sábado, abril 03, 2021

Ditadura nunca mais

 


Usar do artifício de uma ditadura ou de uma autocracia (mesmo que democrática) é atestar nossa incompetência em resolver os problemas na base do diálogo. Sim, dialogar é muito mais difícil porém é a coisa certa a se fazer. 

Regimes totalitários nos dão a impressão de que quando chegamos a um nível crítico de caos, só a força impõe a ordem. Esse expediente deve ser uma opção sim ... a última! E com um caminho muito bem definido sob a forma da Lei. Regimes assim incutem no subconsciente humano de que a força se sobrepõe à razão, isso gera desde extrapolação dos limites da lei, por quem deveria cuidar dela e até justificativas para a violência doméstica.

Regimes totalitários impactam uma característica essencial do Ser Humano, a de se contrapor, a de se refletir no oposto a de deixar um amplo e fértil campo de pensamentos disponível para a livre escolha.

Regimes totalitários são a celebração do rompimento com a democracia e o Estado de Direito. É renegar a inteligência humana a um segundo nível, é limitar os pensamentos a uma ou outra teoria. Existem convicções, existem valores morais e essas coisas devem ser priorizadas em relação a tremores repentinos e temporários de uma política de Estado. Esses valores nunca devem ser violados pois viola-se assim a essência humana que nos diferencia do resto do mundo animal. 

Não falo mal de uma ditadura de direita ou de esquerda ... a cabeça é redonda para permitir ao pensamento, mudar de direção então pouco importa de que lado esteja o totalitarismo, ele causa mal para ambos os lados da nossa massa encefálica.

sábado, julho 18, 2020

Presunção humana

Achando que somos eternos, nos preocupamos pouco com as coisas realmente relevantes nessa nossa passagem por aqui e os grandes problemas da humanidade seguem os mesmos através dos anos. Temos fé subjugando o conhecimento, vamos ao espaço ver de longe nossa pequenez mas limpamos o coco da mesma forma tosca por séculos ... derrubamos árvores (que achamos que não são vidas) para fazer .... papel! (aquele mesmo que limpa o coco). Nos falta oxigênio ... sentimos falta daqueles árvores que matamos, gastamos milhões plantando outras e as derrubamos também.

Não pensamos mais em filosofia como os gregos imaginaram há séculos, agora a cadeira de filosofia é só aquela matéria que o governo acha inoperante e deficitária nas faculdades. Eis que aí nos conhecemos muito pouco .... sem saber o que nós somos, não entendemos o que precisamos e cometemos os mesmo erros do passado por achar que a história não é feita de repetição (e nesse caso também acharam o tema deficitário). Sim vamos crer num mundo melhor mas seria melhor arregaçar as mangas e fazer esse mundo melhor, nós temos capacidade pra isso ! Afinal inventamos a tal nave no espaço.

Uma nave no espaço serve para nos mostrar o quão evoluídos nós somos e o tão pouco evoluídos somos até agora. Uma nave no espaço eterno nos mostra que nesse grão de areia onde vivemos num equilíbrio frágil vimos passar no espectro da história todo grande populista, todo ditador sanguinário, todos os nossos amores, toda a nossa perdição, nossa vida inteira ... toda a vida do mundo que num raio de sol mais forte ou num cometa desgovernado, pode se desfazer em segundos. Vemos de longe que somos no espaço um nada mas que num equilíbrio cósmico temos aqui nesse nosso cantinho do universo uma condição ímpar de vida ... e não aproveitamos bem esse milagre. Seguimos tocando a vida ... e sendo muito pouco tocados por ela, graças à fragilidade que nos infligimos.

Não sabemos porque estamos aqui, como chegamos a esse estágio da história, não sabemos nos curar de um vírus que morre em minutos com álcool gel, não conseguimos dar, água limpa para todos, investimos milhões para curarmos de doenças raras e que matam pouco enquanto milhões morrem porque não tem saneamento básico, olhando as redes sociais vejo os experts do mundo debatendo sobre a vida pessoal do artista ou do jogador de futebol. As maiores cabeças pensantes do mundo usam a sua genialidade para que um site ganhe mais likes enquanto o mundo clama por soluções. Na crise recorremos a médicos, quando deveríamos ter sanitaristas evitando as crises e esquecemos que todos os médicos, cientistas, políticos... eram pedras brutas antes de passar pelas mãos de um professor, mal remunerado e descontente com sua vida.

A vida é breve companheiro e vale a pena cada sorriso que se de, cada bem que se faça ... cada angustia que se viva, porque viver é muito mais que nascer, crescer, envelhecer e morrer. Nossa vida vai além da batida inconsciente de um coração, nossa vida pode ser o legado que deixamos para outras vidas, nossa existência tem um tempo que se eleva ao corre corre do dia. Mas entre guerras, doenças, futilidades, problemas pra se resolver, presumimos que isso tudo que nos ocupa é mais importante do que a transformação que podemos gerar usando um pouco mais dos 10% que conhecemos da nossa capacidade mental.

quinta-feira, abril 30, 2020

Achados de uma pandemia

Então o Brasil acaba por "descobrir" milhões de desassistidos, pessoas que não aparecem nas listas de CPFs, no SUS, no Bolsa Família, em nenhum programa de assistência do Estado, não são batizados, não são registrados, não são civilizados. Mendigos, indigentes, desocupados, vagabundos ... na verdade são indigestos, restos de uma sociedade que teima em não os ver. Pessoas que não conhecemos, que estão bem abaixo da linha da miséria, que vagam por aí sem que nós os vejamos como seres humanos. Eles não estão escondidos, estão nos sinais, nas esquinas... nós é que não temos olhos para eles! E é estranho não ver uma parcela de pessoas na Era do Big Data, da onipresença dos meios digitais, numa éopca da evolução humana onde ser criam personas virtuais e que não guardamos compaixão com as pessoas reais.

Pessoas que não moram, que acreditam que viver numa favela é algo vetado para eles, pois não tem renda, não tem meios de sobrevivência, não tem credo ou religião, que estão na subvivência e que aceitam isso. Dalits brasileiros, excluídos da sociedade, sem nome na certidão, sem identidade pessoas sem uma vida de verdade. Pois o entendimento do que seria vida passa pelo entendimento do que viemos fazer aqui, se for simplesmente nascer, morrer, procriar e crescer sim .... são seres vivos, porém se ampliarmos um pouco esse baixíssimo espectro e elevarmos ele para minimamente se desenvolver, não damos condições nenhumas para que essas pessoas possam viver. Criamos, diantes de nossos olhos uma horda de zumbis! Sem lar, sem ler, sem saúde ou orgulho só tem um destino e uma certeza ... terminarão em cova rasa sem nunca terem existido. São o resto... 

Entender o que devemos fazer por essas pessoas passa pelo entendimento que tenhamos pela vida e pela humanidade, o que se esperar delas. Que as vidas sejam vazias a ponto de trocarmos os cuidados a seres humanos iguais a nós por um gagget ou pet qualquer ?

Pessoas que carregam no estomago seus objetivos de um dia, da vida inteira, que tem a fome na frente da moral, uma poluíção social que não aparecem nas fotos, são escondidos das festas e dos paraísos de cartão postal. Sem dignidade sem teto pra morar nem por isso deixam de ser Humanos e brasileiros tão fortes e resistentes quanto nós. As ONGs pouco fazem pois não são organizados, são dispersos, pingados. Eis que se abre agora uma oportunidade de descobrí-losem meio a uma tempestada pandêmica, como um furacão que revolve a areia da praia, que tira a espuma do mar bonito para que encontremos tesouros perdidos na praia. Sim, eles são tesouros, uma forma de redenção ... não a deles, a nossa! Temos que exterminá-los, mas não os matando... os incluindo! Elevando suas perspectivas, fazendo seu pesadelo acabar e que continuem sendo erráticos mas nunca os esquecidos na multidão. 

Podemos pensar que são filhos da miséria e cujo castigo é viver ... mas miséria de quem ? Numa sociedade que só pensa no dinheiro é simples deduzir que a miséria é deles porém se elevarmos noss pensamento para a miséria humana podemos também concluir sob outro ponto de vista que existe muita miséria humana e nesse caso a miséria é nossa e não de quem não tem perspectivas para sair do lugar. Uma vez que eles precisam de tudo e não lhes damos nada e isso inclui muito mais que dinheiro ou meios de sobrevivencia. Não lhes damos nem um olhar, não lhes estendemos um braço, um afeto, uma chance. Se já nascem fracassados, não foram eles que fracassaram, não são batizados, não são vacinados ... vão morrer e ninguém vai se importar, uns vão ter um alívio de um problema resolvido.

Ledo engano o problema real vive dentro de nós ! Mais um problema que deve ser descoberto dentro de uma pandemia.





quinta-feira, abril 23, 2020

Quarentena

As ruas estão vazias.
Um silêncio tamanho, nos lembra a morte.
O movimento da rua é um carro ao longe.
O tudo, parece virar um nada.
Não se ouve alma viva...
Não há grito de gol no espaço...
A respiração ofegante é abafada por uma máscara
Parece fábula.
Mas é a vida ... histérica se tornando dramática

Seguimos uma vida cheia de vazios 
Trancados dentro de casa
Não há briga
Não há comemoração 
Só incertezas no ar ... e um vírus que nos quer calar.

Abafados ..
Diante de tão pouco, vemos o quanto somos nada.
A mercê de algo que não vemos, uma nova semana começa 
Com as velhas rotinas, egoísmos, 
A luxúria do mundo e ...
Os desvalidos.

Não há tempo para tão pouco 
É preciso abrir os braços sem dar abraços
Falar sem cair nas discussões terrenas
Precisamos ver o mundo com outros olhos
Ver que pequenos problemas podem ser desesperadores 
Quando na abundância do ar, não podemos respirar 
O mundo nos sufoca 
A miséria nos torna ausentes
Carentes ... de uma forma de humanidade
Sem que ninguém se altere 
Esperanças brotam do nada
Um braço estendido no meio da rua 
Pede comida.... pede sabão
Pede um olhar 
Mas tudo é em vão 
Novas vidas são perdidas
Velhos sonhos são descartados 
Não temos respostas
Temos uma vida inteira que repousa 
Silêncios preenchendo sonhos 
Mentiras corrompendo a vida 
Que carece fugir da realidade.


quinta-feira, dezembro 05, 2019

Particularidades dos holocaustos

Estamos acostumados a ver as cenas do holocausto judeu com aquelas cenas horríveis de cadáveres jogados em covas rasas, filas imensas entrando nos crematórios, números de judeus mortos sendo contados aos milhares, fotos de centenas de sapatos espalhados pelos campos de concentração. O gigantismo para contar uma história dentro da nossa história de humanidade, o aparato grandioso da guerra, muitas vezes esconde as pequenas milhões de estórias ceifadas de cada Humano que passou por essa experiência. Não são 6 milhões de judeus mortos na história, mas 6 milhões de histórias destruídas nas particularidades da guerra. Contos de famílias felizes que perderam tudo e que simplesmente deixaram de existir para a humanidade.

O caso mais famoso é o de Anne Frank, existem outros tantos, existem relatos de superação, de coragem, de covardia, de medo, de dor, de perda .. muitos poucos de esperança. A ótica que retratou a guerra durante muitos anos foi a de movimentos grandiosos de guerra, aos poucos foram aparecendo as pequenas histórias da particularidade de cada família, de cada pessoa, casos como o de Anne Frank, Lili Jaffe, Adolpho Block, Miriam Ziegler, Sam Piviniki e outros tantos mostram famílias despedaçadas, parentes brutalmente separados e um enorme buraco que deixou milhares de humanos, sem pátria, sem chão e sem sentido de vida. Muitos dos relatos dos sobreviventes nos levam a um sentido mínimo de Humanidade e dignidade que se não lhes dava esperança ... minimamente os faziam sobreviver mesmo que instintivamente e daí encontravam forças para reagir a morte.

Existiam centenas de campos de concentração, alguns deles também eram de extermínio, Auschwitz era o maior deles, mas olhar a História só por essa visão bem particular é fechar os olhos pelo que acontecia em Sobibor, Treblinka, Lwow ... a forma de olhar a História pode mudar em muito o nosso sentimento pelas coisas que aconteceram, nos colocar em sintonia pelo que uma pessoa passou naqueles momentos pode nos dar a real condição de vida e sobrevivência. Transformar nosso conhecimento em sentimento e daí a importância de não se fazer esquecer para não repetir. 

Da mesma forma que o termo holocausto nos faz pensar só em extermínio de judeus na segunda guerra é bom deixar claro que até nesse termo acabamos escondendo particularidades que semântica nos dá .. se pensarmos que o termo HOLOCAUSTO vem do grego para representar a queimar todos e exterminar podemos traçar paralelos, não em números, mas em sofrimento com outros momentos da história, nem é preciso recorrer à Roma antiga, Gengis Kan, Inquisição, os Incas, as Guerras Guaraníticas, a Primeira Guerra Mundial, o Extermínio de Pol Pot, o genocídio Armênio, os expurgos Stalinistas, Mianmar, o Estado Islâmico, a Bósnia, o Sudão do Sul ou os Pogroms. Existem genocídios bem perto de nós, na nossa história recente como a Guerra da Tríplice Aliança dizimando o Paraguai, o extermínio em massa de Canudos, o Contestado, o hospício de Barbacena, as prisões do Estado Novo. 

Matar, torturar, exterminar sistematicamente pessoas tendo como motivação eliminar as diferenças de nacionalidade, raça, religião e etnia são coisas prometemos nunca mais ver, depois de vermos o holocausto nazista, mas que continuam por aí como se ninguém olhasse para a particularidade deles e o ódio que os cria.

quarta-feira, outubro 09, 2019

Coringa um filme necessário para dizer que o Ser humano não é tão perfeito quanto a sociedade impõe ...

Uma desnorteante dessincronização da sonoplastia, cenas exuberantes e memoráveis, tomadas sombrias de um filme denso, interpretado no seu papel principal por Joaquin Phoenix, um conturbado e brilhante ator que teve um megalomaníaco personagem escolhido a dedo para ele.

Bem ... o personagem é pop mas nasceu bem antes dos quadrinhos da Marvel, numa inspiração melodramática de Vitor Hugo (O Homem que Ri). A partir de origens diversas o vilão desse filme tem uma história sofrida, quase que comovendo o público a torcer pelo vilão. Apesar do personagem nos fazer imaginar uma comédia com seus atos, a trama psicológica é triste, sua risada insana... nada tem de engraçada mas é um distúrbio patológico muito mais associado a depressão após um trauma físico.  No transtorno da expressão emocional involuntária, as crises de choro e/ou riso, além de serem incontroláveis, tendem a ser desproporcionais ao estímulo recebido, podendo estar completamente dissociada do estado de humor do paciente ou mesmo ser contraditória ao contexto no qual o estímulo está inserido. Tipo quando o público faz, quando um anão tenta sair da cena de um crime brutal do filme com o sangue respingado pelo cenário. Se o público acha graça em algum momento do filme ... por uma piada infeliz, uma risada contagiante, mesmo que desesperadora, é porque precisa apontar o dedo para si e questionar como somos capazes de não conseguir controlar nosso sistema sensível diante de uma narrativa tão perturbadora.

Um homem adulto que vive a cuidar da mãe nos parece uma boa pessoa, mas não é! Num tempo em que vivemos de falar de propósitos de vida, o dele é " trazer risos e alegria ao mundo" .... mas não é bem assim que a trama ocorre! Porque as oportunidades da vida nem sempre são as que persistimos em seguir obcecadamente. Não é porque a sociedade nos tenta enfiar, goela abaixo o positivismo, a alta performance e o bem estar constante das redes sociais que seremos assim. É impossível ser feliz sempre, ter consciência de que o Ser Humano é falho e que por isso somos igualmente falhos nos dá um conforto ao errar e um ânimo a mais para consertar. A tristeza é algo que o mundo tenta sufocar para manter uma felicidade difícil de se sustentar na eloquência das horas vividas entre no nosso ego e as nossas almas.

Não são poucos os que tem transtornos mentais, menos ainda são aqueles que por um momento da vida passaram por momentos de descompressão emocional, dramas psicológicos que sufocam os sentimento e acabam por sufocar a si mesmos, como um homem que quer conter o riso quando só pensa em chorar. Em certo momento do filme existe uma citação bastante reflexiva: " A pior parte de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que vocês se comporte como se não tivesse", isso é a demonstração de como não estamos preparados para conviver em sociedade com pessoas com esses transtornos, por séculos colocávamos esses doentes em reclusão, em condições físicas cruéis e pouco humanitárias. O Brasil tem a casa de genocídio de Barbacena, Os Estados Unidos o Athem Lunatic Asylum, a Austrália a Inglaterra tem os seus. Sempre tentando proteger a sociedade de transtornos mentais, mas também dos veteranos de guerra, dos homossexuais, das prostitutas, dos infiéis matrimoniais, dos pecadores da Igreja e etc.

Num tempo em que uma das maiores causas de afastamento profissional sejam fatores psicológicos, num tempo de Prozac e Fluoxicitina curando bullying, a sociedade ainda cobra o sorriso, a alegria de um almoço de domingo, a heterossexualidade, a crença religiosa, a saúde física, a aceitação o tempo todo, a magreza, o vestido da moda, a certificação profissional ... Nos levam a ser cada vez mais o que exigem e cada vez menos em nossa essência. Na imaginosa Gotham City isso leva ao caos dos oprimidos diante da crise higiênica e dos serviços públicos, daí para a onde de violência é um passo, como animais encarcerados matam-se os semelhantes e o líder de todo o movimento é sem querer,o Coringa. Mesmo vilão, gera empatia por, como os demais, ser desassistido por uma sociedade corrupta, hipócrita e delirante. Que sofrem a violência da maldade explícita mas também aquele sutil, escondida em pequenos atos, palavras e julgamentos.

Existem várias maneiras de sair desse cinema ... simplesmente frios diante de um filme de ficção, assombrado, exitado com os atos de violência, pensando nas reações de um agredido diante de seus agressores ou com uma necessidade de olhar o mundo e a si mesmo com mais sensibilidade, compaixão e pensando na frase do Coringa: 

"Sou eu ou o mundo que está ficando mais louco?"


Alguns números do terror:

60.000 mortos no manicômio de Barbacena (entre mulheres adúlteras, presos políticos, infiéis religiosos).
3.000 castrados no Topeka State Hospital do Kansas (entre epiléticos, "bobos", crimonosos leves).
2.600 paciente no Danvers State Hospital que comportava 600.
9.000 mortos no Beechwort Lunatc Asylum (sem diagnóstico de loucura).
800 infectados propositalmente com Hepatite B no Willowbrook State Hospital.
2.400 pacientes no Trans-Allegheny Lunac Asylum que comportava 250 pacientes.
3.393 afastamentos do trabalho no Brasil em 2016 por depressão

Todos tem histórico de abusos sexuais, maus tratos e tortura!

.... e a velha tia segue feliz para a missa de domingo depois de ter sossego por internar o sobrinho homossexual numa casa de cuidados mentais do governo...



segunda-feira, setembro 09, 2019

O Despreparo da geração mais preparada

 Podem rotular como quiser ... geração X, Y, Millennials, alfa .... mas existe uma geração de jovens, que há pouco tornaram-se adultos que são a geração mais preparada em termos de escolaridade, acesso a informação, conhecimento tecnológico, visão , cultura e convívio com o conforto. Serão nossos futuros líderes, foram preparados para assumir o mundo, falam três idiomas, usam computadores, tem facilidade com a internet, experiencia internacional e fazem coisas que nem precisam mais fazer como cozinhar e dirigir. Suas habilidades saltam aos olhos e a princípio serão eles os responsáveis por uma das maiores transformações que a humanidade vai dar, um salto nas relações de trabalho, de consumo com o uso da tecnologia. Além disso, eles assumem sem problemas essa responsabilidade de conduzir as grandes corporações, inovar em pequenas empresas, em fazer lucro e em pensar numa sociedade mais igualitária e inclusiva. 


A crença de que a felicidade é um direito e a falta de preparo para lidar com as frustrações pode botar tudo a perder, se precisarmos de um indício de que isso já ocorre é só olhar o aumento das taxas de suicídios, depressões, vendas de Prozac e problemas psicológicos que o mundo espera para os próximos anos, uma tendência que será amenizada com os movimentos globais de liberalização da maconha (não estou expondo aqui minha opinião sobre se é certo ou errado, mas o movimento global já iniciou e pelo visto não terá volta!). Essa geração despreza o esforço sem resultados e foi a minha geração (seus pais) que incutiu a cultura do menor esforço na cabeça deles. E mesmo que tenha esforço sem resultado, fomos acostumando a dar uma premiação. Fomos premiando tudo , dando tudo ... oferecendo muito mais "sins" do que "nãos". 

A nova geração conhece o mundo em viagens protegidas, é despreparada para o sentir e o saber pensar, desconhece a fragilidade da matéria da vida e aí quando se apercebe vai sofrendo, e sofrendo muito quando nota que nasceu com a felicidade e que ela não nos acompanha a vida inteira, pensam que já nasceram prontos . E não foi ensinada a criar a partir da dor, que cresceu com a ilusão de que a vida é fácil, que nasceram já com uma genialidade embutida e que falta apenas ao mundo reconhecer essa genialidade. Aí eles chegam no mercado de trabalho achando que estão em suas casa, fazendo as coisas nas horas que lhes cabe, tendo chefes complacentes e esperando premiações que os estimule como num jogo de vídeo game. Como os prêmios nem sempre vem .... se deprimem, desistem ... até se darem conta que a vida é para os insistentes, que precisam se reerguer das derrotas.

Como educar nossa próxima geração a poder conviver com as derrotas? Será que é dando mais proteção, afago quando o "NÃO" é forte demais para eles, ou lhes dando maconha para fugir da realidade? A solução pode estar em, desde cedo, mostrar que a vida é uma construção que felicidade não é um direito mas uma conquista, que para chegar à ela temos muitos deveres, esforços e derrotas pela frente, que a vida é uma evolução muito maior que o diploma, o trabalho e a informação. Temos que mostrar que boa parte da felicidade não se compra, que filhos não devem ser dívidas que os seus pais tem que pagar e se frustrar quando atrasam alguma parcela. Temos que educar para que as crianças pensem, sintam o que aprendem e não se frustrem com suas decepções, pois daí pode vir o ânimo para começar de novo. Frustração não é fracasso!

A sociedade parece vangloriar mais o cara genial que não estudou mas passou para medicina do que a menina que se esforçou e passou raspando, o conceito de esforço parece que é valorizada só por pobre. A médica que estudou nos melhores colégios e tem um carro é bem sucedida, o cara que se esforçou para mudar de classe social sem ter equidade e que precisa pegar o ônibus todo o dia pra sustentar a família é um derrotado. Ambos tiveram suas conquistas, existem méritos e mercados para ambos mas o grau de percepção às derrotas de ambos será completamente diferente.

As redes sociais não dão espaço para as tristezas, a vida pré moldada e os almoços de domingo também não, o desabafo passou a ser encarado como derrota, os problemas como fracassos e o mundo belo que pintamos nas redes não é assim. Felicidade é um imperativo! Então como se abrir expondo aos nosso pais as nossas angústias? Vivemos num mundo onde os problemas são sufocados e não resolvidos, onde as doenças psicossomáticas partem do princípio de que é importante parar de chorar e seguir em frente. Ouvir isso num momento de fraqueza oprime, deprime...

As relações familiares foram construídas blindando-se filhos dos problemas, dos esforços e eles só participam das conquistas. Quando se tocam que a vida não é assim, decretam a falência do projeto familiar veem que foram moldados num mundo de ilusão e a solução mais fácil é procurar um médico e começar com os antidepressivos.

Quando um projeto de vida vira fumaça, ficar sem chão é a próxima etapa, sentir a fragilidade humana nos espanta e daí para a depressão é um pulo ! O que fazer para cortar esses ciclos ? Deixar consumir todo o processo depressivo, cortar esse ciclo no meio? Identificar o que poderiam ser os impulsos para mudar ou acelerar o processo natural ? É muito difícil ter a resposta certa quando um ciclo de decepção inicia. Muitos, como numa cartasse vivem todos os seus momentos, de ira, silêncio, desorientação, esperança e reconstrução. Outros procuram fugas paliativas. Cada um tem uma forma de lidar com o seu drama e partem de algum ponto do seu autoconhecimento, quanto melhor se conhecer, mais apto estará para lidar com os problemas. Se tiver um norte, um propósito de vida, mais rápido voltará para o rumo dele, então educar nossas crianças a se entender na sua individualidade, tanto para aprender a pensar e lidar consigo mesmo, quanto para resolver seus próprios problemas pode ser uma chave para que tenham mais confiança na vida adulta.

Deixar nossos filhos viverem com algumas dúvidas e fazer as próprias escolhas não é o fim do mundo, vai cultivar neles a responsabilidade de lidar com causas e consequências. Isso é tão importante quanto uma boa escola, um curso de inglês ... um celular. Eles devem saber que podem sempre contar com os pais mas que eles mesmos devem se virar para enfrentar a vida.

segunda-feira, agosto 12, 2019

No nosso longo caminhar

Eu te amo 
Sem mais nem menos
No tempo ideal, na medida mais certa
No sol e na chuva, com roupa e sem ela
Te amo como todas as pétalas amam a rosa
Como todos os frutos amam a terra
Como as estrelas amam ao céu
E como as ondas amam o mar
Esse amor é parte da vida presente
Vida completada por você 
Amor incondicional, mas que se pode guardar
Na palavra incontida, no olhar apaixonado
Na simplicidade dos fatos 
No entrelaçar de dedos diante dos atos
No nosso longo caminhar.

quinta-feira, julho 25, 2019

A história do fim da ideologia

Até o final dos anos 80 o mundo assistia brigas ideológicas de alto nível, não se resumia a uma guerra fria ideológica entre comunistas e capitalistas, se olharmos com detalhe havia um arco iris de tendências  espectros dentro de cada vertente ideológica. Existiam os Trabalhistas (tanto de direita quanto de esquerda), os Sociais Democratas, os Verdes, Comunistas tradicionais russos, que não se batiam muito com os chineses, existia toda uma vertente ideológica liberal britânica que tinha um feitio diferente dos democratas americanos, que lutavam contra os comunistas cubanos que tinham o seu ditador, mas que sua vez lutavam contra os ditadores militares latino americanos. E esses mesmos ditadores tinham suas diferenças, os argentinos eram mais brutais que os brasileiros, o chileno voltava sua economia para o liberalismo enquanto aqui no Brasil o movimento era estatizante.

O final da década de 80 foi chegando e a vida foi perdendo a cor no mundo inteiro. Um impacto direto da derrocada comunista sem essencialmente haver uma vitória real do capitalismo, as ditaduras latinas cederam o poder para governos democráticos imersos em problemas sócio econômicos sérios enquanto uma dezenas de países europeus estavam reconstruindo suas economias e tentando se encontrar ideologicamente. Cazuza retratou bem esse momento de frustração geral no seu álbum Ideologia, onde a capa mostrava uma miríade de símbolos antagônicos entre si.



Em meio a isso um sujeito chamado Lula que representava um partido trabalhista essencialmente sindical se lançava candidato a presidência do Brasil. Uma década se passou e seu discurso foi ficando vazio mas sua persistência o fez aparar a barba, atenuar a fala, melhorar o terno, alinha seu discurso com os dos seus inimigos e .... substituir o furor do idealismo político pelo estratégico marketing eleitoral. Quando ganhou sua eleição, já estava distante daquele líder sindical de outrora. 

Começou então a andar com quem não devia, fazer o que não lhe condizia, renegar a sua ideologia, aos poucos foi se perpetuando no poder, somente para governar... era o poder pelo poder. Emplacou releição, criou artificialmente uma candidata substitua a ele e viu seu poder ruir sem uma ideologia para lhe sustentar. Os desejos dos partidos seguiam a política do toma lá, dá cá criada pela política dos governadores há 100 ano atrás e alimentada pelos mensalinhos da política nacional. 

Surgiu então a direita, alimentando-se de uma ideologia de fake news, simplificando o debate político numa briga de Fla X Flu e alimentando a fúria bélica dos certos contra os errados, os vermelhos comunistas contra os brasileiros nacionalistas. Discursos viraram tweets, bom senso virou  ... virou ... não, o bom senso se perdeu! Fomos criando uma dificuldade de lidar com quem pensa diferente, perdemos a autocrítica e o debate de alto nível de outrora foi trocado pelos Memes de internet. 

Nesse caminho perigoso de radicalismos extremos de parte a parte, professores não se dão o respeito, alunos os gravam em sala de aula para intimidar, caçamos bruxas como no Macarthismo, abrimos caminho para uma Revolução Cultural ao estilo chines e a uma Jihad evangélica. As instituições vão entrando em colapso, esvaziamos a autoridade de quem as tem ... no meio dessa bipolaridade social doutrinamos sem ideologia e sem idéias, sem construção mas baseadas no fato de ser contrários aos outros, perdemos nossa identidade, e com isso vamos perdendo por quem lutar como se perde o orgulho de uma vitória ou o sabor do aprendizado de uma derrota, como lágrimas que se perdem no meio da chuva. Vida humana no meio do nada....


sexta-feira, julho 19, 2019

A verdade vos fará livres!

A verdade vos fará livre .... mas onde está a verdade? Em tempos de relacionamentos rasos, pouca profundidade dos fatos, fake news, diálogos rápidos, ideologias trocadas por marketing político, discursos substituidos por memes. Onde estará a verdade de tudo ? Parece difícil encontrar a verdade das coisas, escolher alguém para crer num mundo construído de mentiras e frases vazias. Pode ser que procurar alguma verdade num mundo externo ao nosso nariz seja como procurar agulha num palheiro, então que tal começar a procurar uma verdade dentro de nós mesmos.

O autoconhecimento nos leva a encontrar onde está nossa própria verdade, e apesar de estarmos tão próximos da nossa essência, muitas vezes não olhamos para nós mesmos, já que vivemos  uma vida para os outros. São filhos que seguem a profissão escolhida pelos pais, compromissos que temos que assumir para seguir a agenda dos clientes. Discursos que não são nossos mas que seguimos por uma paixão irracional. Amores carnavalescos que não tocam a nossa essência. 

Quando vamos ver, nossa vida passou e temos muita dificuldade em encontrar nossa própria agenda, nossa marca nas conquistas, nossa força de vontade por encontrar um espaço próprio na história. Aí nos damos conta que não possuímos nem a nossa própria verdade. Para começar a procurar uma verdade pra chamar de sua, não procure nos livros de auto ajuda, nas palavras mal escritas de um blog qualquer, não procure olhando o horizonte de pessoas que passam pela nossa vida, não procure nas crenças e nem nas religiões que dependem de uma fé cega para mostrar a verdade. Procure em você mesmo, procure nas reflexões que faça, nas aspirações e inspirações que surgem longe do nosso sentimentalismo barato. Procure em tu mesmo e encontrará a verdade pois ela está na abundância de tudo que é essencial para a nossa vida, desde as ideias até o ar que respiramos... procure no amor próprio e no amor ao próximo, aquele amor que nos infla o peito de nos dá uma sensação de gratidão.

É o amor irrestrito que nos torna livres da intolerância, do preconceito, é ele que nos liberta dos dogmas, do traiçoeiro pensamento que nos sabota e nos derrota. É amando ao próximo e a nós mesmos que podemos falar com sinceridade, olhar com profundidade os olhos dos outros, é com esse amor que construímos a vida e encontramos a nossa paz.

segunda-feira, julho 08, 2019

João Gilberto

A impressão é que 10 em cada 10 músicos que viveram os anos 50 no Brasil falavam de um cara que tinha um jeito descompassado de tocar violão, uma voz que ficava longe de um crooner mas que, com esse estilo diferente de tudo que já tinha sido ouvido, influenciou suas carreiras. Esse cara se chamava João Gilberto e com ele se foi a memória de um Brasil que despontava para ditar cultura pelo mundo afora, junto com a conquista de uma copa do mundo em 58, a arquitetura, a música e o cinema mostravam ao mundo um país cosmopolita que se emancipou da semana de arte moderna de 22 com um nível de sofisticação nunca antes vistas num país que aos poucos deixava de ser rural e que em breve iria ter uma nova capital. O mundo nos descobriu como nação intelectualmente independente quando descobriu João Gilberto.

João se foi e com ele uma horda de boas lembranças de Nara Leão, Vinícius de Moraes, Miúcha, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Baden Powell, Leny Andrade, Tom Jobim, Pixinguinha, Cartola, Elis Regina, Tim Maia ... não que estivessem totalmente relacionados entre si mas que simbolizavam uma face bem brasileira de fazer a música de forma diferente, à exaltando como arte. E se ainda existem: Chico, Toquinho, Gil, Caetano, Ivan Lins, Roberto Carlos, Guilherme Arantes, João Bosco, Hermeto Pascoal, Zé Ramalho, Erasmo Carlos ... renegados a um ostracismos gigante, talvez até porque não conseguiram passar o bastão para uma nova geração de artistas, como João Gilberto fez influenciando tanta gente. Ah! ainda figuram nessa lista de influenciados Frank Sinatra, Bono Vox, Sting, Al Jarreau, Doris Day, Diana Krall.

Um músico obcecado pelo silêncio que apareceu num vácuo de vibratos de vozeirões como Cauby Peixoto, Orlando Silva e Francisco Alves. Num país de grandes violonistas, foi João que colocou o instrumento sob as luzes indo além do Samba Canção e do Jazz, incorporando um sentimento a instrumentação. Algo difícil de ser explicado porque é muito bem sentido nos compassos entre som e silêncio que ecoam arrebatadores nos nossos corações. Não é a toa que um disco tipicamente de Bossa Nova, mesmo cantandos em português seja um dos mais celebrados da história do Jazz. O LP Getz/ Gilberto é tão arrebatador quanto ouvir Chega de Saudade sem nenhuma referência anterior a Bossa Nova. Ou o show de João Gilberto no Carnigie Hall. 

João Gilberto é um convite ao ouvir, é um convite ao perfeccionismo e a atenção. Coisas tão difíceis num tempo de ímpeto comercial, talvez por isso ele tenha sido tão recluso, tão incompreendido, tão chato! O cara que sempre esteve a frente do seu tempo, ficou preso no passado, onde o glamour era só um banquinho e um violão.

quarta-feira, julho 03, 2019

Não aprendi dizer adeus

Não aprendi dizer adeus;
Mas certas coisas no mundo não se aprendem... se encontram e foi exatamente por encontros que estamos aqui chorando por dentro para nos separar. 
Veja que foi muito melhor que um desencontro, onde não teríamos nem a oportunidade de chorar.
Nunca dizemos adeus de verdade porque quando as almas se encontram ficam marcadas para sempre umas nas outras.
Essa marca é criada quando se tem um relacionamento forte o suficiente para mudar de alguma forma nosso jeito de pensar, nossos valores, nossos corações.
Todos os humanos são irmãos e por não compreender isso desperdiçamos as oportunidades da vida, desperdiçamos a própria vida.
Temos toda a nossa existência para travar esses encontros então siga bem devargar com a vida porque temos pressa, não perca tempo pensando que não tem tempo! Busque o seu próprio tempo e viva com intensidade tudo que possa um dia virar a despedida de um encontro.
A pressa é a negação do tempo, e se o tempo é vida ... ter pressa é não sentir o pulso da vida. Tempo que se vai é vida que se perde. Não perca ele ... mas vá ... bem devagar! Encontrando o que tem de vida por aí.
Nosso futuro depende  do que fazemos hoje e por isso temos sempre que buscar fazer o melhor e isso inclui: nossas escolhas, nossas atitudes ... e nossos encontros (e despedidas). Quando for dizer adeus pense nos tantos encontros que não aconteceram e seja grato pelos que teve.
Quanto mais gratidão experimente o homem pelo passado, quanto mais gratidão guarde pelas horas felizes vividas nele assim como pelas lutas e pela dor que sempre são instrutivas.. tanto mais se abrirá a sua vida a novas e maiores perspectivas de realização.
E onde quer que você vá ... vá para brilhar! Vá, para mesmo que de longe, eu possa te enxergar, leva o coração feliz ! Fiel com si mesmo e com seus propósitos. São eles me ligam a você, não podemos perder isso! O que nos separa não pode destruir o que nos une.
As coisas se transformam: num dia um oi ... num outro um adeus! Que nos transformemos então, um Ser renovado a cada dia ... que não precisa dar adeus para aquele Ser que você foi ontem, guardando, dentro de si, encontros e despedidas sem perder os laços, os elos. 
E muitas vezes não conseguimos dar atenção ao que é básico e necessário nessa vida, muitos se perderam pelo caminho simplesmente porque estiveram envolvidos com os seus problemas.
Problemas se resolvem e damos adeus a eles ! A vida nunca deve ser colocada dentro dos problemas, mas os problemas sim devem entrar na nossa vida, para podermos tirá-los ... 
Vai ... vai logo com Fé no que se faz ! Fé no que se é .... Fé no que queremos ser ! Fé não é simplesmente acreditar no que queremos para nós, é tornar esse querer uma obstinação, um movimento que mova tudo a sua volta para conquistar.  Fé é sentimento aliado a atitude então vamos em frente porque chegou a hora de nos separar ... até breve ... até sempre ....

Porque precisamos da sociologia

Somos 7,7 bilhões de pessoas no mundo, 4 bilhões estão conectados a internet de alguma forma, nunca a população cresceu de forma tão rápida, nunca a conectividade cresceu de forma tão rápida... em algum ponto entre 2020 e 2021 seremos 5 bilhões de pessoas convivendo no mundo digital, gerando uma renda de consumo em torno do trilhão. Como será isso com os atuais níveis e padrões de consumo? Como enfrentaremos as fake news ? Como as redes sociais impactarão a vida do homem ? Existirão novos padrões de ética proporcionados pelas religiões que causarão algum efeito na democracia? Assuntos bem atuais não? Diferentemente do que "pensam" nossos governantes, a sociologia não está ultrapassada, é ela que responde todas essas questões! Quando falamos num sociólogo no século XXI, ele não tem nada a ver com um acendedor de velas que perdeu seu emprego com o advento da lâmpada. Como as empresas vão prover produtos melhores para atender esse bilhão de conectado? A Google, criou um grupo de estudos (NBU - Next Billion Users) para pensar nisso, são engenheiros, gestores, filósofos, e sociólogos que constroem tecnologia a partir de necessidades que aprendem sobre essa nova gente e o Brasil , junto com a India, a Indonésia e a Nigéria está no primeiro foco desse time, porque somos um país que cresce, em costumes, em população... são desses países que virão a maior parte desse novo bilhão de conectados, segundo os geógrafos.

A partir de estudos sociológicos podemos prever a sociedade do futuro, priorizar investimentos, fazer pesquisas, definir padrões. Não são estudos simples relacionados só com números, não se trata de um conjunto uniforme de pessoas, dentre eles estão jovens urbanos que querem um celular mas que não querem mais comprar um carro, mulheres que não querem mais casar, homossexuais que são ameaçados pela violência. Como podemos ampliar a rede 5G para atender o rapaz ao mesmo tempo em que pensamos quem processar quando o carro autônomo atropelar uma pessoa? Ou mesmo quem vai seguir com o processo uma vez que as tecnologias cognitivas fazem os advogados perderem seus empregos... 

Para questões simples não precisamos de pessoas que pensem, para questões complexas não basta o conhecimento de uma universidade que nos ensinem a cumprir tarefas, vamos cada vez mais precisar de experiências que nos façam verdadeiramente a pensar. A sociologia é o estudo da sociedade, é a busca pelo conhecimento dos fenômenos sociais, do comportamento, das instituições das relações de convivências dos seres humanos. Quando não priorizarmos isso, não vamos priorizar  o próprio pensamento humano e é preciso ter muita atenção a movimentos que por ignorância ou interesse tentem romper com isso.


terça-feira, julho 02, 2019

Porque existe direita e esquerda na política ?


Nenhuma outra forma de governar incorpora a discordância, e o debate, como o sistema democrático. A democracia é, por sua natureza, uma abstração intelectual. A direita e a esquerda também.... A percepção geral de que há uma direita e há uma esquerda ajuda na compreensão da democracia pois dá legitimidade à discordância. Essa divisão se deu nos anos pós revolução francesa quando Girondinos e Jacobinos fizeram uma assembléia numa quadra de tenis .... alguns mais radicais, queriam taxar os mais ricos e o clero, tinham idéias republicanas e sentavam no lado esquerdo da quandra, enquanto os outros ficaram ao lado do imperador e também no lado direito dessa mesma quadra. Com o passar o tempo, o posicionamento de ambas as partes foi mudando, com a explosão do comunismo no século XX, o conceito de direita e esquerda saiu da França e ganhou o mundo com uma contaminação de socialistas nesse lado.


Algumas posições evoluiram com o tempo, uma tese defendida por uma esquerda, passou a ser bandeira também da direita, novas divergências se criaram, fatores regionais deram um tempero todo especial a essa briga de paixões. Na década de 90 muitos defendiam que essa diferença tinha morrido com a guerra fria, outros não se identificavam nem com um lado nem com outro recorrendo então a uma terceira via. Além disso houveram muitos véus e muito lobo vestido em pele de cordeiro, o viéis economico fez parecer que os que propoem uma economia liberal são de direita, já os que são estatistas são de esquerda... não é bem assim ! Apesar da direita em geral apoiar a Igreja Católica, existem tantos padres ligados a esquerda que a divisão ocorre até na Santa Sé.

Os militares no Brasil sempre estiveram ligados a esquerda, o Golpe Militar de 64 foi feito por uma elite militar com idéias de ... direita! Houveram radicalismos de ambas as partes, erros de qualquer lado. A incompetencia não escolhe lado, o totalitarismo também. A igualdade ou desigualdade entre os cidadãos parece ser medida entre grupos políticos diferentes para se posicionar entre seres semelhantes, mas o que é igualdade: duas crianças que nascem iguais e uma se torna um rico comerciante e outro um mendigo. Ou ambos que nascem ricos ou pobres e morrem com a mesma idade ficando debaixo da terra remoendo suas diferenças históricas e teóricas....


Padrões pré determinados não deveriam valer para um Homem que pensa: A esquerda busca igualdade e, a direita, liberdade. A esquerda busca mudança e, a direita, estabilidade. A esquerda é o Estado e a direita o Capital. A Esqueda comunista e a direita capitalista, um regime autoritário com economia sem o Estado é a direita, porém se o mesmo regime autoritário é compartilhado com uma economina Estatal forte já passamos a ter uma esquerda. 

Essa dualidade move paixões, mobiliza nosso imaginário, junta pessoas na rua, une ... mas separa. A partir do momento que não conseguirmos compreender porque o outro pensa diferente de nós, não conseguiremos enxergar pontos que nos unem. Não conseguimos criar mecanismos que nos deixem entender que o bem que queremos para o mundo seja algo igual para todos.... Não conseguiremos colocar o cidadão de bem se colocar diante das diferenças para buscar o bem comum pensando que não existem realmente grandes diferenças assim mas que o pouco que há servem como forma de desagregar e impor uma dominação.

segunda-feira, junho 10, 2019

A troco de que?

Nas ruas barulhentas
Pessoas em movimento caótico
Perdidas no tempo e numa inutilidade sem fim
Vazias, em seus problemas sem tamanho
Donos de tudo que sobra além do essencial
A areia escorre pelas suas mãos
Ampulheta escoando a vida aos poucos
Preocupados com os pecados alheios
Equilibrados com uma hamornia tensa
Não existe a saudade, existe a ausencia
Perdidos numa tela de celular
Conectados com tudo
Perdidos da vida entre o nascer, o crescer e o morrer
Sem entender ao menos um sentido pra vida
Se ocupando do ir e vir das coisas
Inconsciente de tudo
Buscando ... mas só um minuto de paz!

quinta-feira, maio 09, 2019

Porque precisamos de filósofos

Precisamos formar pessoas que pensem! Apesar dos ideólogos sem diploma, dos enquadrados da caserna, dos ricos astros do entretenimento, da necessidade de qualificação bitolante do trabalho, da televisão, dos influenciadores digitais, das provas de múltipla escolha, do governo e do patrão ! Cabe ao Homem um papel muito maior que levar sua existência ao ciclo de crescer, trabalhar, casar, reproduzir, envelhecer e morrer. 

Na avalanche de intolerância que nos encontramos só penso num jeito de melhorar, através do pensar. Para melhorar o mundo começamos com as pessoas, a medida que vamos melhorando as pessoas melhoramos a sociedade. O único meio que temos para nos conhecer melhor e propor nossa melhoria (interna e externa) é através do conhecimento e dois instrumentos importantes que temos para aprimorar esse tipo de conhecimento e melhoria são a filosofia e a sociologia. São exatamente as áreas de conhecimento renegadas pelo nosso presidente, ele quer uma universidade produtiva, que nos dê resultados. Fazer o que? O papel de uma universidade não é bem esse pensamento simplista de executar tarefas, vai muito além.... fazer o que ? Tem gente que não consegue captar as coisas num plano maior ... mais abrangente, fazer o que ? É claro que não estou defendendo aqui as bizarrices que vemos nas nossas universidades, que muitas vezes tem má gestão de dinheiro público. Nosso dinheiro vai para o ralo no aluno que prefere o jogo de sueca, na turma que anda pelada, no trote banal, mas também desce pelo ralo quando o pensamento é raso, quando o curso é ruim, quando a zona de conforto se inicia aos 20 anos, quando não pensamos. Pensar no que queremos para o futuro, imaginar aperfeiçoamentos do homem e da sociedade, sem essa referencia não saímos do lugar, ah pode até ter interesse que queira que não saiamos mesmo !!

A Filosofia permite ao ser humano compreender melhor a si mesmo, a sociedade e o mundo que o cerca, estimulando uma maior autonomia do pensar, agir e definir formas de comportamento. A partir dela, e ao longo de séculos, foram e são fundamentados projetos, pesquisas, produções científicas, artísticas e culturais. Dela, nasceu da necessidade de orientar-se e encontrar um princípio norteador, das reflexões que proporciona estimula-se o espírito crítico que constrói as melhorias que queremos para nós e para o mundo. Muito bonito, mas o importante disso tudo é a força que tem o "nós!" na frase fazendo nossas próprias indagações somos levados a pensar e buscar nossas próprias melhorias, de forma livre e independente de ideologismos baratos. Eis porque tanta polêmica quanto a tal da filosofia,  ela é capaz de delimitar limites e, ainda assim, proporcionar liberdade e muito mais ...."penso logo existo!".

quarta-feira, abril 03, 2019

Sobre a História

Alguns podem até achar que olhar para o passado nos impede de ver o futuro, interpretar os fatos históricos dependem da interpretação (e dos interesses) de quem os contam mas existe muito mais além de minimizar os fatos. A história demonstra que as coisas se repetem, que sempre existem movimentos cíclicos de desenvolvimento, de flutuação de poder. Definir se uma tomada de poder foi um golpe ou revolução não é simples semântica mas caracteriza muito o que está por trás do feito, seus interesses e ... porque não os interesses daqueles que deturpam a história no tempo presente.

Discutir história não é como discutir um lance de futebol com o advento do VAR onde cada um interpreta os fatos de acordo com sua preferencia mas no final nada muda.... o fato histórico sempre vem dentro de um contexto de mudança da sociedade. Analisando a histórica podemos ver o desenvolvimento do Homem dentro do seu contexto. Escravismo em tempos romanos quando dominavam uma aldeia e levavam prisioneiros como escravos podia ser normal e aceitável durante o império romano, isso virou parte do comércio europeu no século XIV na costa africana, hoje em dia é inaceitável ! 

Como não entender que a falácia de dizer que o Brasil é um país pacato que não entra em guerras  está completamente dissociada com a História de um povo marcado por revoltas, revoluções, guerras e índices altos de homicídios urbanos, como não temer uma liberalização de armas de fogo para um povo que nunca teve um sistema penal coerente e tem essa violência contra seus semelhantes banalizada desde os índios pré Cabral (o descobridor... não o governador do Rio) ? Como não traçar um paralelo entre Rasputin e Olavo de Carvalho? A vida se repete .... a atenção ao contexto histórico podem nos fazer ver indícios de impeachment aqui maior que no Chile por exemplo, afinal temos um histórico recente de contextos como falta de apoio do legislativo, crise econômica, falta de politização da população que vira e mexe nos levam a isso. 

Como acreditar nas instituições se  elas tem um histórico de desvinculação com os desejos do povo, como não pensar que um governo executivo possa ter dificuldade em governar se desde 1951 só 3 presidentes eleitos passaram a faixa presidencial para presidentes eleitos(Lula para Dilma, FHC para Lula, JK para Jânio). Tivemos 21 governos só 3 foram democraticamente eleitos, isso não é só história, são indícios. Demonstram falta de amadurecimento democrático, instituições em conflito, partidos políticos fracos, poderes fortes mas não em suficiente sincronia para manter uma estabilidade administrativa, uma tranquilidade fiscal, um caráter positivo para investimentos e desenvolvimento social. 

Em tempo, era uma vez um presidente que se elegeu com promessas de acabar com a corrupção, se elegeu com enorme apoio popular, governava na base do recadinho informal, preterindo a imprensa e os meios oficiais de comunicação e dessa forma não conseguiu apoio do congresso, não governou, ficou paralisado até que seus níveis de popularidade caíram .... pode achar tudo contemporâneo mas é o presente copiando o passado de Jânio Quadros em 1961 ... a princípio o Golpe (ou revolução democrática) de 1964 se repetido hoje seria caracterizado como crime inafiançável e imprescritível de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático previsto no artigo 5o , inciso XLIV, da constituição.

Falam de reescrever a história do Brasil, é preciso fazer uma releitura sim, mas olhar pra frente nos embasarmos na história para não cometermos os mesmos erros sempre.

terça-feira, março 26, 2019

Banalização da violência

Entre as dezenas de vídeos chocantes, memes, mensagens de bom dia, eis que chega pelo Whatsapp uma gravação de um cara ao telefone pedindo para trocar um sanduíche que foi entregue errado. Diante do pouco caso da atendente para o problema do cara, acabo  me identificando com ele, acho um absurdo o que se passa e de certa forma concordo com a ira do cara. O que se segue me causa espanto e .... risos! A banalidade vira assunto de jornal nacional ... o tal cara vai na lanchonete espancar a atendente que não cumpriu bem o seu papel, o cara, usando de sua disposição de policial resolve surtar e levou a vias de fato transbordando toda a ira que carrega no seu pobre emprego. 

Confesso que errei por rir da situação, mas o riso não foi pelo fato dele bater na mulher, mas as consequências que uma coisa tão banal teve. A circunstância patética que a vida as vezes tem, é que me faz observar o fato com distanciamento. Não se pode rotular o cara de monstro (apesar de que tem que ser punido, ainda com mais rigor por ser treinado a conviver em situações de stress). O fato dele ter perdido a linha é algo que infelizmente é compreensível (de forma alguma justificável!) ... quantas vezes não estouramos por motivos completamente banais, chega a ser patético numa sociedade tragicômica como a nossa onde a violência é banalizada e mortes são apenas números amontoando-se dentro de um estilo de vida raso, inconsequente e egoísta. 

O Estado é responsável direto nessa formação cultural brasileira, aqui negros foram escravizados até a morte e achamos essa vergonha apenas um fato histórico que já passou! Aqui marinheiros eram espancados, adversários ideológicos eram torturados, lavradores expulsos de terras na base do tiro. Revoltas se tornaram extermínio em massa, heróis que fizeram chacina vivem livres por aí ... cidades que carregam no nome as gotas de sangue dos seus antepassados mortos (veja o caso de Florianópolis), aqui jovens entram em escolas atirando nos amigos mas a sociedade americana é que está corroída. Existem as violências brutais que levam as vias de fato, como um homem que espanca uma mulher, existem as violências que se cometem privando uma criança da merenda escolar, ou não punindo exemplarmente aquele que cometeu um ato de violência, são violências morais, mentais ... abusos que vão de contra a nossa Humanidade. 

Se o Estado patrocina nossa violência diária, cada indivíduo se torna frio e indiferente às violências que vê ... tudo é um circo de likes enquanto não muda em si próprio, e não dá para mudar o mundo se não começarmos a mudar a nós mesmos. A impressão é que só não somos piores porque falta poder de fogo! (mas em breve o Estado vai resolver esse problema!). Do garoto bem educado no aconchegante seio familiar e na melhor escola da cidade que se transforma num boçal bruto dentro do Maracanã espancando um idoso, até o pai de família que para o carro para o pedestre atravessar a rua do condomínio de luxo, mas que ao sair dali  vira um monstro no transito. Todos parecem ter um instinto violento dentro de si, alguns controlam ... outros não. Conhecer a si mesmo é uma forma de melhorar sempre e conter essa ira, mas o Homem vem cada vez mais se distanciando do seu interno, tem sido avesso as reflexões, tem terceirizado seus pensamentos a vendedores de fé e de perdão. Coisas banais que resultam em indiferença e riso diante da maior tragédia humana ... a falta da consciência de que somos parte de uma unidade humana e que o opositor é mais semelhante que imaginamos ... é a falta da tal humanidade que acreditamos pertencer.

quarta-feira, janeiro 02, 2019

O conto da montanha que ganhou o mundo

Era só uma montanha, nem era tão alta e bonita como outras a seu redor, não tinha a beleza dos montes alpinos, não tinha neve para que pessoas a pudessem esquiar, era pedregosa e feia, pela dureza de suas pedras nem árvores tinha que sustentar em seu dorso. Como não havia a sombra dos bosques não era visitada ou explorada, não tinha rios ou cachoeiras, não se renovava e não tinha vida aparente. 

Certo dia ouviu dizer que uma montanha do outro lado do mundo explodiu em ira, ganhou brilho e luz passando a ser chamada de vulcão. Buscou no seu interno algum calor que pudesse expelir se tornando atrativa, mas nada só achou pedras duras e frias, mas viu um certo brilho e não ligou. Séculos se passaram e a montanha via a vida passar .... gerações atrás de gerações, resistente ao vento e ao tempo ela seguia forte mas triste. Até que um dia um homem movido pela sua inteligência chegou com alguns aparelhos, primeiro a montanha se assustou pois o homem começou a quebrá-la! Mais homens e mais picaretas chegaram ... acharam uma montanha de minério de ferro.

Entre o desespero da montanha que estava se despedaçando e a avidez dos homens a quebrá-la ela encontrou a sua serenidade pois estava a milênios parada no mesmo lugar e os homens com suas picaretas iriam demorar outros tantos séculos para conseguir quebrá-la por inteiro. A montanha começou a se espalhar em pequenos pedregulhos. Em uma das rachaduras feitas pelos homens a água da chuva começou a penetrar, formou-se um rio e em seguida um pequeno lago, a poeira da quebradeira trouxe um pouco de terra, uma semente trazida pelo vento começou a germinar numa frondosa árvore, e ali a sombra dela os homens descansavam após o trabalho árduo. Naquele canto da pedregosa montanha começou a haver vida, novas sementes vieram, novas árvores surgiram mais sombra surgiu num belo recanto que virou um parque na cidade que crescia a seu redor. 

A montanha, de forma onipresente acompanhava cada pedrinha que os homens quebravam, umas viraram casas, escadas e assim a montanha passou a viver perto das pessoas, outras sofreram muito pelo calor mas a partir delas puderam forjar lindos artefatos de ferro, facas, garfos, colheres, parafusos, porcas, vigas que sustentavam cada vez edifícios maiores. o mundo foi crescendo a partir das pedrinhas daquela montanha. Delas, o homem forjava, o que a inteligencia dele precisava, a montanha ficou feliz, um dia fizeram até um carro com o seu ferro. Dali a montanha passou a ver o mundo, de seu ferro fizeram uma torre belíssima no centro de uma cidade bem famosa chamada Paris. Enfim a montanha ficou bem no alto, lá de cima da torre ela podia ver a Cidade Luz. 

Então lá naquele recanto da montanha que virou parque plantaram uma roseira, belas rosas nasceram de igual beleza às demais, um  jovem porém colheu uma rosa e presenteou a sua namorada, naquele momento a rosa passou a ter outro valor, das suas pétalas passou a sair um outro perfume, o afeto fez daquela rosa uma expressão da união entre o sentimento humano e a natureza, nossos olhos só veem nela uma imagem, para a menina que ganhou, já não é mais uma rosa, é um símbolo, em breve será uma recordação. Ela vai sorrir e a montanha, que acompanhou tudo vai ver um amor surgir. 

segunda-feira, agosto 13, 2018

O aprender e o ensinar


Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa e ignoramos outras. Isso nos dá diariamente uma oportunidade enorme de aprendermos sempre. Não é a questão de transformar o mundo pela educação, é preciso começar antes tentando mudar as pessoas, aí sim, pelo braço da educação  e depois seguir esse passo mudando o mundo através das pessoas transformadas que a educação criou. 



Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as amplas possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção, porém muitas vezes antes de construir algo é preciso destruir outras coisas que estão no mesmo lugar. Abrir mão de um dito conhecimento por outro é um processo que deve mexer não só com o pensamento mas com o sentimento pois desconstruir para depois construir é abdicar de muito esforço que já nos dispusemos a fazer durante a vida. Para isso, é bom lembrar que o universo está sempre em movimento, e nossa vida também é regida por esse vetor. Não somos um processo a parte do mundo ou do universo que nos rodeia, estamos inseridos nele como um processo dentro de outros tantos processos, todos se movimentando sempre, todos evoluindo na medida em que saem da inércia.

O conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer uma ação transformadora sobre a nossa realidade demandando uma busca constante que vai implicar em invenções e reinvenções.... construções e desconstruções.

segunda-feira, julho 30, 2018

Manhã em Madrid

Se amanhã de manhã
Eu te acordar com um beijo e croissant
É porque a noite foi boa
Mas se eu te acordar incansável
Com um beijo e uma broa
É porque a noite foi louvável
Como noite de estreia
Ou manhã de geleia
No seu desejum

Uma noite incomum
Como as manhãs de tapioca
Ou noite idiota
Te tendo irritada
Para te acordar com torrada
Esquecendo da mágoa
Te oferecendo coalhada
.....Ou ovo mexido
Depois de tê-la curtido
Com seu Remelexo
Te acordar com desleixo
Para uma outra Invernada

Beijos de mel
Em noite de céu
Estrelado de amor

Se não te acordar
É para contemplar teu sono
Depois de uma noite amada
Com a roupa espalhada
E um beijo singelo
de boa noite....

Noites se confundem com dias
Te acordo bebendo sangria
Para recomeçar uma noite de dia
sem beijo .... sem nada
Para sempre...
Entrelaçam nossos dedos
Nessa longa caminhada

segunda-feira, maio 14, 2018

20 sensações para sentir


  1. Banho de chuva no verão
  2. Chorar por amor
  3. Ouvir música sozinho no escuro
  4. Andar de mãos dadas
  5. Ver um nascer do sol em qualquer lugar
  6. Ver um por do sol na praia
  7. Brisa fria no rosto
  8. Um abraço apertado
  9. Chorar de alegria
  10. Andar de bicicleta com filhos
  11. Dor de barriga de tanto gargalhar
  12. Contemplar a grandiosidade do mundo
  13. Gratidão pela vida
  14. Gratidão pelos seus antepassados
  15. Gratidão pelo trabalho que traz comida à sua mesa
  16. Bater papo com mendigo
  17. Dar razão pra velhinho sem razão
  18. Dar comida para quem precisa
  19. Dar um abraço para quem precisa
  20. Mudar a vida de alguém


Quantas dessas sensações você já teve? Quantas você cultiva?


sábado, maio 12, 2018

30 músicas para ouvir


  1. Cavatina (tema de The Deep Hunter) - Stanley Myer
  2. The Winner Takes it All - Abba
  3. Comfortably Numb - Pink Floyd
  4. Us and Them -  Pink Floyd
  5. Sultans Of Swing - Dire Straits
  6. Sexual Healing Marvin Gaye
  7. Have you ever Seen the Rain - Creendence
  8. Every Breath you Take - The Police
  9. Don´t Stop Believin - Journey
  10. Pain Lies On The Riverside - Live
  11. Sweet Child O´Mine - Guns N´Roses
  12. New Year´s Days - U2
  13. The Logical Song - Supertramp
  14. My Way - Elvis Presley
  15. Total Eclipse of the heart - Bonnie Tyler
  16. Lord is it Mine - Supertramp
  17. Por Brilho - Oswaldo Montenegro
  18. Love Of My Life - Queen
  19. Stand By Me  - Jonh Lennon
  20. Tente Outra Vez - Raul Seixas
  21. Águas de Março - Tom Jobim
  22. O Bêbado e a Equilibrista - Elis Regina
  23. Força Estranha - Roberto Carlos
  24. Something - Beatles
  25. Rhapsody on a Theme of Paganini Op 43 - Rhachmanioff
  26. Bring on the Night - Sting
  27. Laura - Charlie Parker
  28. Caravansary - Kitaro
  29. Etude Opus 10 No3 Tristesse - Chopin
  30. Guru Sharanam - Tomaz Lima
Qual é a sua lista ? Alguma interseção com a minha?

sexta-feira, maio 11, 2018

50 filmes para ver


  1. Forrest Gump: O Contador de Histórias (1994)
  2. Coringa
  3. …E o Vento Levou (1939)
  4. Em algum lugar do Oeste
  5. A Lista de Schindler (1993)
  6. Sociedade dos poetas mortos
  7. Um Sonho de Liberdade (1994)
  8. O Poderoso Chefão (1972)
  9. O Poderoso Chefão: Parte II (1974)
  10. Os intocáveis 
  11. O Franco-Atirador (1978)
  12. Up – Altas Aventuras (2009)
  13. Rocky, um Lutador (1976)
  14. Coração Valente (1995)
  15. Seven – Os Sete Crimes Capitais (1995)
  16. Platoon
  17. Gladiador (2000)
  18. Gênio Indomável (1997)
  19. Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993)
  20. Titanic (1997)
  21. Toy Story (1995)
  22. Alien, o Oitavo Passageiro (1979)
  23. Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982)
  24. O Silêncio dos Inocentes (1991)
  25. O Encouraçado Potemkin (1925)
  26. A Caçada ao Outubro Vermelho (1990)
  27. A Dança dos Vampiros (1967)
  28. Tempos Modernos (1936)
  29. O Grande Ditador (1940)
  30. Pulp Fiction – 1994 
  31. A vida é Bela 
  32. Central do Brasil
  33. O Campeão 
  34. Quatrilho
  35. O menino que descobriu o vento 
  36. Lendas da Paixão
  37. 1942
  38. Rain man
  39. Black Rain a coragem de uma raça
  40. Casablanca (1942)
  41. Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981)
  42. Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (1967)
  43. JFK
  44. Apolo 13
  45. Amadeus (1984)
  46. O segredo da cela 7
  47. O segredo dos seus olhos 
  48. A espera de um milagre
  49. Pulp Fiction 
  50. Cidade de Deus
Qual é a sua lista ? Alguma interseção com a minha?