quinta-feira, abril 17, 2008

A Conquista do Dedo de Deus

Telegrama enviado de Teresópolis informa sobre a conquista do Dedo de Deus, ocorrida às 11h45min do dia 08 de abril de 1912.

Ascensão Arrojada
Pela primeira vez a bandeira brasileira tremula no "Dedo de Deus".

Telegrama que acabamos de receber de Therezopolis informa-nos da arriscada expedição que fizeram ao Dedo de Deus os arrojados excursionistas José Teixeira Guimarães, José Américo Oliveira Junior, Accacio José Oliveira, Raul Carneiro e Alexandre José Oliveira, que deram mostras de grande arrojo na perigosa empresa, e também de bello patriotismo, desfraldando naquelas alturas, virgens de vestígio humano, o auriverde pendão brasileiro.
É a primeira vez que a nossa bandeira fluctua em tão grande altitude.

Fonte: Jornal "Correiro da Manhã", 09 de abril de 1912 (terça-feira)
A Primeira ascensão ao "Dedo de Deus"

De Therezopolis escreve-nos o conceituado capitalista sr. Joaquim Freire, que assistiu á ascensão dos primeiros excursionistas que conseguiram galgar os ásperos cimos do "Dedo de Deus".
"Escrevo-lhe com o espírito incendido e o coração transbordando alegria pelo acontecimento que hoje abalou os que, em Therezopolis, se interessam pelos feitos úteis.
Hoje, dia 8, ás 11,45 da manhã, foi galgado o cimo do grande obelisco conhecido pelo nome de "Dedo de Deus", que na cordilheira dos òrgãos desafiava as audácias humanas.
A escalada do imponente obelisco, que até hoje era reputado inacessível, só não abalará o mundo scientifico por ter sido feita por meros touristes, sem maiores preocupações.
A´s 11.45, ascenderam o cimo; ás 12,40 fincavam a primeira bandeira branca, e á 1 hora içaram a bandeira nacional.
Devo dizer-lhe, sem vaidades, mas intima satisfação, que fui eu quem primeiro desvendou os felizes profanadores do segredo que a Natureza tão avaramente escondeu nos píncaros daquela pedra.
Fui esperal-os à saída da picada, por onde haviam penetrado na serra e vi, com bastante magua, que entre alguns amigos delles só eu representava o elemento veranista.
Conduzi-os ao Hotel Hygino, onde bebemos uma taça de champagne.
Remetto-lhe uma "magnólia silvestre", colhida no cimo da pedra, onde há alguma vegetação e muita pedra solta.
Na próxima quarta-feira serei portador das photographias dos cinco heróes.
Será o Correio da Manhã o primeiro a estampar o retrato dos arrojados excursionistas, como foi o primeiro a receber a nova extraordinária ascensão."

Fonte: Jornal "Correio da Manhã", 10 de abril de 1912 (quarta-feira),

Pesquisa: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional.
por: Claudio Aranha

Nota: A pesquisa foi motivada por dúvida acerca da real data em que ocorreu a conquista do "Dedo de Deus", já que alguns textos informam ter sido o dia 08 de abril e, outros, em maioria, reportam o dia 09 de abril de 1912. Da fonte consulta, não resta dúvida quanto a ser o dia
08 de abril de 1912, uma segunda-feira, o dia da conquista. Ocorre que, por motivo que desconhecemos, a comemoração da conquista no dia nove se tornou uma tradição entre os montanhistas. Fica como registro histórico a matéria publicada no Jornal "Correio da Manhã",
solicitando-se a quem dispuser de outras fontes de informações sobre o assunto que as envie para que possamos também apresentá-las.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Ao meu filho

Antes de mais nada nessa estreia de blog vou dedicar poucas linhas para falar do que melhor fiz na minha vida... meu filho. Ele é a realização de muitos sonhos, e a não realização de tantos outros sonhos, ele é a troca justa, a escolha mais certa. Um filho é uma escolha pela vida, é uma escolha gerada por uma ato de amor e que deve perdurar por toda a nossa existência pois um filho somos nós ... um filho são todos os nossos antepassados, é a semente para nossos descendentes.
Meu filho sou eu, mesmo que um pouco dentro da própria alma dele.

Escrever é transbordar

O ser humano sempre pensou e filosofou durante toda a história para saber de onde viemos, para onde vamos e quem somos, mas o principal é saber o porquê de estar aqui, o que fazer da nossa vida ...
  Essa gotinha no mar, do nosso próprio tempo é uma coisa ínfima no oceano da história. É o transbordar dessas gotas, que me fazem escrever o que minha mente não comporta dentro da cabeça. Acho que uma necessidade de me expressar, me fazer ter forças para escrever mesmo sem saber se alguém vai ler.