de pessoas, em 1960 uma seca comprometeu a produção agrícola, como o sistema ferroviário sofria atrasos sistemáticos o abastecimento era ruim e como o governo premiava comunidades que produziam bem, muitos dos líderes locais mentiam quanto a produção, fazendo o governo acreditar que as quotas de grãos para  abastecimento eram maiores que a realidade.

Estima-se uma queda de colheita de 565.000 toneladas, houve redução de 13.480.000 pessoas, com queda de natalidade de 0,9% e aumento da taxa de mortalidade que era de de 1,198% em 1958 e passou para 2,543% em 1960. As manipuladas estatísticas oficiais apontam 15 milhões de mortes no período, mas estudiosos ainda discutem números entre 17 e 50 milhões. Existem relatos de vilas inteiras que sumiram, atos de canibalismo, dietas a partir da ingestão de ratos e cães. Cadáveres mantidos na cama para enganar os oficiais e ganhar quotas extras de ração.
Existem colápsos econômicos  na Polônia, Alemanha Oriental e Tchecoslováquia, racionamento de comida e carvão, pouco desenvolvimento industrial ou tecnológico e um exemplo bem ocidental disso ocorre ainda hoje em Cuba, onde uma forte dependência externa deixava o país a mercê de outros da antiga cortina de ferro. Após a queda do muro de Berlim, enquanto todo o Leste Europeu procurou se desenvolver, a Ilha passou por forte penúria mas ainda resiste bravamente e acena para uma gradual abertura de mercado.
A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se pulverizou diante de constantes crises de abastecimento, já em 1985 Mikhail Gorbatchev previa a estagnação econômica e assumiu o controle do Partido Comunista Soviético com idéias inovadoras, dentre elas a reestruturação econômica ( perestroika ) que visava, entre outras coisas a modernização industrial e a diminuição do investimento na corrida armamentista, tarde demais em 1991 a União Soviética estava pulverizada.

sábado, dezembro 01, 2012

A crise - uma visão histórica capitalista.

Na terminologia moderna, o termo crise econômica é um termo originário da economia marxiana onde um ciclo econômico dá lugar a outro deixando um período de incerteza e pouco crescimento econômico. Tivemos grandes crises ao longo do tempo, desde a transição das monoculturas coloniais, para dar lugar aos ciclos industriais, até a mudança do carvão para o petróleo, fazendo uma verdadeira partilha do mundo, que inspirou novas crises do preço do petróleo na década de 70. Porém a primeira grande crise com impactos mundiais de deu na década de 30, quando o nível de crescimento da economia americana não acompanhou o desfecho da primeira guerra e a recolocação das potências em seus lugares de origem.

A grande depressão, como foi chamada quebrou a bolsa de Nova Iorque e abalou exportações em todo o mundo, no Brasil toneladas de café queimado no Porto de Santos ficou como o marco desse período, ali se pode observar com mais clareza que a economia mundial estava amarrada num grande pólo econômico (nesse caso os EUA) e que essa tendência iria permanecer ao longo do tempo. Mais algumas crises no pós guerra atrelavam a economia à questões políticas, tanto num cenário capitalista, quanto no mundo socialista (culminando em crises de abastecimento em Cuba e na URSS e a Grande Fome na China).

Na década de 70 temos as crises do petróleo que sacudiram o mundo, a década perdida dos anos 80 tivemos a crise da dívida externa dos países latino americanos, que quase derrubou o Brasil e na Era Reagan o prenúncio da crise que vivemos hoje com a desregulamentação da economia em prol de interesses escusos de Wall Street, com isso em 1989, todo o sistema de poupança e empréstimo americano entrou em colapso, depois vieram a bolha especulativa japonesa em 1990,que criou a crise na Ásia, os ataques especulativos da Europa em 1992, crise do México em 1994, mais crise asiática em 1997, desvalorização do rubro em 1998 e crise Argentina em 2001. 

O sistema econômico mundial estava montado num emaranhado global em 2008, a ponto de que práticas econômicas ensinadas nas maiores universidades de economia pregavam uma completa desregulação da economia e  níveis de crédito e investimento baseado em categorias de risco feitas por agências sem regulação ou metodologias para fazê-lo, por sorte o Brasil ficou na contramão disso tudo e o que passou por aqui foi uma marola, como disse o presidente Lula na época, regulação da economia pelo governo é um ponto característico da nossa economia!

O sistema financeiro ruiu e o prejuizo dos bancos foi pago pelos governos, o efeito dominó afetou Islândia, Estados Unidos, Grécia, Espanha, Portugal, Itália e hoje a França saiu de protagonista da retomada para expetadora atenta as conduções que a União Europeia prega capitaneada pela poderosa Alemanha.


 

Conhecimento X Vida

Há quem diga que o homem vive desde que adquire conhecimento...não há como saber das gerações que começaram a ocupar o mundo, porém o correto seria pensar que homem só começou a evoluir como espécie na hora que começou a adquirir conhecimento, aí sim o conhecimento passa a ser a chave para a evolução, não a chave mestra da vida.

sexta-feira, novembro 30, 2012

Mulheres nos caixas de supermercado

Porque caixas de supermercado são mulheres? Seria algum tipo de tarefa que só pode ser feito por mulheres? Tenho algumas idéias de porque as redes de supermercado escolhem preferencialmente mulheres.... primeiramente não se trata apenas de uma caracteristica dos supermercados, firmas de telemarketing e outras formas de massificação do trabalho dão preferencia ao estilo feminino e em breve elas terão vantagens na concorrencia com o trabalho masculino. 

Mais pacientes, menos mentirosas, mais fiéis e ordeiras ... provavelmente mais honestas, as mulheres em geral tem medo das coisas feitas erradas, roubar por exemplo (daí uma explicação convincente para os supermercados colocarem as mulheres cuidando do dinheiro). Por sua vez os patrões vislumbram algum ganho com os salários mais baixos em relação aos homens e uma menor rotatividade no emprego . Elas tem praticamente a mesma habilidade de resolução de problemas, atrasam menos que os homens, faltam um pouco mais (porém sempre por problemas justificados), tem espírito competitivo e aceitam mais facilmente a autoridade. 

Assim como nos supermercados, a inserção da mulher no mercado de trabalho tem demonstrado uma opção interessante, não é um discurso da década de 70, mas hoje, essa opção insere a mulher definitivamente no público consumidor para as classes mais baixas no papel de chefe de família e isso tem movido a economia de forma positiva, com consumo mais consciente e responsável ... e porque não, charmoso!





quinta-feira, novembro 29, 2012

Perspectivas tecnológicas para o sistema financeiro

Sistema financeiro global, economias interligadas, bancos transnacionais, dinheiro virtual, cybercrimes, existe muito a ser conquistado na nossa economia, sistemas capazes de predizer tendências baseadas em dados históricos e análises em tempo real podem marcar a tendência desse nicho de mercado, mas são controles contra fraudes em sistemas financeiros, que deveriam passar a ser a maior necessidade do mundo em meio ao caos da crise econômica de 2008 que colocou a prova e a penúria economias ditas como fortes.

Toda a crise de 2008 foi causada por falta de mecanismos de controles para aplicações, o que deixou o mundo a merce do que os playboys de Wall Street faziam. Não faziam por mera irresponsabilidade, incompetência ou leviandade. Os melhores e mais preparados economistas do mundo não erravam, eles enriqueciam. A aproximação do governo americano com essa corja e a falta de regulamentação do setor indicam forte interesse em uma quebradeira geral. A falta de culpados comprova a fraude. Havendo vontade política, é possível monitorar todo um sistema regulatório como é feito hoje no Brasil (que da aula nesse campo).

Do ponto de vista de "business to consumer", com mais informações coletadas sobre consumo e relacionamento, é possível criar serviços personalizados mais ágeis e assim atingir satisfação dos clientes e a confiabilidade do mercado. Isso sem nunca esquecer a performance e a abrangência gerada pelas consultas e transações via internet, sistemas tributários mais abrangentes e complexos com boa transparência para o consumidor final. Tudo isso, com sistemas de segurança muito bem consolidados e que não comprometam a performance.

Comprar em qualquer lugar, qualquer montante,sem levar dinheiro em especie, sem precisar converter moedas e pagando os devidos tributos, esse é o futuro!

quarta-feira, novembro 28, 2012

Um mundo em mudança

Desde as tribos nomades caçadoras-colhetoras até as ameaças nucleares do século XX, o mundo mudou de forma consistente, mas nunca de forma tão rápida como nas últimas cinco décadas e nem perdo to que do que tem condições de mudar nos próximos anos.

As pressões de um planeta ecologicamente doente, uma economia amarrada e sem condições de manter seu estado expansionista por muito tempo. Com populações ainda vivendo em situação medieval e muita riqueza mal distribuida, faz-se necessário uma mudança em aspectos gerais de fabricação, venda e consumo. Afinal o capitalismo não exatamente venceu um modelo de economia planificada pregada pelo socialismos, ambas as ideologias tem suas inviabilidades. Com a expectativa de ter 70% da população vivendo em cidades, há de se encontrar uma forma melhor de se trabalhar no campo, se distribuir melhor a comida, mudar aspectos de saúde e higiene pois nunca houve tanta gente em tão pouco espaço. 

Uma sociedade mais participativa vai poder ser mais democrática e melhor organizada, hoje dispomos de todas as ferramentas tecnológicas para uma mudança nas formas de consumo e participação civil. A participação da sociedade e o seu engajamento são fatores cruciais para toda e qualquer mobilização ou mudança de hábitos que forem propostos, daí a importância dos meios de comunicação virtuais, onde existe um caminho recíproco de interlocução entre governos e sociedade.
 
Num meio urbano saturado se faz necessário um melhor controle de trafego, uma melhor distribuição de alimentos, energia e água, novos dispositivos de segurança e saúde estarão entre as grandes demandas sociais. Pelo lado econômico, o encolhimento de cadeias produtivas, um recolhimento de lixo mais eficiente podem vir a ser o início de uma série de melhorias possíveis para sermos uma geração que construa o futuro de forma inteligente. Nós somos a mudança que esperamos para o mundo.

segunda-feira, novembro 26, 2012

Amor de verdade

É fácil amar o outro na mesa de um bar, quando o papo é leve e não existem fortes decepções. É quando o riso vem embalado pelo chopp gelado.

É fácil amar o outro quando o tempo é de descoberta mútua dos interesses quando tudo parece ser uma novidade e o frescor embalsama nossas mentes.

É fácil de amar nas férias, no churrasco ou quando se vê só de vez em quando. Quando a mentira passa a ser uma verdade para agradar e quando quando temos a responsabilidade de dizer a verdade que desagrada.

Difícil é amar quando o outro desaba, quando não acredita em mais nada e entende tudo errado.
Quando o frescor passou e as descobertas tem que ser redescobertas, quando tudo paralisa, perde o charme, o prazo, a identidade e a coerência.

Difícil é amar quando se morre aos poucos quando sonhos viram sonhos solitários que não são compartilhados. Nessas horas que se vê o verdadeiro amor, aquele que quer o bem acima de tudo. É esse, o amor que dura para sempre, que vai até bem depois das nossas vidas. É o que se perpetua na alma, é o amor que frutifica em filhos, é o que supera desafios. Esse é o único tipo que pode ser chamado de AMOR.

sábado, novembro 24, 2012

Seguindo um caminho singelo na vasta escuridão

É isso que somos, é isso que construimos durante toda a nossa existência. Somos um caminho no meio do nada, somos um expectro de cosmos com os pés no chão. Mais que isso, somos pensantes e nem por isso somos mais que o nada a brigar por pão.

sexta-feira, novembro 23, 2012

Internet contra a guerra

Quando mais jovem, lembro de ter lido a Perestroika de Mikail Gorbachev, um livro que mudaria muitos dos conceitos pré-estabelecidos em relação a fria e "toda poderosa", União da Repúplicas Socialistas Soviéticas (URSS). Um livro que fez todo o mundo pensar de outra forma. Lembro de uma passagem do livro onde Gorby descreve o fim da guerra fria através da internet, onde um americano poderia se aproximar de soviéticos e tornar-se amigo. Dessa amizade surgiriam interesses mútuos e o fim de preconceitos, seria um momento de paz mundial estabelecida pelas pessoas e não pelos dogmas e interesses políticos. Um campo fértil para florescer a paz pois num dia que esse mesmo americano fosse convocado para lutar contra os soviéticos possivelmente ele se negaria a empunhar armas contra seus amigos.
Com a disseminação da internet, é possível descobrir diferenças culturais e perceber que não são tão diferentes assim, é possível se aproximar de pessoas que moram longe de nós mas que levam uma vida parecida, é possível viver a margem no noticiário formal, cooptado pelos interesses estatais.
Internet entrou no cenário mundial como integração e costurou duas potências separadas por uma Guerra Fria. Uma guerra que não era guerra e que acabou por um meio virtual.

quinta-feira, novembro 22, 2012

Displasia do coração

Não deixou tempo para se lamentar
Só me deixou lágrimas, que secaram em semanas
Voltou para o que sabia
Entregou-se ao eterno

Enquanto eu guardo luto
Luto sem morte
Fogo sem calor
Um caminho confuso ... um adeus sem palavras
Minhas preocupações se empilham junto as minhas decepções
E quem morreu fui eu 
Você volta para a vida
Eu volto para nós 
Um "nós" morto
Um nó.

Vivo como uma anomalia
Vivo como um não 
Quero buscar a reabilitação
Quero viver e me entregar à morte

Não tenho tempo
Em breve não terei mais orgulho
Quem sabe quando as lágrimas secarem
Quando eu puder te evitar.
Triste anomalia de mim.

Lágrimas


Por uma lágrima derramei o teu sono

Por outra espelhei tua alma
Chorei meu perdão ....

Dilacerei meu amor
Em cada lágrima da face palavras de um sentimento inocente... calado ... parado.
Em cada sorriso perdido  um olhar de triste pena.

Jamais esquecerei seu amor ....
O tempo levará minhas lágrimas.
Não levará porém o triste amor. 
O amor será inesquecível.

As lágrimas serão indolores.
O que dói são os motivos que fazem  as lágrimas cairem.
Sempre levarei o amor em minha lembrança porém com menos pranto e pesar.
O resquício de um amor que havia.

Entregarei novamente o coração.
Para alguém que lhe dê o valor.
E a certeza de que vai me amar.


terça-feira, novembro 20, 2012

A economia americana - como lembram os romanos!


O sujeito se chama Marc Faber.
- Ele é Analista de Investimentos e empresário.

Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:

"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00."

Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China..
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan...
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.

O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.

"Estou fazendo a minha parte..."

- Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:


"Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior."
Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas as
prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo.

De cabeça no mundo

A vida de hoje é atribulada, rápida e superficial. Pouco nos atemos nas coisas realmente importantes na nossa alma como os amigos, o caminhar e o observar. Pouco prestamos atenção no suspiro máximo da vida que é a conjunção do nosso corpo (coração batendo, o nosso respirar ...) com a nossa mente (nossos reflexos instintivos).
Viver é muito mais que uma passagem por aqui, viver é fazer valer a pena de aqui estar.

VIVA.

Sinta o mundo como parte da sua vida e faça o melhor por ela e por ele.

domingo, novembro 18, 2012

Oração 1

Faça com que os meus pensamentos se detenham em Ti para que o poder divino da razão se sobreponha a todas as minhas angústias.

Que eu não amaldiçoe a vida que tenho pois sei que ela é um dom Divino.


sexta-feira, novembro 16, 2012

Princípio do vácuo


Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles? Junta dinheiro, pois no futuro poderá fazer falta? Guarda roupas, sapatos, móveis e utensílios domésticos que já não usa a um bom tempo? E dentro de você ? O que você guarda? Provavelmente guarda mágoas, ressentimentos, raivas e medos... pessoas assim guardam até  gordura em excesso, inconscientemente! Não faça isso, é antiprosperidade.
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida. É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja. 
Monges budistas procuram manter a mente em paz meditando com a cabeça vazia, dando espaço e proporcianando reflexão. Dificilmente um sábio viaja com malas cheias de coisas, seus pertences são mínimos e sua carga maior é o seu saber, até nas doutrinas evangélicas e, umbandistas e do candomblé existe o momento da libertação que tem um nome interessante ... descarrego!

Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades. Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Limpe sua alma, essa limpeza pode ser feita com mergulhos no mar, com meditação, banhos de cachoeira e pelo ato do perdão, isso é elevação espiritual, ame a si mesmo para que esse amor ocupe o lugar de coisas que podem fazer mal ao nosso espírito, e até mesmo a nossa saúde.

A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida. Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar. Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades.

Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a
vida:
  • primeira, você não confia no amanhã e,
  • segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você! Só mantenha o velho, se ele for renovado a cada ciclo da nossa curta vida.